<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239</id><updated>2011-07-28T22:49:25.129+01:00</updated><category term='manifesto'/><category term='o outro'/><category term='descobertas'/><category term='sísifo'/><category term='férias'/><category term='cortes'/><category term='lino'/><category term='silêncio'/><category term='aibieme'/><category term='zumbido'/><category term='inimputabilidade'/><category term='roubarte'/><category term='artur'/><category term='tentativas'/><category term='desafios'/><category term='frio'/><category term='planos'/><category term='acasos'/><category term='ikivuku'/><category term='Beatriz'/><category term='cartas'/><category term='ruído'/><category term='tpc'/><category term='prologo'/><category term='sapo'/><category term='tempo'/><category term='ivo'/><category term='sociologia'/><category term='média'/><category term='spam'/><category term='pérolas'/><category term='livros'/><category term='ciência'/><category term='bruma'/><category term='torcato'/><category term='bonecos'/><category term='futuro'/><title type='text'>zumbido</title><subtitle type='html'>Se tomou mais que a dose indicada ou no caso de uma sobredosagem poderão ocorrer efeitos indesejáveis, como: zumbidos, perturbações da audição, dores de cabeça, vertigens e confusão mental. Se verificar estes sintomas deve reduzir a dose.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>362</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-738373694763045330</id><published>2010-03-01T22:12:00.002Z</published><updated>2010-03-01T22:17:14.141Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><title type='text'></title><content type='html'>Peço desculpa, mas acreditava absolutamente na razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-738373694763045330?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/738373694763045330/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=738373694763045330' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/738373694763045330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/738373694763045330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2010/03/peco-desculpa-mas-acreditava.html' title=''/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-2727855828332559647</id><published>2009-01-18T11:11:00.001Z</published><updated>2009-01-18T18:05:28.498Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><title type='text'>Desatracado</title><content type='html'>&lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Miguel Esteves Cardoso tem andado a escrever no Público. Eu até do Público já desatraquei mas hoje cruzei-me com &lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2009/01/os-desatracados-miguel-esteves-cardoso.html"&gt;este&lt;/a&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-2727855828332559647?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/2727855828332559647/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=2727855828332559647' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2727855828332559647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2727855828332559647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2009/01/desatracado.html' title='Desatracado'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1292042081666933504</id><published>2009-01-04T18:06:00.004Z</published><updated>2009-01-04T19:07:27.502Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><title type='text'>Novecentos e catorze ponto um</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ontem, para entrar no espírito proposto pelo Presidente da República, fui à oficina do técnico especialista em recuperação de sapatos e outros cabedais, acrescentar mais dois furos em cada um dos meus dois cintos. Disse-me ele, equipado do seu livro de estatísticas, que naquela última hora eu era o quarto cliente a pedir aquele serviço. É uma coisa que me sabe sempre bem, sentir que estou na onda. O importante é que já tenho os cintos preparados para o que der e vier, o que faz de mim um homem prevenido e etc. No essencial sinto-me bem por fazer parte da solução para a enorme quantidade de problemas que o ano promete. Para mim os problemas são os mesmos de sempre. Aparentemente não perdi nada na bolsa mas sei que os que perderam vão ter de vir ao meu bolso recuperar. É a lei da vida. Ok. O ano passado também foi assim. Quando não são os bancos são as cadeiras. O ano de 2009 vai ter problemas de bancos e de cadeiras. Uns transitam outros são transitórios mas apetecíveis. Tudo é essencialmente transitório e já que aqui estamos aproveitemos os lugares que põem à nossa disposição. Servindo o país. Ficando bem na fotografia. Até porque não há alternativa: ou comemos ou somos comidos. A ambição humana de ter um plasma é perfeitamente compatível com a de ser autarca e mais ainda deputado. As necessidades do dia-a-dia passam por equilibrar o que esperamos de nós com o que os outros esperam. E se ficarmos a ganhar fica tudo bem. Eu ainda não tenho um plasma mas hei-de ter nem que tenha de ir a um desses concursos da televisão que reduzem a fome e a sede a tanta gente. Não, isto não é uma ameaça. Se eu fosse um pouco mais culto já lá tinha ido. Mas há sempre umas perguntas que me escapam e além disso sou muito nervoso e tenho as reacções muito lentas. Na televisão temos que estar à altura dos acontecimentos, que acontecem, como todos sabemos, num abrir e fechar de olhos. Como é fácil de perceber eu preocupo-me com o essencial. Na verdade nunca deu tempo para me preocupar com mais do que isso. Mas já deu para perceber que nem todos temos a mesma noção de essencial. E isso cria embaraços diplomáticos terríveis. Há quem diga que a culpa é das hormonas. E há quem diga que é das mães. Os cientistas destas coisas, eles próprios, não se entendem sobre o que é essencial. Haverá certamente um especialista a dizer que o essencial é que haja diversidade de essenciais. O que acaba por defender as coisas tal e qual são: uns para comer e outros para serem comidos. Geralmente é uma teoria que cai muito bem a quem come. E, mais importante ainda, só há pachorra para fazer teoria quando se tem a barriguinha cheia, o que leva a concluir que os que são comidos não têm oportunidade para chegar a fazer teorias. Os filhos dos que são comidos às vezes enchem-se de brios e resolvem ir estudar para mudar as coisas. Mas mal têm o canudo na mão ficam com outras prioridades - e sinceramente ninguém lhes pode levar a mal o habituarem-se a comer. Com teoria ou sem ela mais e mais pessoas estão convencidas que vivemos no melhor dos mundos possíveis. Há que aguentar. Em Portugal há dois partidos que de vez em quando conseguem ser governo. São muito parecidos e suponho que até poderiam ter recursos partilhados porque já se sabe que quando não está lá um, está lá o outro. Por definição cada um deles acha horrível o que o outro faz quando é poder e vice-versa, mas nem à lupa se conseguem distinguir. Acompanham o tempo e, depois de a seguir ao 25 de Abril serem do mais esquerdista que havia, são agora tão à direita quando possível até não parecer muito mal. Para além de isso de direita e esquerda ser uma treta francesa que já não pega: as estruturas de poder são sempre de direita e ponto final. Além destes partidos e dos seus empenhados militantes há mais meia dúzia de outros partidos que por saberem que estão inexoravelmente afastados da área do poder, são a favor do quanto pior melhor. Mais descontentamento e mais um lugarzinho no parlamento. Como não podem dar nada oferecem tudo e têm sempre soluções extraordinárias para os problemazinhos particulares em que se empenham. Por muito que custe a acreditar, todos estes partidos, grandes e pequenos, são constituídos superiormente por pessoas que estudaram muito, se formaram e reformaram, e digamos assim, constituem a 'nata' da nossa sociedade. Não era nada disto que eu  queria dizer. Era mesmo só para falar dos novos furos dos meus cintos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1292042081666933504?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1292042081666933504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1292042081666933504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1292042081666933504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1292042081666933504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2009/01/novecentos-e-catorze-ponto-um.html' title='Novecentos e catorze ponto um'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8096615003545999622</id><published>2008-12-07T15:15:00.002Z</published><updated>2008-12-07T16:02:52.278Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruma'/><title type='text'>Difamação</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se Vasco Pulido Valente não for preso na terça-feira, por difamação, vou admitir que&lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2008/12/sinecura-vpv.html"&gt; isto&lt;/a&gt; é tudo verdade ...  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8096615003545999622?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8096615003545999622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8096615003545999622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8096615003545999622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8096615003545999622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/12/difamao.html' title='Difamação'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5765755447631635491</id><published>2008-12-05T20:08:00.001Z</published><updated>2008-12-06T14:52:21.688Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (LI)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;O verdadeiro estado da nação lê-se &lt;a href="http://naocompreendoasmulheres.blogspot.com/2008/12/telefonei-lhe-sem-ter-nada-para-lhe.html"&gt;assim&lt;/a&gt;...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5765755447631635491?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5765755447631635491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5765755447631635491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5765755447631635491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5765755447631635491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/12/prolas-li.html' title='Pérolas (LI)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7279648069033246359</id><published>2008-12-02T08:08:00.005Z</published><updated>2008-12-02T22:13:45.759Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>O Fim (parte 9)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As coisas não acabam quando queremos. Embora possam acabar porque queremos. A maior parte das vezes quando damos conta já tinham acabado bem antes e apenas não nos apercebemos por causa da inércia própria dos corpos. O mesmo se passa com os inícios: muitas vezes quando nos apercebemos que uma coisa começou ela já vai bem adiantada. Quando o rebento aparece ao cimo da terra já houve muito trabalho subterrâneo. Por isso o fim, que se supõe um momento, acaba por ser indeterminado e não observável. Talvez um caso para aplicar a teoria dos limites. E sabemos como os limites são, eles próprios, incompreensíveis. Mas não, não estou a falar da MFL e dos seus lapsos de linguagem, ou do seu piloto automático. Quem ainda se lembra da MFL que confrontou e deu origem à expressão da geração rasca? Eu não me lembro, apesar de fazer parte dessa gloriosa geração. Porque o essencial é o esquecimento. As coisas vão passando e a memória vai sendo dissolvida em ácido, dando uma vaga ideia de fim. Nunca um fim definitivo porque a memória não se lembra do que foi antes e jamais comemorará factos que não aconteceram. Constata-se o fim das coisas que ainda não acabaram ou daquelas que nunca existiram. Tipo: antigamente é que era bom; antigamente é que havia respeitinho; antigamente é que havia ordem; antigamente é que havia gente com valor. Fins e mais fins, uns atrás dos outros a definir a textura sistemática da história. O peixe pescado cresce uns centímetros todos os anos. Continua a crescer depois de comido. A fazenda em África é cada vez mais o paraíso de uma época que derrotou a humanidade. É impressionante como quase nada muda realmente: passam os anos, passam as décadas, passam os séculos e a vaidosa irracionalidade mantém o seu império totalitário. Um pouco menos de arrogância e ambição e talvez se fizesse um espaço habitável. Não sei bem para quê. Era só uma ideia. Decididamente é uma perda de tempo continuar à procura do fim. O fim está entre nós. Não é bem um monstro, é mais um salvador. O fim desliga a tomada no momento em que o adversário vai marcar um golo. Tirando isso não serve para mais nada. Ou para escrever textos quando não há expiração. O que ajuda a provar a inutilidade. É uma delícia poder dizer disparates impunemente. Por mim vou dedicar-me à análise política. É uma forma idêntica de dizer barbaridades e há sempre a hipótese de alguém reparar em nós e achar que a nossa 'performance' justifica aparecer na televisão - a glória suprema! Uma postura cínica, falar de dez mil mortos com a mesma candura com que se fala de bolo de chocolate; não esquecer de chamar Exmo Senhor Doutor mesmo pensando que é um &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://chezmaria03.blogspot.com/2008/11/discurso-do-filho-da-puta.html"&gt;filho-da-p***&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; da pior espécie, certezas aos molhos, muita indignação com o aumento dos preços  e muita solidariedade com os pobres e com os desempregados (mas só aqueles que são verdadeiros desempregados e não com aqueles que, obviamente, não querem trabalhar, como muito bem se sabe no banco de portugal). Ah! e com as crianças também. Vejo o meu futuro como 'opinion maker' envolto em brilhos vários e sucesso. Sucesso é que é. Quanto ao fim o melhor é esquecer. Cada um de nós encontra o seu fim merecido uma vez na vida, o que nivela, por uma vez também, o delicado desejo de diferença. Em princípio um fim é um bom princípio e um bom fim é, por princípio, um fim bom. (O fim, pelo menos este, não continua).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*** Os asteriscos não são 'pis' de pudor, são apenas para evitar que através dos motores de busca aqui venham ter filhos-da-p*** que andam à procura de filhos-da-p***.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7279648069033246359?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7279648069033246359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7279648069033246359' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7279648069033246359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7279648069033246359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/12/o-fim-parte-9.html' title='O Fim (parte 9)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1343258180224288235</id><published>2008-11-18T18:18:00.001Z</published><updated>2008-11-18T19:54:00.436Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aibieme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frio'/><title type='text'>Postevintidois</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/SSMdSg5KMGI/AAAAAAAAABg/0GCMXbMKxqM/s1600-h/poste22.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/SSMdSg5KMGI/AAAAAAAAABg/0GCMXbMKxqM/s400/poste22.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270088192858140770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ah! Reconheço que estava à espera de um pequeno registo na tua árvore de sentimentos. Qualquer coisa de ligeiro. Um vestígio. Mas, ainda assim, uma pequena marca visível. Daquelas que passam despercebidas ao transeunte apressado ou mesmo ao observador rotineiro, e apenas recebem o reparo do obsessivo que encontra dez diferenças nos passatempos em que apenas estão previstas sete. Não que eu ande à procura de diferenças. Procurei enquanto achei que valia a pena, e bastante tempo mais depois de achar que já não valia a pena, e depois fui embora para casa descansar. O que não quer dizer que não seja obsessivo com as diferenças, ou que não sejam as diferenças o sal da minha monótona vida. Nem vale a pena falar de diferenças. Talvez noutra altura e noutro lugar. O que eu esperava, lá no fundo, era um pequeno registo historiográfico, uma nódoa que fosse a marcar presença, a dar a curta impressão de existência. Nada que fosse uma ténue marca de água - que infelizmente sempre me coloquei na discreta, cómoda e orgulhosa posição de espectador ausente - mas uma mancha tombada na margem da fotografia, dedada de gordura que estando a mais pareceria ainda uma forma de estar presente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Reconheço que estava à espera de ter existido, digamos assim, por interposta pessoa, como um empecilho ou um resto de sobremesa. Uma bagagem perdida. Estaria lá, nem que fosse por se ver uma sombra num dia de sol mais inclinado. Mas não foi assim. O que salta à vista, ainda que filtrado pelo inevitável sabor a mofo, é a vacuidade de todo um esforço para existir na inexistência. Desejos que não se conformaram aos factos e que não quiseram ter certezas por saberem que nunca as teriam. E uma fuga quase contínua aos gestos exagerados. No fundo uma horrível inaptidão para a pose.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Dirás que lá estou eu a chamar virtudes aos defeitos ou a orgulhar-me de perícias inúteis. Saltos de cavalo em tabuleiros de xadrez muito frágeis. É provável. Hoje já não estou em condições de disputar as razões que perdi demasiadas vezes. E nem é disso que estou a falar. Estou apenas a referir o vácuo, a maneira lisa como me esfumei da história sem deixar um leve aroma. Há dias, num contexto absolutamente diferente de todos, alguém se referiu a mim - ou mais concretamente a um meu personagem - que dos fracos não reza a história. Suponho que, com tempo, se poderia construir toda a humanidade sobre esta frase e a estranha concordância que ela gera. Eu próprio, se tivesse talento e tempo, poderia desconstruí-la nas suas inúmeras ramagens coloridas que enfeitam uma inegável enormidade de orgulhosas campas.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O meu reino, chamemos-lhe assim, passou ao lado de todas as possibilidades de sucesso. Mas permanecia essa ideia estranha de ser marca de alguma coisa em algum lado para alguém. Não sendo assim dá a impressão de ter ficado o caminho ainda mais limpo de destroços e o tempo mais conforme com as necessidades da alma. Ainda hoje me apercebi que é bastante fácil, querendo,  encontrar Deus dentro de uma manga. Refiro-me ao fruto manga (embora não ponha de parte a ideia de O encontrar no encobrimento tecido de um braço). No entanto não sou capaz de descrever por palavras esta sensação que, por momentos (precisamente enquanto comia uma manga), se me tornou evidente. Fica a ideia apenas, para explorar depois da reforma, com os tais anos de saúde que o futuro promete para depois da nossa época produtiva.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Não estive lá. É isso. É como o lameiro que está calmo sob o viaduto. Os viajantes passam todos por ele mas não existe por não ser visível da velocidade rigorosa com que se atravessam as coisas. Uma velocidade que traz o desejo imponente de chegar. O lameiro ouve o rugido das viaturas carbomovidas e sabe da sua existência. Mesmo que alguma caia despistada no acaso de um voo diurno etilizado, a morte ou o álcool ou o simples aborrecimento evitarão a maçada de um lameiro na história da elegância. E não há nada mais aborrecido que uma comparação para fazer valer um argumento. O certo é que não estive lá.&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1343258180224288235?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1343258180224288235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1343258180224288235' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1343258180224288235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1343258180224288235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/11/postevintidois.html' title='Postevintidois'/><author><name>aibieme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12772784824214717558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/SSMdSg5KMGI/AAAAAAAAABg/0GCMXbMKxqM/s72-c/poste22.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5920038468179239851</id><published>2008-10-19T22:57:00.001+01:00</published><updated>2008-10-19T22:58:36.134+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>O Fim (parte8)</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O fim é um assunto interminável. Apesar de inevitável e palpável é interminável. E digo-o com pesar porque queria sair airosamente desta experiência macabra e não consigo. A minha ideia era proporcionar um fim digno a um blogue que nunca foi indigno. Dizer da minha justiça e deixar em paz o moribundo para um repouso eterno. Mas a linguagem é desastrosa. Repouso eterno! Quem pode ficar descansado com o repouso eterno? É angustiante. Passar uma noite em claro já é uma proeza que me ultrapassa. O repouso eterno é mortal! Repousar já é em si destrutivo. Indigno mesmo. Repousar eternamente é ter tudo para nada. Uma eternidade disponível e logo para estar quieto sem mexer uma pálpebra. Éne vezes insuportável. Por mim começava de novo, noutro lugar, noutra latitude, noutra atitude. Assim uma espécie de hipótese de segunda tentativa mas agora a sério. Mas o meu guru - claro que tenho um guru - disse-me, em lamento, que a única tentativa séria é a primeira. O que vem a seguir já é comédia. Um resgate de intenções produzido por simulação em computador. O que não quer dizer que doa menos. Sinto-me obscuro. Hoje não era para ser um bom dia para voltar ao fim, mas como já aqui estou o dia tem que ser bom nem que seja à força. Suponho que o pior é a falta de tema que está a inundar o mercado. Falar da crise para quê? A crise é uma coisa de que se foge, como se foge de tudo o que se sabe que não temos a solução na nossa mão. A espiral da destruição. Alguém, do outro lado do mundo, na sua miséria cada vez mais profunda, há-de pagar a nossa crise com o que lhe resta de sangue. É esta a lei desde o início dos tempos, e mais ainda desde que alguns homens começaram a acreditar que eram mais homens que outros e usaram a força para o mostrar. Uma veste especial e aí temos alguém capaz de determinar o destino de quem não tem uma veste especial. Um tubo metálico na mão e aí temos alguém capaz de se impor a quem não tem um tubo metálico na mão. Tudo por causa da crise. Crise de água, crise de fruta, crise de carne, crise de sexo, crise de frio, crise de terra, crise de dinheiro, crise de poder, crise de medo, crise de sonho, crise de afecto, crise económica, crise de tempo, crise de nervos. Eu tive uma fazenda em África. Agora tenho um partido que zela pelos meus interesses aquém e além mar. É uma maldade dizer estas coisas depois de jantar, com a barriguinha cheia, as luzes de baixo consumo bem acesas e a televisão a debitar um concurso de perguntas fáceis e respostas difíceis, ou um programa de anedotas inteligentes patrocinadas por uma ou mais multinacionais. Amemos a gravata. Acima de tudo a gravata. Onde há uma gravata há felicidade. Onde há muitas gravatas há muita felicidade. O meu reino por uma gravata. Como símbolo não está mal e o nosso tempo, exemplar, é um tempo de símbolos, de verdades irrefutáveis. Como se pode ver, ouvir e ler, o fim tem as suas naturais contradições. O fim de uns é um excelente começo para outros. Abutres e hienas, para não falar de vermes menos evidentes, são dedicados apreciadores de bons fins. Ainda por cima as hienas riem. Embora não se saiba porquê. A ideia do fim é, portanto, gerar novos princípios. Regenerar. Reciclar. Reutilizar. Colocar no ciclo natural os restos mortais do ciclo anterior, dando à eternidade o aspecto simbólico da cobra que engole a própria cauda. Ficamos assim purificados de todas as más intenções que antes do fim alimentámos: gestos e gestos de ansiedade reduzidos a fuel de novas experiências. Reencarnação sistemática dos resíduos através de transformações químicas muito simples. E água, água, água, muita água. No fim a terra há-de ser um bloco de ferro incapaz de se transformar noutra coisa qualquer. A não ser que aconteça alguma catástrofe. (continua... se calhar)&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5920038468179239851?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5920038468179239851/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5920038468179239851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5920038468179239851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5920038468179239851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/10/o-fim-parte8.html' title='O Fim (parte8)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-4751322363451011712</id><published>2008-09-29T22:10:00.002+01:00</published><updated>2008-09-29T22:48:02.238+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>O Fim (parte 7)</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Longe de mim a intenção de ser contestatário. Está-me no sangue mas não está em mais lado nenhum. Estou perfeitamente de acordo com o status quo, e para onde virar o mundo virarei eu também. A prática da vida faz-nos sentir a vantagem do sentido prático. A mim, pelo menos, faz. Não que eu seja um pragmático. Na verdade não tem muita importância o que eu sou ou não sou. E pensar desta maneira não tem vantagem alguma. Estou, portanto, devidamente orientado para ser uma pessoa construtiva, naquele sentido em que não tenho intenção de destruir nada. Um colaboracionismo por omissão. Por que, não nos esqueçamos, o que interessa aqui é o fim. O fim, podemos dizê-lo, nasce no princípio. Parece uma tautologia mas prova-se que não é, pela dificuldade que existe em tentar demonstrar. Para mim, um fim sem princípio não é melhor que um princípio sem fim. Fiz as contas. No primeiro dia de aulas a filha da minha prima, nos seus ofuscantes catorze anos, leva com ela 153 euros em livros, 77 euros em material escolar, tudo dentro de uma mochila de 95 euros, vestida com cerca de 370 euros de roupa e adereços de moda, (ainda está calor), falando por um telemóvel de 275 euros (com 43 euros de chamadas e 1.500 mensagens grátis por semana) e 30 euros na carteira para as despesas do dia. Os livros estão caríssimos. Suponho que um dos divertimentos preferidos dos humanos, e até de alguns animais, desde os primórdios da humanidade, é fazer demagogia. Fica bem desde a mais selecta reunião social até à mais tinhosa das tascas, passando pela multifacetada televisão ou pela frondosa imprensa escrita. O que não fica bem num blogue é falar mal da imprensa escrita. Por que um blogue que se prese há-de ser falado um dia, com pompa e circunstância, na imprensa escrita, passando então a existir. Daí que o verdadeiro blogue, aquele que não tem mesmo nada que se possa dizer que não é um blogue como deve ser, é editado por um profissional da imprensa nas horas mais vagas que tem. Demagogia pura, meus senhores. A palavra demagogia é, em si, demagógica: quando falo de demagogia estou garantidamente a fazer demagogia. É das poucas palavras que não tem metalinguagem possível. Um demagogo nunca metalíngua no saco. Sócrates, o filósofo, num dos seus mais famosos diálogos perdidos - que nem o Platão salvou - punha a elevada questão de saber qual era o mais antigo profissional do mundo, se o demagogo, se o chulo (duas profissões muitos mais antigas que aquela que se convencionou chamar a mais velha profissão do mundo). Como o diálogo não se salvou nunca saberemos as conclusões que foram tiradas na época. E agora também não me apetece pensar no assunto. Já em criança a minha professora de português, a primeira por quem me apaixonei, dizia que eu passava muito pela superfície das coisas, tendo muitas ideias - não necessariamente boas - e não levando nenhuma até ao fim, ou, pelo menos, a alguma profundidade. A minha ideia era espalhar sementes pela terra e depois desandar. Um princípio devastador, como podem imaginar. A profundidade é mais conseguida pelo sedentário que pelo nómada e eu não tinha um caminho mas vários e em todos eles muitos obstáculos e contradições. Não valia a pena. Nenhuma pena. Nem de pato nem de Sintra. Há sempre um momento em que chega a estupidez, uma das mais produtivas actividades humanas. A tal professora de português dizia que eu deveria saltar do barco antes de ele se afundar, apesar de o barco ser uma péssima metáfora. Um metáfora enjoativa. E um barco à vela ainda é mais enjoativo. Ondas e mais ondas e a gente a andar sem mexer as pernas nem gastar energia. Que estranho mundo este em que os barcos servem de metáforas. Tudo para que no fim haja um náufrago. O objectivo de qualquer metáfora embarcadiça é gerar um ou mais náufragos, uma apetência sistemática dos mitos e da literatura. Navegar, portanto, tem por objectivo naufragar, mais tarde ou mais cedo. E antes mais cedo que mais tarde. O fim é o naufrágio, meter água por todos os lados, enchendo as gargantas de incapacidade para gritar. (continua... talvez...)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-4751322363451011712?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/4751322363451011712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=4751322363451011712' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4751322363451011712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4751322363451011712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/09/o-fim-parte-7.html' title='O Fim (parte 7)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7057466244249623527</id><published>2008-09-06T08:08:00.003+01:00</published><updated>2008-09-06T22:04:02.571+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inimputabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>O Fim (parte 6)</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Pensavam que tinha acabado, mas enganaram-se. O fim, como bom português, foi de férias em Agosto. E como não teve nenhum acidente na estrada, nem no mar, nem lhe caiu o avião, nem sofreu um assalto violento - um qualquer-coisa-jacking como se diz agora - voltou. Não sou capaz de garantir se o fim está a acabar ou se ainda está no princípio. Há coisas que não somos capazes de dominar. A natureza é, em si, um bocado bruta e não obedece a lógicas muito práticas. Eu limito-me a acompanhar os acontecimentos, a força do vento e a teoria das probabilidades. Deus não joga aos dados com o Universo. Talvez beba uns copos para esquecer a embrulhada que criou mas nada de jogar aos dados. É bom que se perceba que o fim tem sempre algo de transitório. Aí não se distingue das demais ocorrências do universo. Há o princípio, há o meio e há o fim. Cada um com o seu tempo próprio, muito subjectivo e também muito desequilibrado. Apetecia-me chamar a esta prosa de hoje qualquer coisa do tipo: "Fim, o Regresso!". O mês de Setembro tem esta estranha característica de ser o princípio e o fim. E é mais o fim por ser o princípio do que o princípio por ser o fim. O regresso às aulas encheu os hipermercados e as bocas das mães e dos pais. Não há nenhum dinheiro que custe mais a dar do que o que é necessário gastar em livros nesta altura do ano. Não admira que a maioria dos miúdos fique traumatizada: cada vez que tiverem de comprar um livro hão-de sentir esta imprecação paternal. Os livros deveriam ser dados pelo estado já que o tal ensino é obrigatório! O mal é que os livros de estudo não são importados, não vêm com boas marcas estampadas, não são devidamente publicitados na televisão por ídolos da juventude, e , temos de o dizer, são excessivamente baratos. Falta-lhes o brilho de objecto inútil que é padrão de muitas outras coisas. E, last but not the least, destinam-se à coisa mais chata que há: a escola! Também neste sentido Setembro é o fim. Exactamente por ser o princípio. Mas eu não me queria desviar dos meus nobres propósitos de eclipsar com a devida pompa um 'blogue' que teve a dada altura o objectivo de ser o mais popular do meu bairro. Claro que a ideia não era assim tão humilde. Um passo de cada vez. Começa-se pelo andar, depois o prédio, depois a rua, depois o quarteirão, depois o bairro, depois a cidade, etc. Ao que sei chegou a estar entre os cem mais do meu bairro. Não se pode considerar mau no universo dos 'blogues' que estavam desejosos de mudar o mundo. O que não era o caso deste, pelo menos na parte que me toca. Mesmo assim eu mudava o mundo. Mudava algumas coisas para ver se ficava melhor. Um método de tentativas e erros que parece ter sido o de Deus mas um pouco mais ousado, com recurso a mais estatísticas e a mais entrevistas telefónicas. Talvez se conseguisse eliminar o desemprego. Noventa por cento das ofertas de emprego são para "Call centers" e exigem uma razoável dicção. A minha gaguez, o 'sshee sshee' e ler os vês como bês retira-me dessa corrida. Mas estou em condições de preparar as entrevistas e fazer os relatórios. O heróico correio morreu. Felizmente ainda há uns estrangeiros que aprenderam suficiente português para fazerem entregas das cartas dos bancos, dos seguros, do estado e da publicidade. O resto vem por e-mail, mal escrito e mal pensado, mas sempre com os melhores 'comprimentos'. Os telefones já só são usados para mecanismo de controlo. "Onde estás?". "Que estás a fazer?". Comunicar muito para não dizer nada. Por que já está tudo dito. Já todos sabemos o que vai ser dito a seguir e por isso é inútil ouvir a próxima frase. Só por estatística. Estamos todos convergentes para a média. A nova idade média. A idade dos média. Assim tenha tempo vou escrever uma tese sobre este assunto antes que o comentador absoluto Pereira o faça em meu lugar. Estudar é completamente inútil. Comprar livros de estudo também. Seguir o senso oficial é apenas esse enredar no conhecimento médio e sem desvio padrão. É um bom princípio que conduz a um fim médio. E nunca estivemos tão absolutamente confortáveis, nunca as nossas necessidades de consolo foram tão satisfeitas, nunca tivemos tanto pão e tanta manteiga. É certo que nem todos... Mas, digamos, aquela parte do mundo que interessa está bem e recomenda-se. Talvez devamos agradecer a Deus. (continua, se calhar)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7057466244249623527?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7057466244249623527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7057466244249623527' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7057466244249623527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7057466244249623527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/09/o-fim-parte-6.html' title='O Fim (parte 6)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7879897886518200796</id><published>2008-07-27T13:01:00.000+01:00</published><updated>2008-07-27T18:05:36.876+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>O Fim (parte 5)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Apesar da sua ambiguidade significante, o fim está sempre a acontecer. Diz-se, depois, como é que foi o fim, e fica na história quando há algo de notável na ocorrência. Confesso que sempre me causou alguma perplexidade o gosto de 'ficar na história'. Essa intenção de conferir à existência uma sobrevivência à morte da memória, não resiste a dez segundos de racionalidade nem a três segundos de emoção genuína. Por isso não consigo ver uma origem para esse desejo a não ser nas formas amorfas da patologia clínica. O que também não é de estranhar num universo humano que cultiva a doença como factor de desenvolvimento económico, de progresso e de selecção dos mais adaptáveis. Mas isto sou eu a desviar-me dos objectivos bem claros a que me propus ao escrever este epitáfio bloguístico. E por 'fim' entendo aqui o momento imediatamente antes de a forma antiga se dissipar. Tem sido difícil no correr destes dias assumir o fim como entidade clara e definitiva. Por que ao mesmo tempo que acaba uma coisa acabam também muitas outras coisas. E ainda que os níveis da ingenuidade sejam múltiplos, cada um que se quebra dá origem a uma angustiante surpresa sobre o mundo em que de facto vivemos. Parece que um fim chama outros, ou que, de repente, a temática do fim se instala e convoca todos os temas e lemas para uma discussão funerária sobre o ser e o ter, sobre a justiça e a indiferença, sobre a legalidade e a corrupção, sobre o medo e a ignorância, sobre a brutalidade e a compaixão. E já agora, sobre o amor e o despeito. O modelo de sucesso para a existência é, nestes nossos dias, a posse. Até aqui, neste exercício de semântica, não escapo de buscar algum entusiasmo na súbita posse de um local abandonado. Mas como todos sabemos, não são os locais abandonados que entusiasmam a posse: o que interessa a quem quer poder são os locais ocupados, levando a posse a ter o lugar e os que o habitam, numa escala hierárquica socialmente reconhecida e integrada. Para a posse ser efectiva e gratificante tem que trazer à mistura o sal humano, o sangue, a carne e o servilismo. De pouco adianta, nesta abordagem da existência, possuir o que não tem valor, e só tem valor o que é objecto de múltiplo desejo, de conflito, de inveja e de classificação. Um dos fins que descobri nos últimos tempos foi perceber que uma visão diferente desta, admitindo que existiu, já se finou. Globalmente a perspectiva da ganância é tão natural como a sua sede. Estranho é não querer. Estranho é não ambicionar saltos maiores e importância superior. É como se o registo genético que se foi acumulando por eliminação dos mais fracos, apurasse a raça inequívoca dos adoradores de ouro. No futuro deverá ser possível diagnosticar na primeira ecografia se o feto é ou não um potencial ambicioso. E, esse sim, será um factor consensual sobre o aborto terapêutico. Salvar o mundo de inadaptados é o grande desígnio dos próximos séculos. Claro que o ambicioso se quer ao mesmo tempo combativo, eficaz, eficiente e integrado. De nada serve um ambicioso que combata alarvemente o sistema, dando a entender que quer, não da forma que todos querem mas de uma forma diferente que ponha de parte a ambição consequente dos demais. Por que é sabido que a maior percentagem dos ambiciosos se terá de contentar com as migalhas dos ambiciosos maiores, ou mais bem sucedidos, ou mais bem colocados na grelha de partida. Há, portanto, ambição que chegue para todos mas não há recursos para tão grande distribuição. A escassez de recursos é, em si, um elemento reprodutor de ansiedade e, por consequência, o primeiro dos factores que isolaram no humano a necessidade de lutar por eles e usar de tácticas e estratégias para acumular para si o que puder tirar aos outros. Civilização seria, então, caminhar no sentido de recusar racionalmente a estratégia do confronto pré-histórico e, na posse do conhecimento, laborar para o equilíbrio da posse. Ah! Ah! Ah! Esta teve piada. Até eu me rio*. (continua... se calhar...)  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;* Na parte 4 referi que 'rio de flores' e algumas pessoas pensaram que me estava a referir ao novo treinador de um clube da primeira divisão. Acontece que não ligo nada a futebol e nem fazia ideia que havia flores a treinar. É pura e antiga alergia. Alergia pura.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7879897886518200796?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7879897886518200796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7879897886518200796' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7879897886518200796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7879897886518200796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/07/o-fim-parte-5.html' title='O Fim (parte 5)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-3685990268357430915</id><published>2008-07-10T20:08:00.002+01:00</published><updated>2008-07-27T18:10:14.023+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>O Fim (parte 4)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;É meu desejo manter-me dentro da temática que interessa. Meu desejo e meu propósito. Talvez mais propósito que desejo. É que pode dar a impressão que esta dissertação não tem um projecto bem definido. E eu quero tudo menos dar impressões erradas que eventualmente levem a pensar em pensamentos desviantes. O tema, de um ponto de vista de profundidade, é a oportunidade - ou oportunismo - de nos equilibrarmos sobre os ombros de gigantes sem chegarmos a corar. Para todos os efeitos sou a favor. Mal seria se não fosse pois teria que renegar uma parte significativa da minha vida, eventualmente toda a parte significativa da minha vida. Mas não é este o lugar para apreciar esse pensamento e derivar dele as inúmeras consequências éticas e morais. Interessa, sim, não me afastar demasiado do que é importante. Quando nos propomos relatar ao mundo a verdade, só a verdade e nada mais do que a verdade, devemos analisar com muito cuidado toda a informação que passamos. Há quem diga que 'a verdade é só uma' o que faz dela uma espécie de cúmulo da raridade. Por muito que digamos que não há dois objectos iguais ou que dois grãos de areia nunca são iguais ou o que quer que seja do mesmo género, sabemos que para efeitos de classificação apenas olhamos para as características mais relevantes, deixando os pós e as teias de aranha para uma segunda oportunidade de classificação mais fina. É portanto, e aqui está um objectivo mais profundo, uma questão de 'zoom': olhamos de acordo com a lente que usamos. A mim basta-me uma verdade rudimentar, tipo pronto-a-vestir, eventualmente de marca branca sem nada de muito elaborado. Pessoas mais exigentes chegam a querer uma verdade com certificado ISO 9001, ou mesmo uma homologação por instituto credenciado. Não tenhamos ilusões: a maioria das verdades são fabricadas na China por jovens que trabalham 16 horas por dia sem direito a folga e que ficam muito felizes com o nível de vida que assim conseguem. Nenhum consumidor de verdade precisa, portanto, de sentir qualquer espécie de culpa, uma vez que está a contribuir largamente para o aumento da felicidade de uma significativa fracção da humanidade. São gestos destes que fazem do humanismo ocidental o mais ético e o mais bem sucedido da história: levamos a felicidade aos confins do universo. Reparem bem na potência ética de ser accionista de um poço de petróleo no Dubai. Sem sair da minha segura poltrona aqui na minha casa na zona de paisagem protegida da Serra de Sintra, escorre-me dinheiro para o bolso cada vez que um carregamento de nafta nauseabunda chega a uma fábrica de verdade nos arredores de Xangai, para fazer mover motores que ocupam e alegram centenas de jovens promissores de olhos em bico. Babo-me de vaidade desta imparável globalização que muito orgulhosamente iniciámos há mais de quinhentos anos. Mas isto sou eu a tentar dizer alguma coisa mais profunda que ainda não se revelou. Até deverá haver quem se ria do assunto. É esse um dos grande prazeres da humanidade e do humor, duas entidades criadas por Deus no mesmo dia. Por mim rio de flores. Isso mesmo. Pode ser do pólen. Uma reacção alérgica que me faz rir na presença de flores. Rio de flores, portanto. Embora se trate de uma vitória por falta de comparência, está a agradar-me a exclusividade que estou a ter por aqui. Dá um certo ar de propriedade. Um ar de posse. Uma parte significativa da felicidade passa pela posse. Seja lá do que for. Nem é muito condenável que me satisfaça com a posse de um blógue abandonado. O melhor é mesmo viver o dia que amanhã já a história será diferente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-3685990268357430915?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/3685990268357430915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=3685990268357430915' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3685990268357430915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3685990268357430915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/07/o-fim-parte-4.html' title='O Fim (parte 4)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-4058464861783036372</id><published>2008-07-06T20:08:00.000+01:00</published><updated>2008-07-06T20:19:35.585+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (L)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma &lt;a href="http://guedelhas.blogspot.com/2008/07/mural-quase-perfeito.html"&gt;pérola&lt;/a&gt; de moral e bons costumes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-4058464861783036372?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/4058464861783036372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=4058464861783036372' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4058464861783036372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4058464861783036372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/07/prolas-l.html' title='Pérolas (L)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-752722845841734973</id><published>2008-07-06T20:00:00.002+01:00</published><updated>2008-07-06T20:00:01.777+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>O Fim (parte 3)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;É bom que não nos afastemos dos objectivos. Ficaria muito bem acabar isto com uma sessão solene de encerramento. A prática de anos leva-nos a acreditar que nada se acaba realmente sem um boa sessão de encerramento. O próprio nome parece mágico. Uma sessão de encerramento inclui sempre uma ceia, discursos, prendas aos melhores, aplausos para os piores, que também deram o seu melhor, brindes ao futuro e lágrimas. Difícil mesmo é dar por concluída a sessão de encerramento, esse momento mágico em que já não se pode voltar atrás. Tudo porque o tema do fim é inesgotável. Ao que parece a culpa é de Lavoisier, um francês que conseguia fazer ciência com um penteado absolutamente desconfortável. Mas tudo indica que foi o abuso de cabeleiras que o levou a descobrir que afinal nada se perdia e nada se criava. Depois disso o mundo nunca mais foi o mesmo. Também eu nunca mais fui o mesmo depois de ter sabido dessa descoberta do Lavoisier: os princípios de conservação dão cabo de quaisquer veleidades que tenhamos de ser criativos ou iconoclastas. É por isso que a maior parte das pessoas inventivas e/ou destrutivas se recusa terminantemente&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;*&lt;/span&gt; a ter princípios. E os princípios não são uma coisa que tenha o menor interesse quando estamos no território simbólico do fim. Um humorista e um académico dizem exactamente o mesmo. A diferença está na pose. O humorista diz as coisas com ar sério para que a plateia se ria; o académico ri-se das próprias palavras para que a plateia se comova. Mergulhamos nos contrastes para dar a impressão que há acontecimentos. Porque a morte, o fim, é esse lugar onde não há acontecimentos, ocorrências que se distingam umas das outras. A maior parte das vezes a morte faz-se por classificação sucessiva. Definem-se cavidades para todos os objectos e a arrumação infinita de todas as coisas proporciona a ordem absoluta, a impossibilidade para a surpresa, logo a morte. Como é um trabalho complicado e demorado, morre-se antes, e a confusão classificativa vai permanecendo como possibilidade de vida eterna. O sol, por exemplo, esgotar-se-á quando se tiver transformado completamente em hélio: não quero estar cá para ver. Tirando isso, estou bem. De um ponto de vista meramente factual - e sabemos como os factos raramente são factos - o fim acontece depois de todos os outros acontecimentos. Parece evidente mas não é, embora este não seja o local para demonstrar porquê. Lembro-me das aulas de matemática em que se referia o professor fulano de tal - não me lembro mesmo, senão diria o nome - como alguém que na sua exposição da matéria nunca deixava um teorema por demonstrar. Não me parece que esse seja o melhor modelo de passar a informação. Presume que o conhecimento é uma forma linear de construção, como quem diz que sobre este conceito que já conheço vou construir outro conceito e assim sucessivamente. Voltamos atrás, ao indemonstrável, e vemos como esta é a estrutura da morte: a hiper-classificação. Por isso me recuso a que todo o futuro se demonstre no passado: há sempre algum passado que se demonstrará no futuro. Temos de ter em conta que o futuro conta tão pouco como o passado para o que conta no presente. Às vezes, para parecer bem, inventam-se teorias que propõem relações de causa-efeito entre o zero e o infinito. Trata-se de puro entretenimento. A maioria das profissões são isso mesmo: entretenimento. O objectivo prioritário de um governo não é, nem pode ser, ter cidadãos felizes mas sim manter os cidadãos ocupados. Nem que seja a procurar ocupação. A contemplação não é bem aceite pelas populações que, em geral, consideram um olhar perdido no vazio a exibição mais acabada da preguiça. O facto é que as pessoas que fazem trabalho realmente necessário são muito poucas. De um ponto de vista objectivo a maioria das profissões são puras ocupações de tempos livres. É que se todos produzíssemos coisas úteis enquanto trabalhamos, em pouco tempo elas se tornariam inúteis pelo excesso. Suponho que esta última frase justifica este texto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;*&lt;/span&gt; A recusa parecia ser uma coisa que tinha a ver com dizer não. E 'não' teria a ver com o contrário de 'sim'. Assim sendo, alguém que recuse é alguém que diz 'não' e que não faz ou não aceita aquilo que lhe é pedido ou lhe é dado. Ora, o uso recorrente da 'recusa terminante' parece mostrar que uma recusa que não seja terminante é uma recusazinha de fraca qualidade e que em pouco tempo se tornará numa aceitação. Como eu não quero que subsistam dúvidas sobre a qualidade desta recusa, acrescento o inevitável terminantemente para que não haja dúvidas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-752722845841734973?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/752722845841734973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=752722845841734973' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/752722845841734973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/752722845841734973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/07/o-fim-parte-3.html' title='O Fim (parte 3)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-229061983839317371</id><published>2008-07-04T19:00:00.002+01:00</published><updated>2008-07-06T15:15:45.053+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>O Fim (parte 2)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Hoje fui a Lisboa. Uma reunião de trabalho. Andei uns minutos pela cidade morta e tive uma sensação estrangeira. Como se já não fizesse parte desta terra. É curioso como em tão poucos meses houve tantos afectos que morreram. Uma hecatombe. Uma guerra do Iraque. Primeiro os mais fracos, depois os mais fortes (ou o contrário) nada sobrevive. A simplicidade específica da morte. Passo na banca dos jornais e não reconheço aquelas letras gordas, nem percebo as notícias, nem as quantidades desumanas de tralha que os ardinas são obrigados a vender em vez de jornais e revistas. Já me aconteceu estar noutro estrangeiro com menos estranheza. Apetecia-me dizer que Lisboa era agora diferente por se ter tornado igual. Mas o problema sou eu: saí para fora cá dentro e já não consigo voltar. Tem o seu quê de bom: há a hipótese de me surpreender com alguma novidade. A única coisa que interessa, em Lisboa ou em qualquer lado, é o progresso do caos. A desagregação da informação em forma de ilegibilidade de maneira a que ninguém possa referir caminhos que desconhece. Por mim, caio por falta de sentido prático. Não me interessa a ordem a não ser como antecedente do desastre; alinhar antes de destroçar. Como na vida, como nos afectos, como no amor e nos negócios, em que a cada vitória correspondem inúmeras derrotas. E tudo isto para nada que é o que o instante significa no desalinhamento dos desejos. Já não me importa o que possa ser uma dor desconhecida. Todo o homem tem esse mérito inegável de servir avidamente o sofrimento como refeição de luxo. É uma questão prática que se dilui no vazio descritível da indiferença&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. De repente, sem que nada o previsse, vejo-me contestatário. Uma luta de classe. Eu contra o mundo inteiro, desligado de todos os agrupamentos de felicidade programada. O indivíduo, sendo indivíduo, aproxima, com o seu gesto desordenado, o universo do caos. Sozinho, o indivíduo - e o indivíduo tem que começar por ser sozinho - é um gerador automático de caos, de desordem, e, paradoxalmente, de complexidade. Parece que se mudaram para Nova York todos os génios do mundo. É de lá que vêm as ideias primas acerca do universo e da moda, dos pesadelos de elite e das ideias que devem ser as ideias de cada tempo. Assusta-me saber que todos os dias são publicadas milhares de novas ideias novas que ficam a lutar umas com as outras, mergulhadas no ruído infernal dos estádios, à espera de atenção, de aplauso e de inveja. O único pecado que me lembro ter alguma vez cometido foi ter lido durante anos a revista do expresso editada pelo VJS. Raramente percebia o que lá vinha escrito - mesmo quando explicavam - mas considerava que aquela penitência, como é próprio das penitências, haveria de dar frutos. Quando morrer hei-de dizer a Deus que se tratava de pura solidariedade auditiva - também eu ouço mal - e talvez ele me poupe a uma pena muito severa. Até porque depois passei a ler o público, que não era bem um jornal diário mas um semanário distribuído em sete fascículos - não havia saco plástico em que aquilo coubesse tudo de uma vez -, reincidindo num pecado grave. Aqui apenas me posso defender com o gosto pelo Calvin e Hobbes. Malditos jornais que nos querem fazer crer que somos elementos pertencentes a uma sociedade activa e preocupada. Preocupada sim, activa não. Uma sociedade activa não consegue ler jornais que falem mais do que umas linhas sobre o último grande assassínio ou sobre a última incompetência do governo. E como se pode ver por este texto, tal como nos jornais, é fácil encher uma série de linhas com tretas. (continua... se calhar...)  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Esta frase dava um óptimo título para um livro do José Gil. Ou de outro qualquer autor de formação francófona. É fantástico como se podem alinhar uma série de palavras sem obter o mínimo de sentido. Chama-se a isto estilo fechado. Se alguém conseguir perceber o que a frase quer dizer ofereço-lhe um livro da Laurinda Alves à escolha desde que seja o Xis. Eu, que escrevi a frase há dois dias, não consigo lá chegar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-229061983839317371?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/229061983839317371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=229061983839317371' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/229061983839317371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/229061983839317371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/07/o-fim-parte-2.html' title='O Fim (parte 2)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-853468872479456603</id><published>2008-06-29T20:00:00.001+01:00</published><updated>2008-07-06T15:16:49.044+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><title type='text'>O Fim (parte 1)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Está aí alguém? Não sei se já repararam mas este blogue acabou. Finou-se. É um bocado pretensioso dizê-lo, mas não mais pretensioso do que escrever num blogue. E é tanto mais pretensioso quando em vez de acabar simplesmente, dizendo adeus ou dizendo nada, se aventura numa prosa de meta-linguagem para demonstrar a ilegibilidade do pretensiosismo. É assim que as coisas acabam. Começam no princípio e acabam no fim. O que se passa no entretanto é pouco relevante. Mesmo para uma ilustre figura há-de dizer-se que viveu entre tantos do tantos de mil novecentos e tal e morreu a tantos do tantos de dois mil e tal. O início e o fim rigorosamente marcados, o nascimento e o ocaso. Do ponto de vista moral é um fracasso: uma vida reduzida a duas datas. E um nome. Jogando na improbabilidade de dois nomes iguais nascerem e morrerem em datas iguais. Porque à hora da morte já pouco interessa o nome do pai e o nome da mãe, factores que potenciam uma identificação mais rigorosa antes de chegar o fim. Suponho que a tudo isto pode dar-se o nome de irrelevância, mas não ponho as mão no fogo pela questão. Embora me doa. Claro que dói a irrelevância. Viver é, em última análise, procurar relevância. Mesmo quando não parece. Mesmo na precaridade de um blogue pretensiosamente despretensioso. E a relevância é dada, como nos artigos científicos, pelo número de citações. Se somos citados existimos, se não, somos pura ilusão. E a ilusão, quando reconhecida, não é relevante. Daí me ter surgido esta ideia de irrelevância solidamente construída. Um jogo de forças entre a popularidade entre pares e a pura inexistência. Eu até podia dizer que este discurso não faz sentido mas temos de tirar partido de por momentos sermos uma espécie de donos de um local abandonado. Deriva continental; discurso sobre a falta de discurso; pregar aos peixes. Temos os nosso modelos, comprados nas lojas de conveniência, para aplicar nas situações que os merecem. E aqui, aproveitando o espaço deixado vago pelos ausentes, hei-de dizer da minha justiça sobre a falta de justiça que a justiça tem. Em tempos admiti que era possível a perfeição. Claro que foram tempos difíceis. É sempre difícil admitir seja o que for quando se tem tudo contra e não se tem ao mesmo tempo a cegueira necessária para não ver as evidências. Só muito mais tarde percebi que a perfeição existe mesmo e me tornei capaz de pôr as mãos no fogo por ela. E nem se pode dizer que tenha sido tarde de mais. Há sempre um bocadinho de tempo a tempo de nos agradar. O principal de uma vida é saber vivê-la em segredo. Quando a vida precisa de ser badalada é já outra coisa, ciosa de outros valores, preocupada com as lantejoulas e os brocados e muito dependente das condições ambientais. Não fora essa tal ocultação do particular, essa potência a contrariar a fúria do geral, e já este nosso pequeno mundo estaria reduzido a cinzas. Sim, sim, muito mais do que está. Pregar no deserto é, afinal, o prazer máximo de um humano. Podemos dizer as maiores barbaridades sem que ninguém se sinta ofendido. Podemos dizer as coisas mais belas sem o perigo de um elogio. Podemos até cantar sem o risco de nos convidarem para um programa de rádio. O deserto é o local certo para viver. Mas isto sou eu a falar, entre a pura decadência mental e o desejo natural de sobreviver à tragédia dos dias. Confesso que gostava de não ser egoísta. Nem que fosse um bocadinho, um pequena ocasião qualquer em que me sentisse bem a dar uma coisa que me fizesse falta. Acredito que um dia acontecerá. Pode acontecer, mais não seja por uma questão de probabilidade. Digamos que estou nessa expectativa feliz. Um dia em que, por momentos, a minha preocupação principal não seja eu. Um dia em que, por momentos, me distinga dos meus queridos semelhantes. É que esta coisa de dar tem as suas subtilezas. Imaginando por momentos que o tal Deus existia mesmo, e andava por aí a medir a generosidade das pessoas, e ainda por cima usava isso como classificador de almas, os resultados iam ser muito piores do que os das provas de matemática. Lembro-me sempre da generosidade dos portugueses a descarregarem o lixo que tinham no sótão para doar aos pobres africanos ou timorenses. Lindo. Uma das coisas mais trágicas da humanidade é haver pessoas tão pouco inteligentes que nem são suficientemente inteligentes para perceberem quão pouco inteligentes são. Outra é as pessoas serem tão pouco generosas que não têm a generosidade suficiente para perceber quão pouco generosas são. É fácil perceber que existe uma ligação mais do que ténue entre inteligência e generosidade. (continua... se calhar...)&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-853468872479456603?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/853468872479456603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=853468872479456603' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/853468872479456603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/853468872479456603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/06/o-fim-parte-1.html' title='O Fim (parte 1)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1912766138305184488</id><published>2008-06-22T12:12:00.000+01:00</published><updated>2008-06-22T12:46:41.838+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (IL)</title><content type='html'>Novos &lt;a href="http://naocompreendoasmulheres.blogspot.com/2008/06/vermelha-de-tomate.html"&gt;contos&lt;/a&gt; politicamente correctos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1912766138305184488?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1912766138305184488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1912766138305184488' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1912766138305184488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1912766138305184488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/06/prolas-il.html' title='Pérolas (IL)'/><author><name>Lino Centelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14374205242296422377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4833/1335/320/lcmcmlx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5308792418339534298</id><published>2008-06-17T23:11:00.000+01:00</published><updated>2008-06-17T23:30:27.798+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XLVIII)</title><content type='html'>A fragilidade escreve-se &lt;a href="http://milnove79.blogspot.com/2008/06/um-pouco-daquilo-que-conhecemos.html"&gt;assim&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5308792418339534298?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5308792418339534298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5308792418339534298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5308792418339534298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5308792418339534298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/06/prolas-xlviii.html' title='Pérolas (XLVIII)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7526924250672982740</id><published>2008-05-26T20:20:00.001+01:00</published><updated>2008-05-27T00:28:20.698+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruído'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prologo'/><title type='text'>Semântica</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Postar um poste que não seja um queixume que se queixe disto e daquilo e do que não tendo acontecido se perdeu na possibilidade impossível, é postar um poste vestido da cínica tradição de não contar contos que contem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Falamos por falar mas antes de falarmos queremos dizer como é que queríamos que as coisas fossem se fossem como nós queríamos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O círculo é o único lugar habitável. Ir e vir, e voltar ao lugar onde se voltou uma e outra vez e encontrar diferenças diferentes das diferenças que antes havia, e nas semelhanças diagnosticar paragens do tempo ou verdades universais, coisas iguais a tantas outras que já tínhamos visto e revisto vezes sem conta, e voltando ao princípio pensar no círculo como o lugar onde algures se encontra o centro, esse sim, lugar perfeito de voz activa que não se dispersa em contradições nem revoluções nem outras omissões. Ir e voltar e voltar a ir e não ver que o que já se viu é sempre o mesmo mas mesmo assim acreditar que há diferenças entre as coisas e aquelas que são mais iguais que as diferenças que não se encontram. Tudo no centro de um círculo fechado à estranheza de saber disto e daquilo e não dar sentido à seta do tempo nem ao tempo consentido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O medo, a existir, está na fronteira ou, de melhor forma ainda, é fronteira o lugar onde está o medo. Num círculo o medo chama-se circunferência e está sempre à volta equidistante do centro de gravidade ou da gravidade do centro. E nada mete mais medo do que o medo. E sendo um circunferência um medo específico de um centro que nunca mede as distâncias, é no círculo obrigatoriamente fechado que ressoa todos os dias o eco de gritos que pairam no ar oculto da geometria variável.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Sair de dentro e entrar para fora, rodar sobre um eixo de desvio infinito, voar rente à superfície de um planeta morto de tédio ou de vergonha ou de ambas as coisas sopradas pela deusa da verdade. Voltar e ir, regressar ao passado sem presentes para oferecer à falibilidade dos adivinhos, e os ouvidos sempre atentos às cantigas de amigos que entretanto se ausentaram para parte incerta. Não vale a pena ter pena de não ter pena. Mesmo que se tenha pena de ter pena de coisas que não valem a pena. É tudo um jogo de alfabeto que não sabe cantar nem encantar as estrelas cadentes de dentes afiados por orgulho pátrio. O círculo fecha-se sobre um erro semântico. E o erro está sempre no lado de lá, no desvio consentido pela desatenção de um instante em que o amor-próprio foi mais rápido que a própria sombra do guerreiro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Associação de ideias, associação de ideais, associação de idiomas, grémio planetário, ONG de génios, ONG de governantes desgovernados. Não adianta queixar-nos dos que podem porque o poder é estar imune aos queixumes. É na margem, na circunferência de medo que acontecem as coisas, os factos irrelevantes que se fazem mundo, outro mundo, outro sabor, outro caso perdido por cem e por mil e uma noites. Em tempos encontrava-se a salvação na literatura, na inércia própria de um livro que parecia dizer a verdade de uma maneira suficientemente baça para parecer um segredo. Coisas que se diziam boca a boca, beijo a beijo, mão a mão, cara a cara. E não foi assim há tanto tempo. Mas de nada valem essas coisas que se esquecem e perdem sentido com o passar dos dias e das noites, da força e do peso, da arma e do sono, da lama e do vento. No fim de cada pensamento está sempre outro inquieto de esperanças, disfarçadas de certezas, ocultas de espanto, moldado no desejo, dorido de espera, barrada pela culpa, formada no berço, embalado pela mão, fechada de força, armada de sonho, pensado na claridade do dia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7526924250672982740?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7526924250672982740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7526924250672982740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7526924250672982740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7526924250672982740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/05/semntica.html' title='Semântica'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-357189884297583811</id><published>2008-04-30T20:08:00.000+01:00</published><updated>2008-05-01T20:22:09.861+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aibieme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Postvinteeum</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/SBoYEpDaJAI/AAAAAAAAABY/fMyfFPQ4ujo/s1600-h/pvinteum.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/SBoYEpDaJAI/AAAAAAAAABY/fMyfFPQ4ujo/s400/pvinteum.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195491588143981570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Quando nos despedimos pela primeira vez, naquela calma própria que antecede os cataclismos, disse-te, naquele retardamento que me é próprio quando os acontecimentos me transcendem, que sim, que pois claro, que tudo bem. De facto, para que servem os afectos, mesmo aqueles que parecem transcritos de uma certa mitologia, senão para se dissolverem no tempo e sofrerem o remate travesso do esquecimento? Não havia nada a objectar naquele momento relativista em que as razões da liberdade se sobrepunham, de uma maneira clara, a quaisquer veleidades de escrúpulo ou memória. O corpo é mesmo assim: mesmo que nade com esforço nada pode fazer contra a intensidade fundamental da maré. Em todos os aspectos do corpo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando nos despedimos pela primeira vez, num lugar que entretanto esqueci por se sobrepor a outros lugares onde nos voltámos a despedir outras vezes, não fui capaz de perceber, naquele momento relativista, como de um corpo que se havia perdido do meu, o meu corpo não cederia assim tão facilmente, mesmo que naquele instante relativista, a minha inércia própria se tivesse enregelado de impossibilidade. De facto, para que serve um corpo, mesmo um corpo que se perdeu do seu próprio sentido, senão para aquecer um momento e depois se arrefecer para sempre? Nada havia nos sinais mudos do corpo inerte que não desse a entender que sim, que pois claro, que tudo bem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando nos despedimos pela primeira vez, numa data que ficou submersa de outras recordações mais fortes, pensei, naquela maneira obscura que tenho, de acreditar que tudo pode ser pensado e divinamente submetido à razão, que o que tinha de acontecer tinha acontecido, não como estava escrito nos livros ou no destino, mas como estava descrito na desordem natural das coisas. De facto, que podemos nós hoje querer mais do que uns minutos de harmonia antes de algum fogo de artifício que faça morrer o tédio? O que procuramos no outro é consolo e vibração, intensidade e devaneio, confronto, movimento e tempo. E cada passo que se dá tem que ter essa formalidade fractal, essa redundância de uma surpresa que surpreende por ser a surpresa de que se está à espera.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A sorte é que nunca se sabe tudo. Cada dia vai acrescentado novos dados e esquecendo outros. Ambos igualmente certos e verdadeiros. Uma cadeia de certezas que se vai ligando ao desconforto de outras. Cada dia vai mostrando como ontem estávamos errados e hoje não. Uma roda que corre substituindo umas verdades por outras, uns sorrisos por outros, uns abraços por outros, uns medos por outros. Tudo muito vagamente no estreito intervalo entre a verdade e a ficção. Tudo muito ligado a este estranho mundo que estando obcecado com o medo de nada ser permanente, acaba por divinizar a mudança, como os antigos que ofereciam às divindades tirânicas o que de melhor tinham, por terem medo de as ignorar.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aibieme.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Aibieme&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-357189884297583811?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/357189884297583811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=357189884297583811' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/357189884297583811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/357189884297583811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/05/postvinteeum.html' title='Postvinteeum'/><author><name>aibieme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12772784824214717558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/SBoYEpDaJAI/AAAAAAAAABY/fMyfFPQ4ujo/s72-c/pvinteum.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-2737428314802759696</id><published>2008-04-24T23:11:00.000+01:00</published><updated>2008-04-25T13:17:08.590+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o outro'/><title type='text'>Rumores (1)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/14374205242296422377"&gt;Ele&lt;/a&gt; lançou a &lt;a href="http://linocentelha.blogspot.com/2008/04/comunicado.html"&gt;bomba&lt;/a&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-2737428314802759696?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/2737428314802759696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=2737428314802759696' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2737428314802759696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2737428314802759696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/04/rumores-1.html' title='Rumores (1)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1413558921579021533</id><published>2008-04-19T20:08:00.003+01:00</published><updated>2008-04-20T23:16:42.618+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tentativas'/><title type='text'>O meu pé de laranja lima</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4tfggihekh4/SAu_z--vB2I/AAAAAAAAAAU/UQ7nDop-S8A/s1600-h/pedelali.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4tfggihekh4/SAu_z--vB2I/AAAAAAAAAAU/UQ7nDop-S8A/s400/pedelali.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191453895274989410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mesmo que não mate, a doença vem de repente e apossa-se da nossa vontade. Eu tinha dito que não voltava a cair. Eu tinha repetido para mim próprio que não queria voltar a ficar assim dependente de drogas duras, de venenos poderosos, que não sabemos se nos curam ou nos destroem. Tinha sido uma decisão pensada em dor, depois de ter caído uma segunda vez nessa mesma impossibilidade. O que eu escrevi, em páginas e em tempo, a justificar elevadamente essa decisão que, num certo sentido, equivalia a uma morte antecipada! Quanta frase solta, desligada de sentimento, deixei cair no saco roto das boas razões! Razões pensadas dessa maneira pragmática que diz ser melhor morrer do que sofrer.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas tem que se lhe tirar o chapéu. É mestre em estratégia. Vem de lugares inesperados. Inesperados  em todos os aspectos. Nem nos meus mais arbitrários pensamentos me teria lembrado de defender aquilo que, a ter um equivalente, seria o buraco de minhoca que liga e aproxima lugares do universo a inconcebíveis distâncias canónicas. Não, nunca me teria defendido de coisas que nem acredito. Meras teorias, pura matemática. Tirava-lhe o chapéu, se o usasse. E vergo-me à ironia. Eu, encostado à teoria da relatividade, sondando nas insónias os paradoxos da mecânica quântica, jogando aos dados com o prazer da bondade do caos, fui apanhado na dobra da esquina de uma humanidade sem uma pinga de sofisticação cínica.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É brutal imaginar que depois de Hugo, Proust, Joyce e Mann ou de Beckett, Bellow, Bernhard e Borges ou mesmo de Musil, Vila-Matas, Walser e Yourcenar, pudéssemos, ainda humanos, estar sujeitos à casual diletância dos humores. Tínhamos tudo para ser hoje marinheiros seguros mesmo no mais encrespado dos mares. Atrás de nós foi assegurada em celebrada glória, a transição digna de assustados e miseráveis a orgulhosos e prudentes. Estamos, talvez desde Newton, sobre os ombros de gigantes. Como é então possível que olhos que viam deixem de ver?   &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Se eu fosse capaz de perder este orgulho mínimo garantido, talvez aceitasse que afinal ainda há coisas capazes de surpreender. Talvez fosse capaz de reconhecer que pelos caminhos mais exóticos podem chegar ilusões de calibre exagerado. Talvez até chegasse a acreditar que os afectos são mais do que moléculas em súbita e implausível concentração. Mas o tempo fez de mim este pedaço de cérebro entranhado de maneirismos, sempre atento às bolorentas relações de causa-efeito, e insatisfeito apenas quando a função matemática não se ajusta claramente ao objecto animado.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não me bastava já a prosaica relação de amor-ódio com o acaso, sempre disposto a ironizar sobre o meu destino, fazendo-me ter do jogo o suave uso regular, para, nas derrotas sucessivas, acumular um crédito capaz de um dia me fazer proverbial justiça. Porque é verdade que não são notas que eu quero, e a música tem sido o meu salário de fome. O que esperava era um prémio de paciência, de consolação ou, eventualmente, de mérito estatístico.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E quando dou por mim, vejo nas mãos vazias um tremor repetido. Voltou como o ladrão ao local do crime onde alegremente se serviu. Desta vez encontrou-me com defesas que eu julgava intransponíveis. E derrubou em três tempos a minha perspicácia. Liquidou a minha intransigência e fez de mim um amável espantalho, disposto a vender a alma por um fio de luz.&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Ivo Cação&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1413558921579021533?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1413558921579021533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1413558921579021533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1413558921579021533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1413558921579021533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/04/o-meu-p-de-laranja-lima.html' title='O meu pé de laranja lima'/><author><name>Ivo Cação</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771839799043104335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4tfggihekh4/SAu_z--vB2I/AAAAAAAAAAU/UQ7nDop-S8A/s72-c/pedelali.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7595982084453970443</id><published>2008-04-18T20:08:00.001+01:00</published><updated>2008-04-19T21:25:33.674+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XLVII)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cá por casa estávamos preocupados com a redução de &lt;a href="http://ummundomagico.blogspot.com/"&gt;magia no mundo&lt;/a&gt;. Mas entretanto surgiu &lt;a href="http://o-pirum.blogspot.com/"&gt;o Pirum&lt;/a&gt; e uma nova fonte de &lt;a href="http://o-pirum.blogspot.com/2008/04/contribuio-para-um-portugal-melhor.html"&gt;pérolas&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7595982084453970443?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7595982084453970443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7595982084453970443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7595982084453970443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7595982084453970443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/04/prolas-xlvii.html' title='Pérolas (XLVII)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7799249377453251750</id><published>2008-03-28T22:47:00.003Z</published><updated>2008-03-28T22:57:26.358Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tentativas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aibieme'/><title type='text'>Postvinte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/R-13foA39JI/AAAAAAAAABQ/0QELtpwyRpo/s1600-h/postvinte.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/R-13foA39JI/AAAAAAAAABQ/0QELtpwyRpo/s400/postvinte.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182930131374044306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Como vês não acontecem muitas coisas na nossa ausência. Os estados de ser ou de não-ser anulam-se, e tudo é varrido no mesmo efeito de memória apagada. O facto é que, depois de termos estado num lugar, já não somos os mesmos. Mesmo que, pelo artificio raivoso do esquecimento, não saibamos porquê. Só confrontados com a crença e com insólitos testemunhos podemos ousar discutir o efeito pragmático do tempo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Se eu acreditasse em qualquer coisa, mesmo que fosse em paradoxos, poderia distrair-me a encontrar correlações difusas entre causas e efeitos, ou entre razões e emoções, ou mesmo entre factos e desejos. Mas sei - fiquei entretanto a saber - que o que quer que procuremos só terá valor se o não encontrarmos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Acordar todos os dias com o vazio a enrolar as mãos, acaba por tornar muito importantes pequenos sinais que se insinuam no tremelicar das pálpebras.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Há navios que se movem no propósito de chegar a lugares comuns. Há outros que percebem no caminho os bons ventos e avistam na distância o sucesso da empresa. Mas também há os que andam à deriva, sabendo ou não de existirem portos seguros, sempre ignorantes do vigoroso manejo do leme.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No essencial há um momento em que se percebe que a justiça é uma construção. Frágil e retorcido programa de actividades, muito palavroso, muito livresco, muito retórico. No essencial há um momento em que se percebe que a justiça é uma coisa que nunca é como deveria ser: é uma ideia muito cerimoniosa e volúvel. Ainda assim melhor que nenhuma. Uma deriva entre continentes que não se querem perder.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É sempre esse o problema: perder. Nenhum gesto é feito sem que se contabilizem as perdas e ganhos. Mais que tudo as perdas. E quando assim não é criam-se lugares fechados para os esconder. É por isso que a justiça e a verdade - e outras que tais - são ainda e sempre vestígios dourados de uma fundamental lei da selva.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não acontece mesmo nada na nossa ausência. Passam as mesmas pessoas pelos mesmos caminhos com as mesmas expressões de amarelada contingência, vogando nos cérebros intenções vorazes. O alimento é dos que não perdem. Dos que contam os grãos que se podem arrecadar até à morte e, se possível, derivar pela corrente sanguínea das gerações.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nem tudo será assim hermético. Nesta quase-escolha que se faz de como ir, aparecem por vezes ilusões a perturbar-nos a probabilidade. Suponho que, como o pássaro que bica nervoso a inesperada semente, a única saída é entrar no jogo e, se for caso disso, morrer nele, asfixiado em drama. Uma roleta russa que tem como única moral o acaso. Justa, portanto.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://aibieme.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aibieme&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7799249377453251750?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7799249377453251750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7799249377453251750' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7799249377453251750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7799249377453251750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/03/postvinte.html' title='Postvinte'/><author><name>aibieme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12772784824214717558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/R-13foA39JI/AAAAAAAAABQ/0QELtpwyRpo/s72-c/postvinte.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-259722230301736335</id><published>2008-03-24T23:15:00.003Z</published><updated>2008-03-24T23:22:19.305Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sísifo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='planos'/><title type='text'>Forma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_56QjuxjrOjk/R-g3P1OpnuI/AAAAAAAAABU/vgiNyuHMt_Q/s1600-h/forma1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_56QjuxjrOjk/R-g3P1OpnuI/AAAAAAAAABU/vgiNyuHMt_Q/s400/forma1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181452116415848162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu tinha uma fazenda em África...&lt;/span&gt;". &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É esta a primeira frase de uma narrativa que este filme &lt;/span&gt;(África Minha) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conta com a inteligência de saber mostrar que a primeira frase de uma história é sempre e irrecuperavelmente última de outra coisa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Eduardo Prado Coelho)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;As coisas acabam sempre antes de nos apercebermos.&lt;br /&gt;Na continuidade dos gestos não damos conta da discreta evaporação dos objectos.&lt;br /&gt;O risco sistemático da inércia prolonga os movimentos que já se esgotaram na fronteira.&lt;br /&gt;E, à frente de um rosto imóvel, as imagens perdem o sentido e a direcção.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;O nadador dá as últimas braçadas já sobre a margem segura.&lt;br /&gt;Agora imóvel, o cavalo ainda rasga o espaço em potência.&lt;br /&gt;À janela, o passageiro vê na paisagem baça um esforço de persuasão.&lt;br /&gt;No quadro, pintado a cores nuas, é descrito um futuro.&lt;br /&gt;E, no chão do pátio, ainda goteja a tempestade de ontem.  &lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Todo o movimento me recomenda um destino.&lt;br /&gt;E dele chovem palavras de incitamento à desordem.&lt;br /&gt;A quadrícula encarcera o desenho alinhado de certezas.&lt;br /&gt;Parecem elas querer dizer outra coisa que já não sabem por esquecimento.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Não há meio termo.&lt;br /&gt;Mesmo que seja lá que se passe todo o tempo.&lt;br /&gt;Entre o regular bater de um coração e a fria redundância da neve.&lt;br /&gt;Espaço vazio, mesmo de faltas e de lacunas.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Passa-se o tempo na ausência.&lt;br /&gt;A corroer esperanças, pedaços de lenha e lágrimas.&lt;br /&gt;Peças soltas de uma cabeça quebrada por ambições inverosímeis&lt;br /&gt;Em dois curtos passos o salto: do universal à singularidade.&lt;/p&gt;      &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Em todos os lugares são deixados vestígios de sangue.&lt;br /&gt;Marcas que se organizam para deslocar a razão.&lt;br /&gt;Entre a desistência e a revolta.&lt;br /&gt;Elas próprias ávidas de vestígios de sangue.&lt;br /&gt;Tal como antes, matar para não morrer.&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;As coisas começam sempre antes de nos apercebermos.&lt;br /&gt;Seja por acaso ou por destino, o resultado é o mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-259722230301736335?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/259722230301736335/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=259722230301736335' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/259722230301736335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/259722230301736335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/03/forma.html' title='Forma'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_56QjuxjrOjk/R-g3P1OpnuI/AAAAAAAAABU/vgiNyuHMt_Q/s72-c/forma1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5778818820679331842</id><published>2008-03-03T23:04:00.007Z</published><updated>2008-03-03T23:20:51.595Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sísifo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tpc'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruma'/><title type='text'>Rasto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/R8yFKlwiJCI/AAAAAAAAABk/N96RZtf-x0A/s1600-h/rasto.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/R8yFKlwiJCI/AAAAAAAAABk/N96RZtf-x0A/s400/rasto.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173656488922719266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cada vez mais as palavras se escrevem de silêncio.&lt;br /&gt;A história não deixa de ser a minha história e é contada com tempo como se ainda houvesse tempo.&lt;br /&gt;Pouco importa o pouco que sabemos sobre o que é o saber.&lt;br /&gt;Apenas contam os passos que se contam enquanto se dobram as esquinas que escondem os lados adjacentes.&lt;br /&gt;Passos que dou à procura da palavra que ainda falta para preencher o enigma.&lt;br /&gt;Jogo que se faz ao entardecer com os restos mortais de um dia mais.&lt;/p&gt;                  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais as palavras se dizem por gestos.&lt;br /&gt;Foge de nós o momento que estávamos à espera.&lt;br /&gt;Foge de mim o lume que antes tinha iluminado os dedos pálidos.&lt;br /&gt;Mas não são bem fugas.&lt;br /&gt;São aproximações a outros lados que já têm consigo a sombra e a matéria condensada.&lt;br /&gt;Supõe-se, segundo os antigos, haver um lugar onde as vozes aproximam o belo.&lt;br /&gt;E, a ser verdade, vale a pena o voo sobre lugares de tais promessas.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais as palavras se escondem.&lt;br /&gt;Os lugares chamam-se agora por números inteiros.&lt;br /&gt;Calculam-se com luzes nervosas a cintilar de precisão.&lt;br /&gt;Cada momento é um excesso insuportável à espera do seguinte.&lt;br /&gt;Não sou capaz de descer essa rua inclinada.&lt;br /&gt;A palidez do projecto dá-me náuseas, e não encontro no caminho a alternativa à distância.&lt;br /&gt;Pergunto às sombras que tempo falta para o próximo comboio.&lt;br /&gt;O tal que nos vai levar para o lugar anunciado.&lt;br /&gt;Dizem-me silêncio.&lt;/p&gt;           &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais as palavras morrem.&lt;br /&gt;A figura ausente acende em brasa o último cigarro.&lt;br /&gt;Uma palavra pode ser bela mesmo que não seja o que diz.&lt;br /&gt;A ausência tem peso e simetria, baila à beira do abismo com vontade de partir.&lt;br /&gt;Não é com gestos bruscos que empurro o tempo.&lt;br /&gt;Cada segundo no seu lugar.&lt;br /&gt;Pela última vez. Irrepetível.&lt;br /&gt;Para onde vai o tempo que por aqui passa?&lt;br /&gt;Que pressa o leva daqui tão rudemente?&lt;br /&gt;Que sábio encanto o move com tanta decisão?&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais as palavras se esgotam de tédio.&lt;br /&gt;Descuidou-se a certeza de conhecer o futuro.&lt;br /&gt;Pairou sobre o medo a astúcia banal da alegria.&lt;br /&gt;Caiu a águia no chão da rua iluminada.&lt;br /&gt;Às vezes basta uma letra para que tudo seja diferente.&lt;br /&gt;Ou a pontuação que não pontua.&lt;br /&gt;Um simples som digitado com lenta ternura e o tempo cala-se de espanto.&lt;br /&gt;Vago bater de asas de um viajante eterno que passa pela arquitectura da matéria sem deixar rasto.&lt;br /&gt;Menos a memória que fica pousada no ramo alto de um sobreiro.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a style="font-style: italic;" href="http://divasecontrabaixos.blogspot.com/2008/02/palavras-aos-molhos.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;corrente&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5778818820679331842?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5778818820679331842/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5778818820679331842' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5778818820679331842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5778818820679331842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/03/rasto.html' title='Rasto'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/R8yFKlwiJCI/AAAAAAAAABk/N96RZtf-x0A/s72-c/rasto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8446915465016024339</id><published>2008-02-14T21:44:00.002Z</published><updated>2008-02-14T22:05:18.627Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='spam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prologo'/><title type='text'>Spam</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de assunto fala-se do tempo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de tempo fala-se de pressa.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de pressa fala-se de vagar.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de vagar fala-se de ocupação.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de ocupação fala-se de emprego.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de emprego fala-se de trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de trabalho fala-se de fome.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de fome fala-se de apetite.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de apetite fala-se de comida.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de comida fala-se de governo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de governo fala-se de selva.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de selva fala-se de jardim.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de jardim fala-se de betão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de betão fala-se de economia.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de economia fala-se de desperdício.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de desperdício fala-se de poupança.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de poupança fala-se de empréstimos.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de empréstimos fala-se de bancos.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de bancos fala-se de cansaço.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de cansaço fala-se de energia.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de energia fala-se de petróleo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de petróleo fala-se do álcool.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de álcool fala-se de sobriedade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de sobriedade fala-se de política.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de política fala-se de religião.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de religião fala-se de futebol.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de futebol fala-se de fado.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de fado fala-se de sexo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de sexo fala-se de vinho.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de vinho fala-se de sangue.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de sangue fala-se de saúde.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de saúde fala-se de Deus.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de Deus fala-se de razão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de razão fala-se de emoção.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de emoção fala-se de gelo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de gelo fala-se de calor.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de calor fala-se de afecto.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de afecto fala-se de amigos.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de amigos fala-se de influências.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de influências fala-se de democracia.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de democracia fala-se de igualdade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de igualdade fala-se de dinheiro.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de dinheiro fala-se de lucros.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de lucros fala-se de guerra.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de guerra fala-se de paz.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de paz fala-se de pressão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de pressão fala-se de leveza.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de leveza fala-se de peso.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de peso fala-se de gravidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de gravidade fala-se de simplicidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de simplicidade fala-se de grandeza.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de grandeza fala-se de rastos.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de rastos fala-se da suspeita.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de suspeita fala-se de hipóteses.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de hipóteses fala-se de certeza.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de certeza fala-se de dúvida.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de dúvida fala-se de crença.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de crença fala-se de acaso.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de acaso fala-se de determinismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de determinismo fala-se de probabilidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de probabilidade fala-se de possibilidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de possibilidade fala-se de sonhos.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de sonhos fala-se de sono.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de sono fala-se de amor.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de amor fala-se de solidão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de solidão fala-se de confusão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de confusão fala-se de ordem.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de ordem fala-se de decisão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de decisão fala-se de hesitação.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de hesitação fala-se de intuição.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de intuição fala-se de sorte.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de sorte fala-se de jogo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de jogo fala-se de penalidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de penalidade fala-se da justiça.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de justiça fala-se de poder.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de poder fala-se de segurança.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de segurança fala-se de medo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de medo fala-se de coragem.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de coragem fala-se de inércia.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de inércia fala-se de liberdade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de liberdade fala-se de censura.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na falta de censura fala-se de tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://prologo.blogs.sapo.pt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Prólogo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8446915465016024339?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8446915465016024339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8446915465016024339' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8446915465016024339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8446915465016024339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/02/spam.html' title='Spam'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-2946427141036702058</id><published>2008-01-24T23:53:00.000Z</published><updated>2008-01-24T23:57:28.671Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XLVI)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todos os dias é difícil resistir a pôr aqui &lt;span style="font-style: italic;"&gt;links&lt;/span&gt; para &lt;a href="http://naocompreendoasmulheres.blogspot.com/2008/01/conversa-530.html"&gt;este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blog&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-2946427141036702058?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/2946427141036702058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=2946427141036702058' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2946427141036702058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2946427141036702058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/01/prolas-xlvi.html' title='Pérolas (XLVI)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-985889623973675741</id><published>2008-01-11T19:00:00.000Z</published><updated>2008-01-11T19:11:49.490Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XLV)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há que não perder tempo. A &lt;a href="http://farinhamparo.blogspot.com/2008/01/alco-shit.html"&gt;padeira&lt;/a&gt; já está a tratar do marketing...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-985889623973675741?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/985889623973675741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=985889623973675741' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/985889623973675741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/985889623973675741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/01/prolas-xlv.html' title='Pérolas (XLV)'/><author><name>Lino Centelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14374205242296422377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4833/1335/320/lcmcmlx.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-3397815900535859560</id><published>2008-01-08T23:11:00.000Z</published><updated>2008-01-10T15:25:11.056Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acasos'/><title type='text'>Foice</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/R4Tg4urOQ0I/AAAAAAAAAB0/04hsv7lK-Qg/s1600-h/Foice.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/R4Tg4urOQ0I/AAAAAAAAAB0/04hsv7lK-Qg/s400/Foice.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153491138825306946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Pode sempre perder-se mais um minuto quando já se perdeu uma vida. Alinhava-se mais um pensamento à margem da verificabilidade. Emoção, portanto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Para cada passo um registo diferente. Uma ideia de vida interior, como se se pudessem compartimentar as divisórias amovíveis da viva. Talvez apenas me interessem as imagens vagamente invisíveis. Como aos gatos. Movimentos interiores. Os tais de que me fala a nathalie sarrault.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O mundo integra todos os modelos. Digere-os e transforma-os, primeiro em excrementos, depois em flores. Ou o contrário. Para o caso tanto faz. O que interessa, embora não tenha interesse a não ser para o próprio, é o movimento interior. E aí tenho alguns pontos de vantagem. Acumulados num cartão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O luiz pacheco morreu. Nenhuma alma terá paz no céu. É inegável que ele terá ido para lá desinquietar as almas penadas, finalmente livre de um corpo pesado e exigente, embrulhado numa bandeira vermelha. Mas não se pode curar o mal que está feito, por que ele se reproduz por si próprio. Bactéria que come a bactéria que mata a bactéria que pisa a bactéria que cospe na bactéria que sonha a bactéria que ouve a bactéria que vê a bactéria que, finalmente, escreve sobre a bactéria que lê.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Passamos a vida a inventar pretextos para não inventar pretextos. Uma espécie de lei do maior esforço, disfarçada de boa vontade, de boas intenções, quando tudo não passa de um estômago bem cheio, de um apetite saciado, de um horizonte suficientemente mágico, com conforto que chegue para inventar filosofias.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Há que dar razão à razão mas não a expor demasiado ao sol. Questões de conservação. Não me recordava da palavra: tropismos. Era assim que ela dizia. Claro que se prefere o tropicalismo ao tropismo. Mesmo que seja uma questão adormecida, placada pelo movimento de um corpo cheio de energia conquistadora. Que conquistareis agora que já se sabe que não se poderá saber tudo? Fala-se, portanto, do desespero da esperança. Não é um lugar de partida, é um lugar de chegada. E um lugar de chegada é um lugar de morte.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje é um dia bom para acabar de vez com isso. A morte vem aos poucos. Vão-se acumulando os lugares de chegada. Há um momento na infância em que se nos remove o primeiro afecto. A primeira catástrofe do ultra-violeta. Depois vai acontecendo, como a pele morta que se vai soltando. Não vou perder mais tempo a ler novas ficções literárias. As histórias que já tenho aconchegam-me.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-3397815900535859560?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/3397815900535859560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=3397815900535859560' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3397815900535859560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3397815900535859560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/01/foice.html' title='Foice'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/R4Tg4urOQ0I/AAAAAAAAAB0/04hsv7lK-Qg/s72-c/Foice.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8846172203734332488</id><published>2008-01-03T22:10:00.000Z</published><updated>2008-01-03T22:53:23.731Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sísifo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frio'/><title type='text'>Eco</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/R31mw4BRZTI/AAAAAAAAABc/jA-e1Sov1fY/s1600-h/eco.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/R31mw4BRZTI/AAAAAAAAABc/jA-e1Sov1fY/s400/eco.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151386538639189298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Muitas vezes é melhor o silêncio.&lt;br /&gt;Uma banal ausência presente.&lt;br /&gt;Ou o contrário.&lt;br /&gt;Jogo de palavras que se não dizem para não acordar dormências ou sonhos.&lt;br /&gt;Passa-se sobre o ranger inquietante do soalho a ouvir fantasmas.&lt;br /&gt;Acontece sempre tudo no silêncio.&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Portas que batem, ferrolhos que correm, chuva cansada.&lt;br /&gt;No silêncio ouve-se o impossível.&lt;br /&gt;Há segredos a fugirem no murmúrio do ar.&lt;br /&gt;Um brisa improvável e passos a descer a escada.&lt;br /&gt;Respiração.&lt;br /&gt;Um relógio.&lt;/p&gt;      &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;É comum que se use o silêncio para confrontar o tempo.&lt;br /&gt;Na música acorda o sentido da nota seguinte.&lt;br /&gt;Na batalha antecipa a violência da morte.&lt;br /&gt;No amor afina a atenção para o odor dos corpos.&lt;br /&gt;No pensamento abre uma brecha para a divagação.&lt;/p&gt;      &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;O silêncio é uma indisciplina.&lt;br /&gt;Carrega o peso ingrato do desafio.&lt;br /&gt;Muito mais do que o grito irado.&lt;br /&gt;Muito mais do que o insulto ou a promessa.&lt;br /&gt;Mais ainda que a ignorância militante.&lt;/p&gt;      &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando é necessário um tempo de silêncio.&lt;br /&gt;Uma pausa, um salto, uma falta, um soluço, uma distracção.&lt;br /&gt;Do intervalo regular das rotinas sai um momento de inquietude.&lt;br /&gt;Nas bermas do caminho o reflexo de passos.&lt;br /&gt;No céu os riscos brancos.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;No topo da montanha ouve-se, em certos dias, o poder do silêncio.&lt;br /&gt;Rasga-se sobre a mente com uma violência insuportável.&lt;br /&gt;Pesa mais que a tortura de um castigo injusto.&lt;br /&gt;E mesmo assim é necessário um tempo de silêncio.&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Como a tortura, como o medo, como a ingratidão.&lt;br /&gt;Só mais tarde saberemos, no ajuste de contas, dos benefícios do silêncio.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8846172203734332488?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8846172203734332488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8846172203734332488' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8846172203734332488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8846172203734332488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2008/01/eco.html' title='Eco'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/R31mw4BRZTI/AAAAAAAAABc/jA-e1Sov1fY/s72-c/eco.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5263655296216588094</id><published>2007-12-31T12:31:00.000Z</published><updated>2007-12-31T12:34:56.939Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XLIV)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;O melhor '&lt;a href="http://baixa.blogsome.com/2007/12/19/a-criar-excentricos-todos-os-anos/"&gt;post'&lt;/a&gt; de 2007!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5263655296216588094?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5263655296216588094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5263655296216588094' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5263655296216588094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5263655296216588094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/12/prolas-xliv.html' title='Pérolas (XLIV)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-9184129793360942039</id><published>2007-12-25T19:07:00.000Z</published><updated>2007-12-26T19:43:29.075Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XLIII)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um &lt;a href="http://rprecision.blogspot.com/2007/12/mitologia-do-natal.html"&gt;texto&lt;/a&gt; muito bem adaptado à época, seja qual for o ponto de vista.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-9184129793360942039?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/9184129793360942039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=9184129793360942039' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9184129793360942039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9184129793360942039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/12/prolas-xliii.html' title='Pérolas (XLIII)'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5614909890835134104</id><published>2007-12-24T18:51:00.000Z</published><updated>2007-12-24T18:57:13.393Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><title type='text'>Boas Festas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_1erTeZpqVmM/R3AAF4gY0kI/AAAAAAAAABY/9Azpf6MasdU/s1600-h/cemit.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_1erTeZpqVmM/R3AAF4gY0kI/AAAAAAAAABY/9Azpf6MasdU/s400/cemit.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147614475152052802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este ano, aos que forem passar o Natal à terra, desejo que não fiquem por lá. E aos outros também.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5614909890835134104?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5614909890835134104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5614909890835134104' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5614909890835134104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5614909890835134104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/12/boas-festas.html' title='Boas Festas'/><author><name>Lino Centelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14374205242296422377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4833/1335/320/lcmcmlx.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1erTeZpqVmM/R3AAF4gY0kI/AAAAAAAAABY/9Azpf6MasdU/s72-c/cemit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-2769590533788833583</id><published>2007-12-15T23:11:00.000Z</published><updated>2007-12-16T11:35:08.333Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sapo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tpc'/><title type='text'>Super cliente Sapo</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Nem só os meus amigos 'bloggers' me enviam inquéritos a sondar a minha inefável personalidade. Os meus amigos do 'sapo' também estão muito interessados nos meus dados pessoais, provavelmente porque estão na corrida para identificar quem são os tais que andam a desinquietar a noite da cidade do Porto. Ou quem anda a levar caixas multibanco para casa, sei lá. Aqui vai o último inquérito que me vai garantir 4,5 kg de Toblerones.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;Consegue imaginar o que faria com 4,5Kg do delicioso chocolate Toblerone? Consegue? Então tudo o que imaginou poderá vir a ser realidade!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;Preencha o formulário que se segue e habilite-se a ganhar um dos 45 Super Toblerone de 4,5Kg&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;1. Para tal, tem de ser um Super Cliente de um, ou mais, dos seguintes serviços: - Serviço de Telefone Fixo da PT Comunicações - Serviço SAPO ADSL - Serviço Sapo Mail - Serviço SAPO Messenger.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Nome  --------------------&lt;/i&gt;             Lino Centelha&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;    &lt;i&gt;Morada ------------------&lt;/i&gt;         Mem Martins City&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;    &lt;i&gt;Telefone de Contacto&lt;/i&gt;      -----9XX XXX XXX&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;Nota: Se for um dos vencedores, será contactado para o número de telefone indicado em "Telefone de Contacto"&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;2. Sou um Super Cliente...&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;    &lt;i&gt;PT Comunicações - Número de Telefone Fixo &lt;/i&gt;     ---------- 21X XXX XXX&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;    &lt;i&gt;SAPO ADSL - Username do acesso ADSL &lt;/i&gt;             -------------- as????????????@sapo&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;    &lt;i&gt;SAPO Mail - Endereço de Email SAPO  ---------------- &lt;/i&gt;                 ???????????????@sapo.pt&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;    &lt;i&gt;SAPO Messenger - Endereço de Email utilizado no SAPO Messenger ----------- &lt;/i&gt;              JAMAIS!&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;3. Mas não basta ser um Super Cliente... terá de nos convencer disso. Inspire-se e escreva uma frase a explicar porque é um Super Cliente.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sou um super cliente, mas tão super cliente, que quando se olha para mim se vê logo que sou um super cliente. Tenho um telefone fixo que quase não uso mas que tenho que ter para ter o ADSL e pelo qual pago, quer faça chamadas, quer não faça chamadas 15,32 € por mês. A ligação ADSL propriamente dita custa-me a módica quantia de 35,57 €. Pago, portanto, 50,89 € por mês para "assapar", como vocês dizem. Isto faz de mim um dos melhores pagadores de internet da Europa, com uma velocidade de 4 Mega que é sempre na prática menor que noutros países com velocidades nominais menores e que pagam menos. Além disso recebo, com toda a paciência, este tipo de 'mails' e telefonemas que me garantem que o que pago inclui levar em cima com o marketing que vos apetece. Se eu não sou um super super cliente ao manter-me na vossa rede, quem é que é?&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Por fim, envie-nos a sua melhor receita para acompanhar ou utilizar o chocolate Toblerone, que poderá ser publicada em http://sabores.sapo.pt.&lt;/span&gt; &lt;/i&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os 15,32 € que pago para um serviço que não sei o que é, mas que suponho que sirvam para sustentar o Limbo, que o infalível Papa disse ter acabado, davam para comprar pelo menos 6 Toblerones pretos por mês, que é a dose recomendada pela OMS a quem não viva nos países produtores de cacau (esses que chupem no dedo que já ficam com o imenso dinheiro que sobra dos intermediários Europeus que têm um enorme trabalho a trazer o cacau para cá...) Mas uma boa receita para um Toblerone pequeno é eu a dar uma dentadinha num lado e ela do outro até o Toblerone acabar e depois continuar... Os 4,5 kg de Toblerone hão-de dar até à Primavera e só nessa altura mudar de rede para conseguir manter o hábito.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-2769590533788833583?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/2769590533788833583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=2769590533788833583' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2769590533788833583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2769590533788833583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/12/super-cliente-sapo.html' title='Super cliente Sapo'/><author><name>Lino Centelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14374205242296422377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4833/1335/320/lcmcmlx.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-301191649935209799</id><published>2007-12-10T22:10:00.000Z</published><updated>2007-12-11T00:52:44.681Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aibieme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruma'/><title type='text'>Postdezanove</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/R13egPQoXjI/AAAAAAAAABI/kWoDtBBtezw/s1600-h/post19.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/R13egPQoXjI/AAAAAAAAABI/kWoDtBBtezw/s400/post19.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142510994960440882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Faz muitos anos, já não sei quantos, que fomos uma noite para a Fonte da Telha, fugindo à luz da cidade, ver uma chuva de estrelas. Diziam que seria a maior de sempre - coisa nunca vista - a Terra a atravessar, no seu percurso celeste, uma zona densamente povoada com os restos da formação do sistema solar. E esperávamos vê-los morrer queimados ao atravessarem a nosso protectora atmosfera. Faz muitos anos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Lembrei-me hoje quando vinha do trabalho. Por que no céu limpo e iluminado, enquanto conduzia, consegui ver um inesperado traço de luz.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Naquela noite, há muitos anos, a ânsia de ver já nos fazia ver riscos onde eles não estavam. Eram necessários para que se justificasse o nosso incómodo. Tínhamos que ter uma qualquer recordação do dia em que tentámos ter alguma recordação. Tínhamos andado dezenas de quilómetros numa noite que não tinha nada de especial a não ser essa manifestação a céu, a substituir-se ao letárgico andar dos dias.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Hoje, talvez por tantos anos, não me lembro se cheguei a ver alguma estrela. Não me lembro se a desilusão foi apenas por as estrelas terem faltado ou por já não haver estrelas para além das estrelas que esperávamos. Mas lembro-me de uma desilusão. Também não me lembro se no teu esforço de não dar por perdido um serão terás visto alguma estrela ou apenas a vontade de ver uma estrela.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Lembrei-me hoje, ao ver, sem as condições ideais da Fonte da Telha, sem aquela escuridão proverbial que permite ver sem o ruído da luz, o fogacho instantâneo de um meteorito a atravessar pressuroso o horizonte ligeiramente acima dos candeeiros da estrada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Fomos muito longe naquela noite. Os riscos luminosos tinham sido prometidos para a distância do lado de lá do rio e vinham de fora, do espaço, da distância absurda do espaço.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Nessa altura, há muitos anos portanto, enquanto nos deslocávamos para o lugar das promessas, lembrei-me de muitos anos atrás quando eu gostava de me deitar na mesa do quintal, nas noites de verão, a olhar para o céu, por entre as frestas escuras das árvores. Terá sido aí que, por acaso, vi a minha primeira estrela cadente. E foi por ela que lá voltei muitas e muitas noites, à espera que se repetisse a aparição, enquanto a minha mãe não dizia, parando por momento a máquina de costura, que eram horas de ir dormir.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Lembrei-me hoje, por acaso, por ter visto aquele rasto de luz insignificante.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Regressámos ao carro calados. Eu estava preocupado por ter deixado o Uno estacionado à beira da estrada, caindo perigosamente para a berma de areia. Eles tinha prometido uma chuva de estrelas. Talvez elas chegassem mais tarde. Mas no dia seguinte tínhamos que trabalhar e temíamos as filas de trânsito de tantos que, como nós, tinham ido à procura de sinais do céu.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Muitos anos antes eu teria ficado à espera a noite toda, ou até que alguém mais forte me mandasse para a cama. Nessa altura ainda não sabia quem eram aquelas misteriosas viajantes. Apenas sabia que havia homens que há pouco tempo tinham viajado para a Lua e lá tinham deixado pegadas. Tinha lido no jornal que pelo espaço poderíamos andar continuamente, sempre e sempre, e haveria sempre espaço para andar. E era essa surpresa que eu procurava apanhar, deitado em cima da mesa do quintal, olhando fixamente os pontos cintilantes a distâncias que eu não sabia contar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Não foi nessa noite que vimos estrelas cadentes. Nem depois. Estranhamente não voltámos a conseguir vê-las em nenhum lado. Como víramos no princípio. Depois deixámos de frequentar o frio da noite por não haver tempo para ficar à espera do acaso. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aibieme.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Aibieme&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-301191649935209799?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/301191649935209799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=301191649935209799' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/301191649935209799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/301191649935209799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/12/postdezanove.html' title='Postdezanove'/><author><name>aibieme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12772784824214717558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/R13egPQoXjI/AAAAAAAAABI/kWoDtBBtezw/s72-c/post19.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1733418853938897991</id><published>2007-12-08T22:10:00.000Z</published><updated>2007-12-08T23:09:35.199Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sísifo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Conto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/R1sdGbr1O6I/AAAAAAAAABU/dMYS0uzjZpw/s1600-h/conto.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/R1sdGbr1O6I/AAAAAAAAABU/dMYS0uzjZpw/s400/conto.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141735395921574818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cumprem-se todos os dias novas intenções.&lt;br /&gt;No passo certo com que tento deter o cansaço há sempre uma variante de tempo e de espaço.&lt;br /&gt;A repetição nunca se repete da mesma maneira.&lt;br /&gt;E o gesto que se espera vem sempre antes ou depois da cadência.&lt;br /&gt;Nenhuma medida se satisfaz consigo mesma, sem se deter na comparação.&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Sempre soube que só o número poderia alguma vez matar-me.&lt;br /&gt;No que estava escrito, tudo era claro menos o número.&lt;br /&gt;De todas as coisas se podia falar sem receio nem omissão.&lt;br /&gt;As palavras seguiam-se umas às outras apenas pelo prazer de dizer.&lt;br /&gt;Depois de cada frase havia sempre outra frase que a negava.&lt;br /&gt;Mas o número, não.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;As contas que faço ao volume do meu medo nunca dão resto zero.&lt;br /&gt;A altura a que chega a minha voz é uma oitava do que era.&lt;br /&gt;O preço de cada instante de prazer tende para infinito.&lt;br /&gt;A área da superfície do meu sorriso, tende para zero.&lt;/p&gt;      &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Mas isto é nada, com o que se passa à minha volta.&lt;br /&gt;O que interessa são os números grandes e os grandes números.&lt;br /&gt;A competição é pelo volume de sangue a escorrer pelas valas.&lt;br /&gt;Pela quantidade de gente que passa fome.&lt;br /&gt;E pelos ritmos de produção de espingardas.&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Também interessam os números do euro-milhões.&lt;br /&gt;Os números da bolsa, do défice, do desemprego, da inflação.&lt;br /&gt;Interessam os golos, os pontos, os espectadores e as receitas da bola.&lt;br /&gt;Os custos de aeroportos, o preço do petróleo e a temperatura da Terra.&lt;br /&gt;Interessam muito os números de circo da estatística das sondagens.&lt;br /&gt;O ordenado mínimo, a esperança de vida e o número de crianças.&lt;/p&gt;      &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Sempre soube que só o número poderia alguma vez matar-me.&lt;br /&gt;O que estava escrito era uma forma de passar o tempo e olhar para ele com ironia.&lt;br /&gt;Liquidavam-se em palavras as dívidas de ignorância.&lt;br /&gt;Passava-se para o momento seguinte numa pirueta de gestos e sons.&lt;br /&gt;E estava na mão a ligação física à terra de que éramos matéria consciente.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o número chegou para nos contar histórias trágicas.&lt;br /&gt;Para nos comparar uns com os outros sem nos ver.&lt;br /&gt;Para nos desenraizar com raízes quadradas.&lt;br /&gt;Para nos somar, subtraindo, e nos multiplicar, dividindo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1733418853938897991?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1733418853938897991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1733418853938897991' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1733418853938897991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1733418853938897991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/12/conto.html' title='Conto'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/R1sdGbr1O6I/AAAAAAAAABU/dMYS0uzjZpw/s72-c/conto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7638877651840316042</id><published>2007-12-06T22:41:00.000Z</published><updated>2007-12-06T22:56:41.235Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><title type='text'>Fé</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/R1h7CNw_qAI/AAAAAAAAABs/49JIVK1k6vE/s1600-h/fe.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/R1h7CNw_qAI/AAAAAAAAABs/49JIVK1k6vE/s400/fe.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140994252628535298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Anda demasiada gente preocupada em salvar-me.&lt;br /&gt;Todos os dias, todas as horas.&lt;br /&gt;Na televisão, no telefone, na internet, na rua, nos transportes públicos.&lt;br /&gt;No alto dos montes, nos mosteiros, nas esquadras da polícia, nas assembleias municipais.&lt;br /&gt;Nos governos, nas universidades, nos hospitais e nas clínicas.&lt;br /&gt;Na padaria, no café, no trabalho, nas reuniões de condomínio.&lt;br /&gt;Nas igrejas, nos santuários, nas plataformas petrolíferas, nas minas de ouro e nos bares de alterne.&lt;br /&gt;Nos campos de futebol, nas grandes superfícies, nos tribunais e nas prisões.&lt;br /&gt;Na praia, no campo, na neve, no hotel e no campo de golfe.&lt;br /&gt;No cinema, no teatro, no circo, no museu, no estacionamento subterrâneo.&lt;br /&gt;No elevador, no restaurante, no jardim, no cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o lado encontro uma multidão disposta a tudo para me salvar.&lt;br /&gt;Choram por mim, rezam por mim, chamam por mim, preocupam-se comigo.&lt;br /&gt;Não dou um passo que não sinta este enorme calor humano.&lt;br /&gt;A cada esquina uma vestimenta diferente a saudar o meu futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico, o curandeiro, o psicanalista, o gestor de conta.&lt;br /&gt;A florista, o padre, a massagista e o coveiro.&lt;br /&gt;O padeiro, o carteiro, o criativo, o taxista, o guarda e o agente de seguros.&lt;br /&gt;O pintor, o barbeiro, a secretária, a porteira, o técnico de contas, o advogado.&lt;br /&gt;A madame, o veterinário, o assessor, a telefonista e o amante dela.&lt;br /&gt;O cantor, o artista, a malabarista, o escritor e o toureiro.&lt;br /&gt;O monge, a freira, o eremita, o quiroprático e o arquitecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fumo, que bebo, que ando depressa, que não respeito os sinais.&lt;br /&gt;Que me visto mal, que vejo mal, que escrevo mal, que cheiro mal.&lt;br /&gt;Que não dou, que não tenho, que não recebo, que não calculo, que não creio.&lt;br /&gt;Que não sonho, que não penso, que não sei, que não ouvi, que não comprei.&lt;br /&gt;Que não durmo, que não voo, que não acalmo, que não me mexo, que não compreendo.&lt;br /&gt;Que não venço, que não lucro, que não mando, que não apareço, que não quero.&lt;br /&gt;Que me esqueço, que ignoro, que sofro, que perco, que desprezo.&lt;br /&gt;Que fujo, que saio, que erro, que calo, que não existo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos ou em separado, fazem tudo por mim.&lt;br /&gt;Pensam em mim o tempo todo.&lt;br /&gt;Nada mais os comove que a minha salvação.&lt;br /&gt;E fazem da sua vida um monumento a meu favor.&lt;br /&gt;Acotovelam-se para serem os primeiros a salvarem-me.&lt;br /&gt;Salvar-me é o seu propósito, a sua missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns não me incomodam porque percebi que mais não querem que os trocos que ainda tenho no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há outros que para me salvar estão dispostos a matar-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7638877651840316042?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7638877651840316042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7638877651840316042' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7638877651840316042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7638877651840316042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/12/f.html' title='Fé'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/R1h7CNw_qAI/AAAAAAAAABs/49JIVK1k6vE/s72-c/fe.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5161966829440276204</id><published>2007-12-04T23:37:00.000Z</published><updated>2007-12-04T23:41:48.005Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruído'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prologo'/><title type='text'>Certeza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/R1XlfSeZHeI/AAAAAAAAACA/nT92vqvqF9c/s1600-h/mentira.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/R1XlfSeZHeI/AAAAAAAAACA/nT92vqvqF9c/s400/mentira.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140266875411308002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Tinha uma coisa para te dizer mas não sabia se era verdade e por isso não te disse. Só te posso dizer aquilo que tenho a certeza que é mentira. Na verdade, quando te digo isto, estou a tentar não violar o meu próprio princípio. Mas é difícil. Ao contrário do que é comum, calha-me ter escrúpulos de alguma vez te dizer alguma coisa que possa ser confusa e tomada como falsa quando é precisamente isso que te quero dizer. Por princípio aquilo que digo é verdade. E se o digo a ti é duplamente verdade. Mas quando o digo, a minha intenção é mentir-te para que tomes por verdade aquilo que eu te digo. Se não acreditasses no que eu digo, por uma qualquer razão, mesmo que absurda, eu não teria qualquer hipótese de te mentir. É fundamental, por isso, que eu te diga sempre a verdade para que acredites sempre no que eu digo, ainda que o que eu diga seja sempre mentira. E como é sempre mentira aquilo que eu digo, embora tu tomes toda a minha mentira como uma verdade, não preciso de me esforçar para mentir tal como ninguém o faz sempre que mente, mesmo que convencido que diz a verdade ao dizer uma mentira que lhe contaram.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Seria impossível conversarmos se eu não dissesse sempre a verdade. O que ouves dos meus lábios, ainda que não ouças tudo que eu digo, é sempre a verdade que, de uma maneira ou de outra, estás à espera de ouvir. E isso faz com que seja relativamente fácil mentir. Ao mentir, mesmo que diga a verdade para tu ouvires, estou a conformar-me a ser tão verdadeiro quanto possível. O meu discurso está todo entregue à emissão de uma verdade que te satisfaça e é por isso absolutamente verdadeiro no seu conteúdo totalmente falso. São as minhas palavras que não são capazes de te mentir. Ouves o que é a verdade e é sobre essa verdade que eu construo a verdade que me interessa e que, bem vistas as coisas, é também a verdade que te interessa a ti.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ninguém, tal como tu, está hoje disponível para chamar verdade ao que, numa perspectiva muito livre, for efectivamente a verdade. Qualquer palavra que eu diga, mesmo estas em que tento explicar o inexplicável, é a verdade efectiva que estás disposta a ouvir, ainda que a verdade efectiva - a que não estás disposta a ouvir (nem tu nem eu) - seja outra que eu não sou capaz de dizer agora. Isto apesar de não haver qualquer dúvida de que aquilo que eu digo, e especialmente do que te digo a ti, ser a pura verdade. Em caso algum sou capaz de dizer alguma coisas que não seja absolutamente verdadeira. E isso mostra como tudo o que digo é mentira. É mentira tal como é mentira o que tu me dizes, mesmo que eu seja capaz de pôr as mãos no fogo pela verdade das tuas palavras. Porque se há algum lado em que a mentira é permanente, a tal ponto que nunca se duvida, tu és o seu oráculo e sacerdotisa. Não há momento em que eu consiga pôr em causa a absoluta verdade das tuas mentiras e todo o meu esforço é amador quando minto até à exaustão para te dizer a verdade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Muitas vezes penso, mesmo não pensando muitas vezes, que o que te posso dizer que não seja verdade já tu conheces há muito tempo. Acreditas, por isso, em cada uma das palavras que mentindo sou capaz de te dizer, sem denunciar o nervosismo de por algum lapso te poder dizer, sem querer, a verdade. Não sei se minto quando te digo o que penso sobre ti, porque quando o digo é de tal maneira verdade que eu próprio fica na dúvida sobre a verdade do que te digo. Estou convicto de que o que te digo é mentira e por isso o digo com o à vontade de quem diz a verdade, mesmo sabendo que está a mentir. É tão falso que eu minta como é falso que diga a verdade, e também é completamente falso o contrário. Mas é sempre verdade que eu minto, mesmo que sempre que eu minta seja verdadeiro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Na verdade não sei se é bom ou mau ter-nos Deus dado este incontornável jeito para mentir.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://prologo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Prologo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5161966829440276204?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5161966829440276204/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5161966829440276204' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5161966829440276204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5161966829440276204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/12/certeza.html' title='Certeza'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/R1XlfSeZHeI/AAAAAAAAACA/nT92vqvqF9c/s72-c/mentira.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5060686603611638038</id><published>2007-12-01T23:11:00.000Z</published><updated>2007-12-01T23:41:26.968Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desafios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beatriz'/><title type='text'>Desde então</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O &lt;a href="http://www.cagalhoum.blogspot.com/"&gt;Finúrias&lt;/a&gt;, no seu paradoxal blogue, gosta de nos provocar com imagens aparentemente inócuas. Depois fica à espera do relato das perturbações induzidas. Vão lá colaborar...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gSZtdY245Rk/R1HwUlXj-HI/AAAAAAAAAA4/RMNylTig4P4/s1600-R/desafioMS.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gSZtdY245Rk/R1HwUlXj-HI/AAAAAAAAAA4/Qlwc3dP2eFQ/s400/desafioMS.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139152886225434738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Desde então por cada prazer uma ruga. Estranha esta contabilidade do céu. Dar e receber. Rugas pelos nossos prazeres e rugas pelos prazeres dos outros. Um comércio tradicional. Uma alegria no tempo a trazer lágrimas hoje. Ou o contrário. Passos que não dei para que eles dessem passos mais firmes e seguros. Ilusão, claro. É por esse lado que vão as minhas mãos que já perderam a eficácia e têm agora o passado inscrito. Numa estranha linguagem escreveu-se aqui um texto que define a minha perda. O meu diálogo violento com o tempo. O meu crédito de ternura. A fotografia fica parada e trai-me. Põe na minha mão a potência do passado. Os sonhos. Quando ainda tudo era possível. Mesmo que a desconfiança aconselhasse a não esperar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Desde então por cada beijo um desgosto. O ofício a dobrar o músculo sobre a obrigação. Os passos doridos pelo cansaço diário de não parar, de não dar tempo ao pensamento nem à dor. Tudo a equivaler-se na oração já desesperada. Para quê, Deus? As mãos fizeram o seu trabalho e andaram sempre próximas da verdade. Por isso trazem em si toda a história. Contam-na à sua maneira em gestos cada vez mais soletrados. O passado perde importância à medida que o futuro escasseia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Desde então por cada surpresa uma dor. Não sobraram intenções. Não sobrou a volúpia de querer vencer. Não sobrou nenhum vestígio do desejo. Dizem que a cada sete anos a matéria que nos faz é toda renovada. E com a matéria vão as memórias e os desejos. Vão também os sons que se perderam e as vozes que atravessavam a alegria das conversas. Coisas que vêm do nada e a ele voltam. Só a matéria, que se renova cada vez mais disforme, permanece moldada à pressão das intempéries. E as mãos. As mãos permanentemente a negarem-nos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Desde então por cada dia uma derrota. O sol a queimar o rosto e a esperança. A evaporar o amor e as amizades. A derreter a firmeza de laços provisoriamente eternos. E as notícias da noite a falarem de uma terra cada vez mais povoada. E o meu horizonte cada vez mais vazio. Os passos a serem cada vez mais curtos e vacilantes. E nenhum gesto de atenção a esta sobra do tempo. De repente, ainda somos, mas já não somos. As vozes já só se dizem para nos instruir, para nos ensinar o que não precisamos de saber. O que sabemos já não interessa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Desde então por cada pensamento uma angústia. Vidas geradas para tentar. Mundos novos a descobrir. Frases novas a escrever e contar. Cumprir o estranho destino de ser. Estranha esta contabilidade do céu que só nos deixa conhecer o futuro depois, que nos dá o sonho para nos desiludir, que nos renova para nos enterrar, que nos alimenta para nos escravizar, que nos solta para nos perseguir, que nos dá a memória para esquecer, que nos dá a voz para mentir, que nos dá os sentidos para nos submeter.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Desde então por cada filho um universo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5060686603611638038?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5060686603611638038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5060686603611638038' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5060686603611638038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5060686603611638038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/12/desde-ento.html' title='Desde então'/><author><name>Beatriz Teresa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03547372956799589647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gSZtdY245Rk/R1HwUlXj-HI/AAAAAAAAAA4/Qlwc3dP2eFQ/s72-c/desafioMS.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8548132011321427361</id><published>2007-11-18T23:23:00.000Z</published><updated>2007-11-18T23:30:14.540Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zumbido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acasos'/><title type='text'>Palavras cegas</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/10259959484140480726"&gt;Mo&lt;/a&gt; comentou o &lt;a href="http://z1bido.blogspot.com/2007/11/cisne.html"&gt;Cisne&lt;/a&gt;, e eu, sabendo que o &lt;a href="http://www.blogger.com/profile/10771839799043104335"&gt;Ivo&lt;/a&gt; não recomenta, comento o &lt;a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;amp;postID=564168077613660660"&gt;comentário da Mo&lt;/a&gt; e o não comentário do Ivo, aproveitando um &lt;a href="http://semcantigas.blogspot.com/2007/11/espera-porque-ainda-assim-tudo-o-que-se.html"&gt;'post' da Mo&lt;/a&gt; que poderá estar na origem, ainda que remota, do 'post' do Ivo que andava retirado há uns largos meses.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O cisne de que fala o Ivo é o mesmo de que fala a Mo. É um cisne público que se agrega como símbolo a um imaginário que se tornou comum. É um cisne integrador que se lexicalizou e que, dentro de um contexto bastante alargado, permite comunicação e entendimento. O Ivo não recorda nenhum cisne que tenha forçado esses parâmetros que se partilham apenas pelo nome. Por isso diz que o seu cisne é apenas um cisne como os outros, sem a peculiaridade de outros cisnes que ele vê esvoaçarem irrequietos na realidade de outros testemunhos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O periquito da Mo, consigo eu vê-lo de maneira semelhante a ela (não sei o que diria o Ivo), porque refere sinais que também existiram nas minhas saídas da escola. Mas percebo que é um periquito sem a universalidade do cisne. É um som particular, um sabor localizado no espaço, uma 'private joke' para 'especialistas'. O periquito da Mo não é tão particular como a figueira do Ivo, mas não é tão público como o cisne.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Também a cobra da Mo não se equivale à figueira do Ivo. Talvez se compare com o tigre de que ele fala de raspão, sem dizer nada que o exponha para além de falar de um tigre ou de um leopardo, como de uma oliveira ou de outra árvore qualquer. Por que a cobra de que a Mo fala trás consigo uma história que ela começa a contar. Começa apenas, porque depois pára para esconder as 'n' associações que podem inundar a página e tornar-se novos pontos de uma imagem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Suponho que é esta subtileza que provoca a diferença entre o texto necessário e o texto supérfluo: algo que quando dito acrescenta o indivíduo à prosa, gerando a estranheza no meio do menor número viável de reconhecimentos. A maior parte do tempo o nosso discurso faz-se no campo da identificação. Falamos para ser facilmente entendidos; contamos a mesma história vezes repetidas, variando apenas pequenos pormenores; falamos e rimos de um filme que vimos, descrevendo apenas os elementos necessários à identificação; partilhamos essencialmente o que já todos sabem. A globalização quer, precisamente, que estejamos todos sintonizados no mesmo caldo: um vocabulário mínimo que seja reconhecível sem estranheza.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A exigência da literatura e da arte é a criação de mundos novos. E mundos novos são mundos individuais que têm a 'sorte' de ser diferentes e ousar a exposição. É o indivíduo a tornear a marcha unânime do grupo. É a leitura divergente da cobra, porque sentida sem ser requerida, que pode acrescentar alguma coisa ao existente. É o caso particular de uma figueira precocemente plantada que pode ter alguma novidade no mundo. É ir desnorteada numa estrada de calçada amarela. A maioria das vezes estes mundos particulares não despertam o interesse de ninguém, nem do próprio que os viveu ou imaginou. Outras vezes são entendidos e têm um grupo receptivo à particular vibração da corda.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;É por isso que raramente um produto inovador é bem sucedido. O reconhecimento tem muito mais procura que o conhecimento.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Sobre o cego, lembro-me da 'Terra de Cegos' do H. G. Wells e de como ele serve de prova para a possibilidade de o melhor olhar não ser o primeiro mas o que passa ao lado do óbvio. E esse olhar que passa ao lado só pode nascer no indivíduo e na sua história peculiar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Pode ler-se a 'Terra de Cegos' &lt;a href="http://www.readbookonline.net/readOnLine/2157/"&gt;numa das versões originais&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.sandrasantos.com/conto-de-herbert-george-wells.htm"&gt;numa tradução com sotaque brasileiro&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8548132011321427361?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8548132011321427361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8548132011321427361' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8548132011321427361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8548132011321427361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/11/palavras-cegas.html' title='Palavras cegas'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-564168077613660660</id><published>2007-11-17T18:26:00.000Z</published><updated>2007-11-17T18:33:11.256Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='planos'/><title type='text'>Cisne</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_4tfggihekh4/Rz8zxyek8dI/AAAAAAAAAAM/_8gamaDEVEA/s1600-h/P1000457p.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_4tfggihekh4/Rz8zxyek8dI/AAAAAAAAAAM/_8gamaDEVEA/s400/P1000457p.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133879030682284498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Porque é que quando vejo um cisne vejo apenas um cisne? Embora quando vejo um tigre veja sempre muito mais do que um tigre. A pomba, por exemplo, mesmo que eu tente, não me consegue parecer mais do que uma pomba. Mesmo que seja branca. Já o golfinho é sempre outra coisa que não um golfinho. Muito mais do que um golfinho. Uma árvore, uma dessas árvores a que damos nomes bonitos como pinheiro, sobreiro, carvalho, nogueira, castanheiro, é sempre muito mais do que uma árvore e deixa na mente ramos de ideias e sentimentos entrelaçados. Mesmo uma oliveira retorcida, como se transformasse sofrimento em ouro, é sempre mais do que uma oliveira, mais do que ela e do que eu.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas isso são as maneiras como eu vejo. E como gosto de ver. Não interessa muito o que as coisas são e interessa tudo o que vemos nas coisas. Interessa a cada um a maneira como vê, e nada interessa da coisa mesmo que a coisa seja uma coisa independente do que nós vemos. E se o que eu vejo na coisa não é o mesmo que tu vês, isso então quer dizer que a coisa é mais do que ela própria para cada um de nós.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Admito que haja quem veja num cisne mais do que o próprio cisne, por que eu vejo no leopardo muito mais do que um leopardo. Mesmo que seja um leopardo concreto de que eu tenha ganho a amizade. E digo isto por  que admito que sei - ainda que possa estar enganado - o que é suposto ver quando se olha para um cisne, na sua forma mais rudimentar de cisne. E, quando alguém diz que vê num cisne outras coisas para além dessas que eu sou capaz de ver num cisne, e que não me parecem nada de especial, e guardo para mim que essas coisas que se podem ver e eu não, são da mesma natureza das que eu vejo num tigre para além daquilo que eu seria capaz de ver num tigre, na sua forma mais objectiva de tigre.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Em criança plantei uma figueira e por causa desse percalço da minha infância, aquela figueira passou a estar para mim no lugar de todas as figueiras que depois encontrei, e mesmo naquelas que se foram referindo pelos seus frutos e pelas suas palavras. Figueira, então, cresceu comigo nas minhas formas de ver e passou a ser muito mais do que uma figueira, agarrada ao meu passado e ao meu murmúrio de infância. Talvez fosse diferente se eu tivesse, por outra razão ocasional, soletrado um cisne no entardecer das minhas brincadeiras. O meu cisne não nadou no meu lago que não havia na minha memória. Ficou, por isso, um cisne que não se emociona com a passagem do tempo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-564168077613660660?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/564168077613660660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=564168077613660660' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/564168077613660660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/564168077613660660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/11/cisne.html' title='Cisne'/><author><name>Ivo Cação</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10771839799043104335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4tfggihekh4/Rz8zxyek8dI/AAAAAAAAAAM/_8gamaDEVEA/s72-c/P1000457p.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-4691173747987150915</id><published>2007-11-10T22:10:00.000Z</published><updated>2007-11-10T23:08:08.115Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tentativas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><title type='text'>Ciclo vicioso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RzY5lS4H1lI/AAAAAAAAABk/ssJ4yyvwYQw/s1600-h/ciclov.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RzY5lS4H1lI/AAAAAAAAABk/ssJ4yyvwYQw/s400/ciclov.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131352138320434770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Presume-se um objectivo, ainda que parcial.&lt;br /&gt;Um objectivo pressupõe um projecto, ainda que desestruturado.&lt;br /&gt;Um projecto adivinha uma estratégia, ainda que incipiente.&lt;br /&gt;A estratégia dirige o acto, ainda que inconsciente.&lt;br /&gt;O acto é o que se vê, ainda que na sombra.&lt;br /&gt;A revelação é a leitura, ainda que superficial.&lt;br /&gt;O que se lê é o que fica, ainda que subjectivo.&lt;br /&gt;O que permanece é a memória, ainda que infiel.&lt;br /&gt;A memória é a história, ainda que parcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é o alicerce, ainda que pouco firme.&lt;br /&gt;O alicerce é a profundidade, ainda que fluída.&lt;br /&gt;A profundidade é o desconhecido, mesmo que idealizado.&lt;br /&gt;O desconhecido é o não saber, ainda que pressuposto.&lt;br /&gt;O não saber é o intuído, ainda que deduzido.&lt;br /&gt;A intuição é o automatismo do corpo, livre da interferência racional.&lt;br /&gt;O corpo automático move-se pelas emoções, ainda que no limite da tolerância.&lt;br /&gt;As emoções nascem no mar do inconsciente, ainda que submersas de inibições.&lt;br /&gt;O inconsciente é a história, ainda que individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é o alicerce...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-4691173747987150915?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/4691173747987150915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=4691173747987150915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4691173747987150915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4691173747987150915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/11/ciclo-vicioso.html' title='Ciclo vicioso'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RzY5lS4H1lI/AAAAAAAAABk/ssJ4yyvwYQw/s72-c/ciclov.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-3824914187655879776</id><published>2007-11-09T20:08:00.000Z</published><updated>2007-11-09T18:51:15.771Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lino'/><title type='text'>Fado</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nós, portugueses, não somos tristes nem melancólicos. Pelo contrário, somos alegres e despreocupados. O que nos leva a andar sempre de cabeça baixa e olhos no chão é o medo de pisar cocó de cão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-3824914187655879776?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/3824914187655879776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=3824914187655879776' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3824914187655879776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3824914187655879776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/11/sorte-grande.html' title='Fado'/><author><name>Lino Centelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14374205242296422377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4833/1335/320/lcmcmlx.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-6651236294358124135</id><published>2007-11-05T20:08:00.000Z</published><updated>2007-11-05T20:04:46.205Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XLII)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma &lt;a href="http://correrdovento.blogspot.com/2007/11/o-mistrio-da-noite-escura.html"&gt;estória&lt;/a&gt; bem contada!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-6651236294358124135?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/6651236294358124135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=6651236294358124135' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6651236294358124135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6651236294358124135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/11/prolas-xlii.html' title='Pérolas (XLII)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-67808475447435347</id><published>2007-11-02T04:38:00.000Z</published><updated>2007-11-02T10:46:38.521Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prologo'/><title type='text'>Passatempo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/Ryr--_ytVcI/AAAAAAAAAB4/S8RR586zGf4/s1600-h/passatempo.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/Ryr--_ytVcI/AAAAAAAAAB4/S8RR586zGf4/s400/passatempo.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128191483944195522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Fico à espera que o tempo passe, e o tempo passa mas não passa a vontade que eu tenho que o tempo passe. Passa o tempo mas não passa o que eu quero que não passe, mesmo que fique à espera que o tempo passe para que passe, ao mesmo tempo que o tempo, o que eu não quero que passe. Por outro lado quero que passe o que não passa mas não dou um passo para que o que não passa passe. Neste caso, ao contrário de outros em que esperei que o tempo passasse para que passasse também o que eu queria que passasse com o tempo, eu espero que passe o tempo que faz passar ao mesmo tempo as coisas que se quer que passem, mas espero ao mesmo tempo que o tempo passa que não passe o que espero que passe mas não quero que passe. Espero, portanto, apenas que o tempo passe, sem que passe mais do que o tempo e não passando aquilo que tem que passar enquanto o tempo passa, é como se o tempo não passasse e se ficasse à espera de um tempo que não passa. Passo a passo, passo o tempo que não passa, embora eu saiba que passa porque passam algumas coisas que costumam passar enquanto o tempo passa e enquanto passam as coisas que costumam passar com o tempo é seguro que no mesmo passo passa também o tempo que faz com que as coisas passem. O que não passa é apenas uma coisa que eu quero que não passe porque não sei como passaria se essa coisa passasse e que passo poderia dar se tendo passado contra a minha vontade ainda teria vontade para esperar que o tempo passasse. O passo que não dou é um passo interrompido à espera que o tempo passe enquanto espero que não passe essa coisa que passa com o tempo mas eu não quero que passe enquanto espero que o tempo passe. Estou, portanto, parado à espera, dando os passos que o tempo dá, sem sair do lugar da coisa cujo passado me prende o passo por não saber de razão nenhuma para dar um passo de um passado que eu não queria passado mas que passasse como eu passo, em passo certo com o tempo que vai passando. Por mim não passará a passado o passado que tendo passado eu não quero que seja apenas passado. E não querendo eu que passe, mesmo que o tempo passe a dizer-me que passou, e passem outras coisas que o tempo passa para passado, não passarão no tempo que passa por mim ou então passará o tempo a não passar por mim quando tiver feito passado das coisas que eu não deixo que passem.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://prologo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;prólogo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-67808475447435347?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/67808475447435347/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=67808475447435347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/67808475447435347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/67808475447435347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/11/passatempo.html' title='Passatempo'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/Ryr--_ytVcI/AAAAAAAAAB4/S8RR586zGf4/s72-c/passatempo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-6395909183505269161</id><published>2007-11-01T21:48:00.000Z</published><updated>2007-11-01T22:24:42.902Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zumbido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='média'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><title type='text'>Subterrâneo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_56QjuxjrOjk/RypQerfm8uI/AAAAAAAAABM/tsCqx_U6AFE/s1600-h/subterraneo.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_56QjuxjrOjk/RypQerfm8uI/AAAAAAAAABM/tsCqx_U6AFE/s320/subterraneo.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127999613716329186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há uns dias, &lt;a href="http://aguarelast.blogspot.com/2007/10/conversa-volta-deblogs.html"&gt;neste 'post'&lt;/a&gt;, a Addiragram desafiou-nos a desfiar considerações sobre o que é andar por aqui a 'postar'. Ela própria teceu a sua &lt;a href="http://aguarelast.blogspot.com/2007/10/conversa-volta-de-blogs.html"&gt;teia de razões&lt;/a&gt; que merecem ser comentadas. Entretanto coloco aqui o texto que lhe mandei, e ela já me deu a honra de publicar no seu rigoroso &lt;a href="http://aguarelast.blogspot.com/"&gt;Aguarelas de Turner&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;- - - - -&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É muito provável que a informação que se consegue nos jornais - e cada vez mais nos livros e nas revistas - tenha pouca relevância ou seja já do conhecimento de qualquer pessoa informada. Tirando aspectos específicos de áreas muito localizadas, ou os acontecimentos do dia que as agências noticiosas vão recolhendo do imprevisível, os jornais enchem-se de informação reciclada que não cativa um leitor mais exigente que chega a aborrecer-se com a sensação de tempo (e dinheiro) perdido. Esta noção poderia conduzir a uma efectiva redução da leitura dos jornais, e é provavelmente isso que está a acontecer.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Os meios audiovisuais como a televisão ou a rádio têm uma capacidade de actualização de notícias que faz os jornais parecerem, na leitura da manhã, objectos históricos. A única vantagem que os jornais têm é uma espécie de acesso directo àquilo que interessa, que pressupõe da parte do leitor uma maior liberdade do que no caso do acesso sequencial da rádio e da televisão. A televisão ganha ao informar o espectador que não tem ideia da informação que quer, que está disponível para a arbitrariedade do emissor, e é, portanto, um leitor que à partida não faz questão de seguir um caminho seu e filtrar aquilo que vê. A multiplicação dos canais televisivos, que poderia configurar uma liberdade de escolha, mais não é que um multiplicador de imposições. Num sistema com cinquenta canais facilmente se 'desperdiça' a meia hora de atenção disponível para "ver" num 'zapping' desenfreado e inútil à procura da 'melhor' coisa que está a 'dar'. Cria-se a impressão de liberdade numa jaula de opções que se limitam reciprocamente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A surpresa da 'internet' é dada pela sensação de autonomia de quem a utiliza. O acesso é directo. Entre os acontecimentos e a sua 'publicação' o tempo é mínimo, podendo em alguns casos o acontecimento ser seguido em tempo real. O acontecimento não tem a obrigatoriedade de ser universalmente relevante para ser mostrado - basta que seja relevante para quem o publica -  podendo ir ao encontro do gosto peculiar de um único leitor, dando por isso peso idêntico ao popular e ao marginal. A informação permanece disponível sem degradação nem tempo de exposição determinado pelos interesses de um emissor particular: a 'internet' é um livro na estante à espera da nossa disponibilidade, não nos pressionando nem ameaçando a nossa independência. E, talvez mais importante ainda, a 'internet' coloca-nos a possibilidade de ser tão emissores como receptores, a anos luz da limitada participação das cartas ao director. A 'internet' é um EDITAL em que todos podemos inserir o nosso prospecto sabendo que tem o potencial de ser visto no mundo inteiro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Estes potenciais que vemos hoje como difíceis de perder ou de serem ultrapassados, não são mais do que a generalização - na proposta aldeia global - do processo comunicativo entre as pessoas. E, visto nesta perspectiva benigna, assemelha-se ao melhor dos mundos. Mas é sabido que mesmo os melhores dos mundos que se vêm revezando ao longo da história tiveram sempre os seus poderosos lados negativos. Nem sei se é justo falar em lados negativos quando fazem parte das características que enformam toda e qualquer actividade humana, que tem o destino de ocorrer sempre no estreito intervalo entre o brilho e o nada*.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Aquilo que é o maior bem da 'internet' é também o seu maior 'mal': a dimensão. A informação é tanta que se torna impossível saber o que é relevante. E nem vale a pena pensar em saber qual da informação é verdadeira, porque aí, como nas outras formas de transmissão da informação, a probabilidade de estar perante uma fraude é muito elevada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O 'blog' não é mais do que um 'site' em que foi reduzida ao mínimo a dificuldade de edição. O preço a pagar por essa simplicidade é o estabelecimento de uma interface relativamente rudimentar quando comparada com os potenciais que hoje estão disponíveis para um 'site' clássico. Mas a simplicidade compensa porque permite o acesso à publicação na internet a pessoas que não têm vocação nem interesse em mergulhar nas crípticas linguagens dos computadores. Foi essa simplicidade, consequência da generalização da internet universitária à 'world wide web' aberta ao mundo 'civil', que permitiu a explosão de emissores que a actualidade está a conhecer.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Uma matriz que parece manter-se nas sucessivas gerações de utilizadores e modelos da rede é a formação de comunidades. De uma maneira ou de outra a necessidade de aproximação ao 'outro' é o motor de todas as formas de comunicação e a porta que a internet abriu tem uma dimensão que ultrapassa todas as previsões. A democratização da bidireccionalidade coloca-nos a todos no caos ensurdecedor de um gigantesco café em que todos falam ao mesmo tempo que tentam escutar alguma coisa. Ao contrário dos outros meios em que a hierarquia comunicacional está bem definida, na internet ela é apenas rudimentar e dá ao leitor a hipótese de se submeter ou não conforme o seu gosto ou disposição. É esse estreito caminho de liberdade - apesar dos enormes esforços que estão a ser feitos para a domesticar - que pode conceder à internet o estatuto de refúgio último para aqueles que já perderam a esperança de uma sociedade de valores elevados e se vêem cada vez mais empurrados para a margem das decisões políticas e sociais. Agrada-me imaginar a internet como um subterrâneo onde se vão conservar pelo tempo que for necessário, as ideias clássicas que a barbárie quer abolir nesta escura idade média que atravessamos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;*Gosto de pensar a existência de vida na terra como uma metáfora do percurso humano. Apesar de existir um Universo com tendência para infinito, o intervalo em que a vida é possível é tão estreito que numa escala cósmica é indetectável. Para mim esta solidão cósmica é a maravilha maior, por se ter formado a complexidade num estreito nicho de possibilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;zumbido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-6395909183505269161?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/6395909183505269161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=6395909183505269161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6395909183505269161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6395909183505269161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/11/subterrneo.html' title='Subterrâneo'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_56QjuxjrOjk/RypQerfm8uI/AAAAAAAAABM/tsCqx_U6AFE/s72-c/subterraneo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8088463838624908709</id><published>2007-10-28T23:11:00.000Z</published><updated>2007-10-29T00:58:31.141Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aibieme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Postdezoito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/RyUvlsZXiFI/AAAAAAAAABA/To8Zbr7gkLk/s1600-h/post181.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/RyUvlsZXiFI/AAAAAAAAABA/To8Zbr7gkLk/s400/post181.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126556075450402898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sabes sou uma figura virtual. Desajeitado, não acompanho os tempos nem as realidades objectivas. Perco-me no meio dos livros numa busca absurda de compreender o que os outros sabem de antemão não se adaptar ao entendimento. Em tempos associei a esta busca, por força de mitos que me perseguiam, uma benignidade que de certa maneira compensava o desleixo que a natureza me deixara. Mas a sucessão de fracassos, o desmentido insistente das vozes circundantes, a própria inconclusão dos projectos e das pesquisas, derrubaram sem piedade quaisquer veleidades do incipiente amor-próprio. O facto é que só procura quem não tem, e se quiséssemos constituir sobre a experiência uma moral elevada, veríamos confirmada a loucura que é querer chegar a algum lado quando se parte demasiado de trás. E se houvesse algum mérito na procura, esse seria o de cumprir os passos necessários para amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode gostar do que não gosta, forçando o gesto ou disfarçando a impaciência. Uma figura virtual é sempre amável e encontra facilmente quem a afague em gestos de ternura surpreendida. Na tragédia do dia a dia o doce movimento de darem a mão, o tempo e a atenção sincera, cativa o rosto e o momento, até que o devaneio e a força do sentir se sobreponham no avaliar da situação. É nesses intervalos que a figura virtual sobrevive e é deles que faz a sua dieta desequilibrada de sentimentos. Depois, mesmo esses ocasionais vestígios de afecto secam e a figura virtual fica à deriva, na carência irracional de um gesto que a faça ser. Entretanto, o objecto da sua atenção, permanece enredado em desejos de realidades ideais, relegando a figura virtual para os pontos baixos da travessia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se é figura virtual por gosto ou por dever. É um local de passagem à espera de oportunidade melhor. Por vezes acredita-se que a mão que se dá é uma mão que se toma e que essa é a ocasião de sobreviver. Mas provavelmente nunca acontece. Há sempre o drama de temermos que as nossas vidas se percam por tão pouco e fique no ar todo o mundo que, por uma pequena razão, se rejeita. Há uma economia da figura virtual. Não se consegue amá-la mais do que um pedaço e isso não chega nem para quem a ama, nem para a figura que espera um afecto que a salve da sua virtualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a figura virtual pede, na sua irracional ansiedade, é ser querida tal como é, sem precisar de uma mutação genética que a faça parecer tão real que não envergonhe ninguém nos lugares de esplendor eleito. Por que a figura virtual ficará sempre justamente intimidada pelo contraste do excesso e da grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que há uma armadilha no sorriso doce da figura virtual. Quer mais do que pede; pede mais do que é capaz de ter; tem mais do que é capaz de desejar. Faz o que pode para ser escolhido mas não pode muito, porque soçobra em todas as comparações, e depois, no fim dos tempos, fica à espera de ser capaz de voltar a sair à rua e enfrentar o sol.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://aibieme.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aibieme&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8088463838624908709?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8088463838624908709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8088463838624908709' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8088463838624908709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8088463838624908709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/postdezoito.html' title='Postdezoito'/><author><name>aibieme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12772784824214717558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/RyUvlsZXiFI/AAAAAAAAABA/To8Zbr7gkLk/s72-c/post181.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-39699889943909780</id><published>2007-10-28T14:02:00.000Z</published><updated>2007-10-28T14:30:57.622Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beatriz'/><title type='text'>Compleccidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_gSZtdY245Rk/RySZo-rL-hI/AAAAAAAAAAw/pJmXTA2ivVk/s1600-h/compleccidade.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gSZtdY245Rk/RySZo-rL-hI/AAAAAAAAAAw/pJmXTA2ivVk/s400/compleccidade.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126391205152422418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Esta noite uma fúria de cavalos mongóis atravessou a largueza quase infinita da estepe e durante horas permaneceu no ar uma nuvem de poeira que demorou a prática do amanhecer. A quilómetros de distância sentiu-se como um sismo nos aparelhos mais sensíveis. Numa palestra, um cientista aprumado, referiu o facto indirectamente e por antecipação, designando a vida como o sistema mais complexo de todos, apesar de abundante no meio dos gritos. Também houve quem dissesse que era mentira. Ou que a mentira era mais abundante no meio da complexidade, por ser um resultado inesperado de se saber. Também a complexidade poderá ser falsa se isso for necessário para provocar um sismo mais efectivo e capaz de trazer o medo para ordem do dia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esta noite uma fúria de cavalos mongóis feriu temporariamente o silêncio quase infinito da estepe e perturbou a harmonia oriental do tempo. As informações recolhidas no terreno são contraditórias. O próprio terreno é contraditório. Algumas horas depois do possível acontecimento já o planeta se revolve incomodado no seu assento confortável. As notícias bifurcam-se e milhares de opiniões ponderadas até ao limite, amplificam as cavalgadas das estepes para as suas consequências globais, para o equilíbrio geopolítico e para a gestão equilibrada dos recursos e da fé. Nenhum passo é deixado ao acaso ficando pouco espaço livre para a natureza nos surpreender de novo. Um alto funcionário do ministério da fraternidade universal garante que todas as medidas estão a ser tomadas para que os prejuízos no bem estar das populações sejam mínimos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esta noite uma fúria de cavalos mongóis, entregues sem freio à sua liberdade, perturbou a delicada impaciência do sono dos justos. Fonte autorizada afirmava pela manhã que é completamente estúpido que um corpo queira outro corpo abraçado ao seu, e esse outro corpo não possa ser outro corpo qualquer mas um corpo de que sabe o nome e alguns pormenores da razão e que tenha de ser aquele e só aquele. Haveria de ser feita legislação a legitimar em referendo sobre estas reprimíveis peculiaridades da complexidade das células. Na internet corre uma petição a favor da estepe.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esta noite uma fúria de cavalos mongóis consumiu a sua energia vital em inúteis acções de prazer. As nações unidas irão deliberar sobre a tomada de notas de todos os contribuintes para que colaborem no esforço global de produtividade. O consumo de futilidade cresce e não há mãos a medir. No Brasil, como cá, chamam &lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2007/10/otrio-na-favela-de-paulo-moura.html"&gt;otários&lt;/a&gt; aos que cultivem, ou tentem cultivar, os valores clássicos que contrariam a lei da selva. Foi decretado, pela ordem natural das coisas, que os modelos de sucesso são os que se medem pelo poder e pela sua decidida estruturação.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esta noite uma fúria de cavalos mongóis, contente com a sua natureza prática e instintiva, trepidou a lâmina delgada onde se abriga uma multidão de afectos desencontrados. Correu pelos ares a poeira longínqua a assentar sobre a lágrima titubeante dos rostos desconhecidos, já incapazes de se aperceber do trote magoado que passa silencioso à sua porta. Detectives particulares apontam o dedo à complexidade excessiva. Consideram necessário um recuo. Foi-se longe de mais. Que se tomem medidas para que não haja tanta divergência nos caminhos das estepes. Urbanizem-se as consciências. Desenhem-se com clareza os caminhos e os sentidos. Calem-se os trotes desafinados e as disfunções operativas. Respeite-se o estabelecido e as suas definições.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esta noite uma fúria de cavalos mongóis estilhaçou mais um pote certezas.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Beatriz Teresa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-39699889943909780?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/39699889943909780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=39699889943909780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/39699889943909780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/39699889943909780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/compleccidade.html' title='Compleccidade'/><author><name>Beatriz Teresa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03547372956799589647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gSZtdY245Rk/RySZo-rL-hI/AAAAAAAAAAw/pJmXTA2ivVk/s72-c/compleccidade.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-9131104167625459156</id><published>2007-10-26T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-10-27T00:34:33.946+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descobertas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XLI)</title><content type='html'>&lt;a href="http://ktreta.blogspot.com/2007/10/criar-descobrir-e-comunicar.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Criar, Descobrir e Comunicar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-9131104167625459156?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/9131104167625459156/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=9131104167625459156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9131104167625459156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9131104167625459156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/prolas-xli.html' title='Pérolas (XLI)'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8250665056648269039</id><published>2007-10-25T22:10:00.000+01:00</published><updated>2007-10-26T00:42:45.654+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prologo'/><title type='text'>Gurulândia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RyEnUGmHTjI/AAAAAAAAABw/eJrl5gaZPgo/s1600-h/gurulandia.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RyEnUGmHTjI/AAAAAAAAABw/eJrl5gaZPgo/s400/gurulandia.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125421077245677106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O meu fundamento é ser capaz do impossível. Passar a correr sobre o banal e colar-me com ambiguidades a incertezas absolutas, contabilidades de números primos afastados pela força do vento moderado a norte do sistema monte junto à estrela cadente.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Todas as manhãs acontece este arrefecer do tempo que resta num clima de suspeitas do costume milenar. Acordo com o real um texto de princípios activos combinados com insatisfação pelas coisas difíceis que fazem a vida parecer-se com uma viagem ao centro da terra prometida por um político activo como um detergente concentrado pelo marketing.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O guru diz que nenhum gesto é impuro e garante que já a seguir o número será perfeito, ajustado ao valor da inflação do desejo e ponderado pelo peso insignificante de um sonho de claras em castelo de mouras encantadas. Jura o guru que não jura por ser conhecedor do futuro e temer acima de tudo o passado com a sua história mal contada pelo sim pelo não pelo talvez não se consiga conhecer para além do primeiro momento em que ainda todo o segredo é pouco.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Não é justo que se queime um destino com um fio de navalha a pena do tigre que já moribundo às riscas desarmadas, inscrito na paisagem apagada pela morte inesperada de Deus todo ponderado em libras de ouro negro de fome e peste ratada pela misteriosa ganância dos dedos que guardam no bolso barragens cheias de suor e sangue azul de febre e cansaço infame. O medo caiu como chuva ácida sobre a multidão aconchegada à sombra dos direitos tortuosamente conseguidos no papel de embrulho da revolução cravada de hipocrisias e insistências em objectivos sem gente nem sentido, trocando tudo por um ai pode ou não pode comprar mais uma lembrança deste dia, desta hora, deste segundo que já cá não está e precisa de ficar marcado na memória imediata do navio mercante que vai à china buscar a mercadoria que compra nadas vazios e alarga alegremente a curva de gauss espalhando em todos os graus o sismo pragmático do contentamento por estar vivo e produzir nem que seja mais um momento branco no alvo do silêncio.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://prologo.blogs.sapo.pt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Prólogo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8250665056648269039?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8250665056648269039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8250665056648269039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8250665056648269039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8250665056648269039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/gurulndia.html' title='Gurulândia'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RyEnUGmHTjI/AAAAAAAAABw/eJrl5gaZPgo/s72-c/gurulandia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-4740027901169946942</id><published>2007-10-22T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-10-22T20:17:00.452+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XL)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://ummundomagico.blogspot.com/2007/10/vm-aos-pares.html"&gt;Vêm aos pares&lt;/a&gt;! A numeração romana é muito traiçoeira.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-4740027901169946942?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/4740027901169946942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=4740027901169946942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4740027901169946942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4740027901169946942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/prolas-xl.html' title='Pérolas (XL)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7326224417160975680</id><published>2007-10-22T22:10:00.000+01:00</published><updated>2007-10-22T23:17:24.791+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acasos'/><title type='text'>Focagem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/Rx0hUpdl_rI/AAAAAAAAABc/q-vfU-f9Log/s1600-h/focagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/Rx0hUpdl_rI/AAAAAAAAABc/q-vfU-f9Log/s400/focagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124288589628571314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Ambição&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;- Quando me dizem que não tenho ambição percebo que gostavam que eu tivesse as ambições de quem me diz.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Grande plano&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;- A ideia é fazer planos e a prática não os cumprir. Ter rotinas e quebrá-las. Jogar muito e perder sempre. Sonhar de noite e falhar de dia. Desconfiar do futuro e recear a morte. Rir de tudo escondendo a dor.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Heliopatia&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;- O sol ofusca e tem o efeito de queimar entrevistas. Com Catalina Pestana percebeu-se que já tinham passado os tempos de lucidez. O procurador mostrou que é um gato em risco de se constipar. Quem mais vai o sol queimar?&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Deus&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;- Ainda falta surgir no universo das crenças uma religião que acredite em Deus como supremo incompetente.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Corrente&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;- Desde que vi por aí a "corrente da página 161", passei a só ter à mão livros com menos de 150 páginas.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Ternura&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;- Há um pretensiosismo descabido em nomes como País Basco ou República Checa. Mereciam a ternura de se chamarem Básquia ou Chéquia.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7326224417160975680?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7326224417160975680/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7326224417160975680' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7326224417160975680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7326224417160975680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/focagem.html' title='Focagem'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/Rx0hUpdl_rI/AAAAAAAAABc/q-vfU-f9Log/s72-c/focagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-3750354956035747021</id><published>2007-10-19T23:24:00.000+01:00</published><updated>2007-10-19T23:27:53.045+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas'/><title type='text'>Tuning desportivo</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A 8 de Setembro surpreendia-se o Público Digital com a sondagem Marktest a considerar que "Wrestling é o &lt;i&gt;site&lt;/i&gt; desportivo mais visitado". Também a mim o 'desportivo' me soou como uma pancada na cabeça, mas acho que recuperei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos o fenómeno dos auxiliares químicos para melhorar o físico dos atletas parece ter-se tornado o desporto favorito dos homens. E das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desporto-rei, pelo menos cá entre nós - que noutros países há outros - já só é atraente se jogado e ganho pela nossa equipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante estes factos e outros semelhantes, evidencia-se que, tal como o Geocentrismo e Deus, o Desporto morreu. A ideia romântica de Ele ser uma forma de unir e exaltar o humano está definitivamente arrumada no sótão. O ténis, o golf, o futebol, a fórmula um, até o atletismo, são formas de valorização económica como quaisquer outras, e destituídas, por isso, dos valores humanistas que as geraram: o atleta é um painel publicitário ambulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho por isso, para que não sejamos obrigados a assistir diariamente a mediáticos actos infames e a não menos mediáticos arrependimentos, que se passe a aceitar em sede própria os fenómenos desportivos como eles são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia haver, sem prejuízo do que já existe, uma Volta à França para Dopados. Porque não? Não há já a Volta à França do Futuro? Esta seria ainda mais à frente. Quando vou para o meu emprego com uma dose adequada de anti-depressivos todos me felicitam por trabalhar tão bem disposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia haver um campeonato mundial de Fórmula I para espiões. Ou uns Jogos Olímpicos para atletas carregados de esteróides - Jogos Esteroidimpicos! Se há os Paralímpicos... Aí sim, haveríamos de ver os verdadeiros limites do ser humano, e ficaríamos maravilhados por um humano - com o devido tuning - fazer os cem metros em menos de 5 segundos. No símbolo dos Jogos, em vez de cinco argolas, poderiam estar cinco comprimidos... às cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos económicos seria fascinante. As modalidades haveriam de ser mais diversificadas. Surgiriam novos canais temáticos especializados a passar vinte e quatro horas por dia os melhores - ou os piores - momentos. Haveria mais e melhores patrocínios. Porque uma equipa de râguebi em que só se bebesse cerveja poderia competir com uma que só bebesse whisky e pelos resultados sabermos o que é melhor: as marcas teriam aí um confronto directo de potencialidades. Com a vantagem de se poderem conceber modalidades que tirassem partido das novas realidades sociais, como equipas só de emigrantes clandestinos, equipas só de ex-toxicodependentes, equipas só de pedófilos, selecções nacionais só de estrangeiros, equipas amadoras só de divorciados, equipas de jornalistas tendenciosos a jogarem - e a ganharem - com jornalistas isentos falidos, campeonatos mundiais de aberração. São milhentas as hipóteses que existem de ir ao encontro do que realmente as multidões anseiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá em Portugal, por exemplo, para promover as audiências, seria garantido o sucesso de um desporto, tipo futebol, em que os árbitros só estivessem autorizados a favorecer o Benfica...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://linocentelha.blogspot.com"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Lino Centelha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-3750354956035747021?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/3750354956035747021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=3750354956035747021' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3750354956035747021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3750354956035747021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/tuning-desportivo.html' title='Tuning desportivo'/><author><name>Lino Centelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14374205242296422377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4833/1335/320/lcmcmlx.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5792751120238898143</id><published>2007-10-18T12:12:00.000+01:00</published><updated>2007-10-18T20:41:25.898+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sísifo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Adiamento</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na base da montanha espera-se um milagre.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Saio de manhã cedo para o meu mistério e vejo agitação nas ruas.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Rostos ansiosos, gestos bruscos, gritos nas vozes.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A sombra é ainda grande e a cidade ilumina-se à mão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Escolho o trilho mais seco para ouvir no chão os meus pés.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;As linhas paralelas encontram-se no infinito.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E uma mentira pode sempre encobrir-se com outra.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A falta de esperança não me entristece.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nenhum mundo é deste reino.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O movimento muscular aquece o coração e o sonho.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cada passo presume outro e bastam-se todos com essa certeza.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O cansaço, hoje, ainda está longe.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vem apenas quando o objectivo já está à vista e já é inútil.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Como os gritos da partida, como os olhares ansiosos, como a esperança.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O tempo acompanha-me calado.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sinto-o ao meu lado, monótono e irrepetível.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Faz de cada passo uma festa mas a timidez esconde-lhe a exuberância.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Entre mim e ele nem uma palavra.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Porque também o silêncio vem connosco.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É assim que se repetem as minhas manhãs húmidas ou secas.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A própria paisagem deixa-nos passar como se tivéssemos vontade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas a vontade não veio por não saber comportar-se.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vamos sós, portanto.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu, o tempo, o silêncio e a minha carga.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;À tarde voltaremos com o cansaço atravessado na garganta.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A sensação perfeita de uma missão não cumprida.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O corpo arrastado na sua segura insegurança.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A roupa colada ao ardor da pele.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nas ruas, os rostos ansiosos, bruscos, em gritos.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Assustados mas contentes pelo milagre de estarem vivos.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5792751120238898143?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5792751120238898143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5792751120238898143' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5792751120238898143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5792751120238898143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/adiamento.html' title='Adiamento'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8476409284639576608</id><published>2007-10-18T00:38:00.000+01:00</published><updated>2007-10-18T01:02:27.964+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acasos'/><title type='text'>Pobres de dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxafZZdl_qI/AAAAAAAAABU/IP_b5Anj9Fo/s1600-h/pobresdias.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxafZZdl_qI/AAAAAAAAABU/IP_b5Anj9Fo/s400/pobresdias.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122456884861075106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Espera&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Podemos fixar-nos em pequenos pormenores da existência, como palavras, risos ou encolheres de ombros, e dizer deles que não são tudo ou que o tudo é outra coisa, nenhuma coisa. Ainda assim tudo o que se diga será prova de impaciência.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Centro&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Há aqueles que consideram os seus locais os melhores do mundo. E há outros para quem qualquer lugar é melhor que o seu. Os primeiros têm o privilégio de viver no centro e aí poderiam ficar se fossem honestos. Os segundos viverão uma procura inquieta por terem nascido já derrotados.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Défice&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A minha necessidade diária de ficção tem-se reduzido a um ritmo superior ao do défice.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Vertente&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Deixei de ler poesia vertida. Mesmo a que é feita por poetas é um trabalho escorrido em segunda mão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Livros&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Sobre o livro "Como falar dos livros que não lemos?" do Pierre Bayard - nº1 Top Vendas França - só me ocorre dizer que é uma grandessíssima merda.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Pobre de espírito&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Cavaco Silva diz que o "envergonha um pouco" haver em Portugal dois milhões de pobres. Pois eu tenho muita vergonha por haver pobres em Portugal e noutros lados, e de ter o Presidente que tenho, que age e fala como se não tivesse nada a ver com isso.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Posse&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Depois de ler uma polémica sobre a cópia na internet de músicas e textos, lembrei-me que faltava referir a questão da posse, uma figura social que se mantém inexplicável.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8476409284639576608?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8476409284639576608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8476409284639576608' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8476409284639576608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8476409284639576608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/pobres-de-dia.html' title='Pobres de dia'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxafZZdl_qI/AAAAAAAAABU/IP_b5Anj9Fo/s72-c/pobresdias.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8701811733181422586</id><published>2007-10-16T20:08:00.000+01:00</published><updated>2007-10-18T00:57:00.313+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acasos'/><title type='text'>Pena de morte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxUkU5dl_pI/AAAAAAAAABM/hBTmqeEDjDY/s1600-h/penademorte.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxUkU5dl_pI/AAAAAAAAABM/hBTmqeEDjDY/s320/penademorte.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122040092644736658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Muro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Foram muitas horas de treino em frente ao espelho. Um trabalho duro, difícil. Mas agora também já consigo sorrir sem que ninguém perceba.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Selva&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mesmo uma empresa honesta, admitindo que existe, tem toda a vantagem em chegar ao mercado com perfil desonesto, por que toda a gente sabe que honestamente ninguém tem grandes lucros e tanto os investidores como os clientes gostam de estar do lado do sucesso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Filosofia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Aos treze anos dizes, defendendo o teu ponto de vista, que "ser humano é querer ter dinheiro", à maneira do "penso, logo existo" de Descartes. Saiu-te sem pensares, ou porque já não é preciso pensar para pensar assim.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Justiça&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Parece-me que a principal razão por que alguns políticos estão a eleger o fim da pena de morte como prioridade internacional, é a tendência recente para levar a julgamento antigos governantes.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Esperança&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Li num &lt;a href="http://ourico-cacheiro.blogspot.com/2007/09/poesia-matinal.html"&gt;'blog'&lt;/a&gt; que os &lt;a href="http://www.tsf.pt/online/radio/index.asp?id_artigo=TSF184468&amp;amp;pagina=Interior"&gt;'Sinais' do Fernando Alves&lt;/a&gt; permitem enfrentar "um dia agitado com um sorriso imenso na alma". Fiquei contente por saber que havia mais alguém.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Forma&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Todos os dias sou confrontado com evidências sobre a inexistência de lugares perfeitos. Mesmo assim há no bater contínuo do coração uma qualquer particularidade que me faz continuar a procurá-los. Pelo menos estou entretido.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Sentido&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Quando há o risco de a História se inverter, com os pobres a perderem a vergonha e a começarem a roubar os ricos, os governos compram pistolas novas para os polícias.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8701811733181422586?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8701811733181422586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8701811733181422586' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8701811733181422586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8701811733181422586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/pena-de-morte.html' title='Pena de morte'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxUkU5dl_pI/AAAAAAAAABM/hBTmqeEDjDY/s72-c/penademorte.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-9070388786500904642</id><published>2007-10-15T23:04:00.000+01:00</published><updated>2007-10-18T01:00:42.281+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='acasos'/><title type='text'>Manga curta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxPk95dl_oI/AAAAAAAAABE/Wclw24BDKbA/s1600-h/mangacurta.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxPk95dl_oI/AAAAAAAAABE/Wclw24BDKbA/s320/mangacurta.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121688953298484866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Margens&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Tudo o que disse ontem sobre margens parece-me hoje bastante errado. Margens erradas. A noite de domingo não é propícia a dizer coisas definitivas. É véspera de fato e gravata e de movimentos controlados pelo tempo. Há margens que cheguem para todos. Mesmo à multidão podemos aceitar as acefalias como temporárias - tais como os nossos instantes de lucidez - e ter, por isso, esperança que o mecanismo celular da evolução não se dê por esgotado ou satisfeito.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Eu&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Papeis, textos, restos, pedaços, tempo, vontade. Listas. Regresso. Vai ficando a vida dispersa em pedaços, e esta surpresa resulta, como as outras, de marcar o futuro com formas previsíveis. Tudo é surpresa e nada é surpresa. O movimento do tempo é igual ao do texto e daquilo que se quer comunicar - ou esconder. Procura-se a essência, por vezes o esqueleto, a estrutura, outras o princípio vital, o sopro inicial, outras vezes outro mito qualquer, a irrecusável analogia, porque se parte do lugar onde se está e não de outro sítio qualquer. Entender, compreender, tornar possível, contínuo, o discurso do conhecimento. Insatisfaz o salto - a quem insatisfaz, que não ouso entrar no que outros pensam - porque qualquer descontinuidade é uma ruptura, uma imperfeição. Ainda assim o único discurso legítimo, porque tendencialmente um testemunho, é a primeira pessoa, a abominável primeira pessoa, livre do território das hipóteses secundárias, e sempre afirmativo, mesmo que errado, mesmo que duvidoso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Melodia&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Quando não perceberes a letra tenta dar atenção à música.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Insectos&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Hoje voltei a vestir manga curta. O aquecimento global veio visitar-me com um sorriso vencedor. Eu e os mosquitos ficámos felizes.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;Susto&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Estava a olhar para a beleza jovem de uma empregada de bar e a pensar que esta beleza a que damos valor não resistiria às dificuldades de uma vida um pouco menos amparada. Lembro-me de como uma mulher que amei ficava feia quando se afligia ou perdia o controlo da situação. O rosto do medo é, ele próprio, aterrador. Perante o desconhecido o rosto transfigura-se e revela o que parece estar antes dele. Não deixa de ser estranho que considere mais autêntico o que se revela na aflição do que o que ocorre na normalidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artur Torrado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-9070388786500904642?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/9070388786500904642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=9070388786500904642' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9070388786500904642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9070388786500904642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/manga-curta.html' title='Manga curta'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxPk95dl_oI/AAAAAAAAABE/Wclw24BDKbA/s72-c/mangacurta.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1805989030424528427</id><published>2007-10-14T21:09:00.000+01:00</published><updated>2007-10-14T21:57:33.446+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>Pérolas (XXXIX)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxJ9X5dl_mI/AAAAAAAAAA0/9Tit9hdtOSw/s1600-h/lfcmodern1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxJ9X5dl_mI/AAAAAAAAAA0/9Tit9hdtOSw/s320/lfcmodern1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121293575789084258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Publicar o que se escreve, mesmo desta forma universal e directa, é propor ao estranho o embarque nas peculiaridades do nosso mundo. O sucesso, chamemos-lhe assim, é conseguido quando, independentemente das razões, o nosso mundo tem eco no mundo de um leitor. Esse eco, essa receptividade, é um acaso que comove pela sua improbabilidade. Um dia talvez me detenha a enunciar a multidão de factores que contribuem para que mundos de alguma semelhança se não encontrem. Mas não é esse o meu propósito, agora.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Interessa-me antes pensar como essa improbabilidade ao mesmo tempo que fascina, perverte. A enunciação que hoje se promove procura filtrar-se das consequências angustiantes do acaso. Instala-se, por isso, no lugar das multidões, na esperança de uma visibilidade reforçada e de que o olhar particular pouse, por definitivos momentos, sobre o texto sofrido. Mas a multidão é cada vez mais um ruído uniforme que marcha em uníssono e, refém da sua própria visibilidade, fixa a limitada atenção no dedo que lhe aponta o caminho. Perante a voz monocórdica da realidade restam ao humano os caminhos da integração ou da margem:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;integrado passa a dispor o seu mundo como o dos outros e, alinhado, terá a alegria de um sistema de códigos evidentes e reconhecíveis, e a facilidade dormente do pensamento pré-fabricado, imune à estranheza;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;na margem, na dispersão infinita das possibilidades, apenas terá garantidos a consciência e o olhar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O puro acaso levou-me, há uns tempos, a uma &lt;a href="http://www.esferovite.blogspot.com/"&gt;página&lt;/a&gt; que se propunha numa limpidez inocente. Cativo das palavras, &lt;a href="http://milnove79.blogspot.com/"&gt;liguei-me&lt;/a&gt; a elas e fui seguindo a sua efervescência. Depois houve o "Registo de Nascimento" que trouxe da &lt;a href="http://www.livrododia.com.pt/index.php?productID=116"&gt;Livro do Dia&lt;/a&gt; e agora o "E como ficou chato ser moderno" recolhido em Lisboa, para evitar o mau ambiente que o fim-de-semana levou a Torres Vedras.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Agrada-me que a convivência com o acaso tenha estas surpresas vitais: caminhos que são alternativas à estrada principal, congestionada pelos modelos fortes da produção. Em vez do drama oco da política, em vez da comédia fácil da economia, em vez do ensaio obeso das religiões, em vez do obsceno romance financeiro, a poesia singular de quem vive.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1805989030424528427?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1805989030424528427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1805989030424528427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1805989030424528427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1805989030424528427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/prolas-xxxix.html' title='Pérolas (XXXIX)'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxJ9X5dl_mI/AAAAAAAAAA0/9Tit9hdtOSw/s72-c/lfcmodern1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-9048077540163554969</id><published>2007-10-13T13:13:00.000+01:00</published><updated>2007-10-14T00:22:50.676+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livros'/><title type='text'>O Segredo do Nobel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxFFMZdl_lI/AAAAAAAAAAs/7sAmJEvoqRE/s1600-h/nobeis.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxFFMZdl_lI/AAAAAAAAAAs/7sAmJEvoqRE/s320/nobeis.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120950330592722514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;De ano para ano vai-se confirmando que o comité que escolhe o Nobel da Literatura tem um critério totalmente determinado pela edição em Portugal.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Muitos falam de pressões políticas, económicas, religiosas, etc., mas após uma cuidadosa verificação dos dados acumulados ao fim destes anos todos, os únicos parâmetros que permanecem incontornáveis são a inexistência de edição do novo Nobel em Portugal (ou edições descuidadas e há muito tempo esgotadas) e estarem sempre fora das listas de 'nobelizáveis' enunciadas pelos comentadores nas várias publicações que antecedem a grande decisão.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Começa a ser claro que o comité Nobel tem como objectivo - incompreensível - lesar os editores portugueses. Ninguém poderia acreditar que houvesse tão sistematicamente critérios errados na escolha dos autores a editar. Só pode mesmo tratar-se de uma tramóia. E tendo o Nobel da Literatura o único objectivo de promover as vendas de determinado autor, estamos perante uma atitude inqualificável por parte da Academia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Estou a imaginar que nas semanas que antecedem a atribuição, a Academia Sueca destaca para Portugal um ou mais agentes que vêm verificar exaustivamente os autores viáveis que em Portugal não se vêem nem se falam. Perante os relatórios e os faxes e 'e-mails' com as sugestões que aparecem nos jornais, o comité Nobel limita-se a ir riscando da lista qualquer nome que tenha o privilégio dos editores portugueses. Depois, entre os que sobram, fazem um sorteio, porque estão muito em cima da hora da entrega e já não há tempo para os ler.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Só isso explica que uma escritora como Doris Lessing, com mais de cinquenta livros publicados, tivesse hoje à venda nas livrarias apenas a obra "Gatos e mais gatos", que, por acaso, são histórias sobre gatos, mas poderia ser uma obra sobre os disparates do Governo, ou sobre o PSD (o tal saco de gatos), ou mesmo um manual para cuidar desses fantásticos animais.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Uma vez mais a Academia troçou dos Editores Portugueses. O que vale é que mesmo sem Nobeis, alguns editores vão sempre arranjando um Segredo para compor as contas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;(A título de exemplo, o Nobel de 1955, Halldór Laxness, foi editado este ano em Portugal... ao que sei, pela primeira vez. Mas mesmo nisso alguns editores são pouco escrupulosos, pois anunciam como inéditos livros que estão esgotados ou que tiveram novas traduções.)&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Artur Torrado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-9048077540163554969?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/9048077540163554969/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=9048077540163554969' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9048077540163554969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9048077540163554969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/de-ano-para-ano-vai-se-confirmando-que.html' title='O Segredo do Nobel'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RxFFMZdl_lI/AAAAAAAAAAs/7sAmJEvoqRE/s72-c/nobeis.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-4881991672226075799</id><published>2007-10-10T17:45:00.000+01:00</published><updated>2007-10-10T17:59:34.682+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sísifo'/><title type='text'>Queda</title><content type='html'>&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5c53A-kWG2E"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed adblockframename="adblock-frame-n16" adblockframedobject2="true" adblockframedobject="true" src="http://www.youtube.com/v/5c53A-kWG2E" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div id="adblock-frame-n16" adblockframe="true" style="margin: 0px; padding: 0px; overflow: visible; width: 425px; display: block;"&gt;&lt;div style="overflow: visible; height: 0px; width: 100%;" align="left"&gt;&lt;div style="border-style: none ridge ridge; border-width: 0px 2px 2px; padding: 1px; overflow: visible; vertical-align: bottom; opacity: 0.5; background-color: white; position: relative; top: 0px; z-index: 900; width: 48px; height: 15px; cursor: pointer; -moz-border-radius-bottomleft: 10px; -moz-border-radius-bottomright: 10px; right: -5px;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,Sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: 140%; text-align: right; text-decoration: none; opacity: 1.5; color: black;"&gt;Adblock&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há quem diga que as letras das músicas não têm que ser poéticas. A prova disso é a voz desta leitura que acrescenta música e sentido a um &lt;a href="http://z1bido.blogspot.com/2006/03/queda.html"&gt;texto&lt;/a&gt; que não os tinha. Obrigado &lt;a href="http://cagalhoum.blogspot.com/2007/10/queda.html"&gt;Finúrias&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-4881991672226075799?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/4881991672226075799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=4881991672226075799' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4881991672226075799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4881991672226075799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/queda.html' title='Queda'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-6510088897206227761</id><published>2007-10-09T00:19:00.000+01:00</published><updated>2007-10-09T00:23:00.168+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><title type='text'>Corrupçãozinha</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A minha corrupçãozinha ocasional consiste em roubar &lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2007/10/corrupo-do-estado-vasco-pulido-valente.html"&gt;textos&lt;/a&gt; que de maneira clara dizem coisas que me agradam, me supreendem ou me indignam. Os autores que me desculpem, mas eu pagava para que estes textos estivessem disponíveis para todos... desde que não fosse muito caro...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-6510088897206227761?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/6510088897206227761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=6510088897206227761' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6510088897206227761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6510088897206227761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/corrupozinha.html' title='Corrupçãozinha'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1602684881943948107</id><published>2007-10-07T15:06:00.000+01:00</published><updated>2007-10-07T15:11:23.828+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inimputabilidade'/><title type='text'>Ecologia mental</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A televisão enquanto &lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2007/10/15-anos-eleger-lderes-eduardo-cintra.html"&gt;produto tóxico&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1602684881943948107?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1602684881943948107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1602684881943948107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1602684881943948107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1602684881943948107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/ecologia-mental.html' title='Ecologia mental'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7051275797910053805</id><published>2007-10-06T15:07:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T15:17:33.307+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XXXVIII)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há '&lt;a href="http://baixa.blogsome.com/2007/10/04/laica-theres-no-woman-in-space-lassie-is-dead/"&gt;bloguistas&lt;/a&gt;' que custa a crer que sejam desta terra de pensamento engessado...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7051275797910053805?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7051275797910053805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7051275797910053805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7051275797910053805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7051275797910053805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/prolas-xxxvii.html' title='Pérolas (XXXVIII)'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-9134857406600795545</id><published>2007-10-06T11:11:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T18:03:23.912+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inimputabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ikivuku'/><title type='text'>A K e o Y</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A Presidência da República fez um espectáculo comemorativo do 5 de Outubro com Katia Guerreiro, apoiante e mandatária de qualquer coisa durante a campanha eleitoral.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Carmona Rodrigues também usou dinheiro da Câmara de Lisboa para fazer espectáculos com o seu apoiante Toy.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;De muitos casos semelhantes se vai ouvindo falar no nosso jardim à beira-mar plantado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Suponho que é esta a atitude educativa que melhor define a detenção do poder em Portugal: usar os bens públicos para servir os amigos.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E a amizade é uma coisa muito bonita.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Vão passar muitos anos, séculos talvez, antes que o espírito pimba que enforma as nossas 'elites' perceba que um K e um Y não chegam para parecermos modernaços.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E que antes de falar da importância da educação se perca um bocadinho a pensar na importância da cidadania e da honestidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-9134857406600795545?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/9134857406600795545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=9134857406600795545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9134857406600795545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9134857406600795545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/10/k-e-o-y.html' title='A K e o Y'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-3618245116544472537</id><published>2007-09-29T12:12:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T16:56:47.328+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruído'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frio'/><title type='text'>Dia de azar</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No dia de ontem ninguém no país ganhou o Euromilhões, a equipa de rugby não levou nenhuma cabazada e ainda por cima ganhou o Menezes. Nas próximas eleições vamos ter que escolher entre o senhor feliz e o senhor contente...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-3618245116544472537?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/3618245116544472537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=3618245116544472537' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3618245116544472537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3618245116544472537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/dia-de-azar.html' title='Dia de azar'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-2433175514373506540</id><published>2007-09-29T09:09:00.000+01:00</published><updated>2007-10-11T20:25:18.300+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prologo'/><title type='text'>Bruma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/Rv4yuE0-sGI/AAAAAAAAABg/_sdXQol6VS8/s1600-h/bruma.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/Rv4yuE0-sGI/AAAAAAAAABg/_sdXQol6VS8/s320/bruma.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115581993890787426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Nem extenso nem profundo, para não assombrar a Obra. Limitado e emprestado, formal como uma apresentação de prestígio. Páginas para saltar a correr, na pressa de chegar ao âmago da questão. Ah, e aceitar as coisas como elas são: opinião amiga, pretexto para um texto que será muro de protecção.&lt;br /&gt;Mas não. Pode acreditar-se nisto, como em qualquer outra coisa, que não se perturbará o acaso do mundo e a sua enviesada memória. Umas vezes maravilha, outras dislate técnico.&lt;br /&gt;É falso que tudo seja igual e é verdade que estamos aqui com a estranha função de detectar as  diferenças. E se possível desfrutar delas. Ou aniquilá-las.&lt;br /&gt;Nas brumas de Burma ocorrem cenas e desejos que nos aniquilam pela sua dignidade. Nos momentos em o mal é claro, e antes que as aparências se sobreponham e as máquinas devorem a verdade, a revolta absorve-nos pelo seu ar de essência.&lt;br /&gt;Um mundo feito à medida de nada, condicionado pelas condições iniciais, reduzido aos mínimos comuns e incapaz de endireitar as costas. Factos em vez de ética. Deve ser melhor assim...&lt;br /&gt;No princípio era o verbo. Aceito. Por uma questão de princípio. Analogia por analogia, fico com a que me sabe melhor. O universo na sua vastidão a começar num ponto, num pequeno zero cheio de potencial. E a ficar aí eternamente em vez de se dispersar a criar um tempo que se perde. Um bom princípio. Lá onde todas as hipóteses ainda se vislumbram ou, mesmo que não se imaginem, admitem o inimaginável. Potencial. Acumulação de ética sem factos.&lt;br /&gt;Há um grande conjunto de palavras inúteis. Assim como objectos inúteis. Inúteis por se inscreverem em lógicas deterministas. Numa altura em que as coisas ainda estão a começar e a expansão do acaso é a lei.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://prologo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Prólogo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-2433175514373506540?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/2433175514373506540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=2433175514373506540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2433175514373506540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2433175514373506540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/bruma.html' title='Bruma'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/Rv4yuE0-sGI/AAAAAAAAABg/_sdXQol6VS8/s72-c/bruma.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5495481053255455866</id><published>2007-09-28T19:25:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T15:24:29.857+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inimputabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bonecos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artur'/><title type='text'>Ética comercial</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O dilema ético de hoje pede-me que escolha entre um político demagogo, incompetente, vaidoso e ciumento, e uma estação de televisão presunçosa, cínica, inimputável e ridícula (ou vice-versa).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Por favor, poupem-me!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ou, como diria um certo filósofo: "porque me pedem sempre, com tanta deferência, que escolha entre dois pedaços de trampa?"&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5495481053255455866?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5495481053255455866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5495481053255455866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5495481053255455866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5495481053255455866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/tica-comercial.html' title='Ética comercial'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1257651495740746129</id><published>2007-09-27T14:46:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T15:26:17.042+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inimputabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='descobertas'/><title type='text'>Descobrem cada coisa...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Transparência (&lt;a href="http://www.transparency.org/"&gt;TI&lt;/a&gt;) diz que os centros de decisão financeiros mundiais, sedeados nos países ricos, jogam um papel central na corrupção dos mais pobres."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;"O criticismo dos países ricos à corrupção dos pobres tem pouca credibilidade, quando as suas instituições financeiras assentam a sua riqueza no roubo das pessoas mais pobres do mundo", diz a vice-presidente da organização, Akere Muna.  &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/"&gt;Público&lt;/a&gt; de hoje&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1257651495740746129?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1257651495740746129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1257651495740746129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1257651495740746129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1257651495740746129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/descobrem-cada-coisa.html' title='Descobrem cada coisa...'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5493741183643045751</id><published>2007-09-23T19:21:00.000+01:00</published><updated>2007-09-23T19:24:24.218+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Roubei os &lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2007/09/sonhos-paulo-moura.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;sonhos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; do Paulo Moura no Público&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5493741183643045751?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5493741183643045751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5493741183643045751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5493741183643045751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5493741183643045751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-6478825192160469743</id><published>2007-09-16T22:00:00.000+01:00</published><updated>2007-10-06T21:51:32.903+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sísifo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Vácuo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Ru2aR4BwwzI/AAAAAAAAABE/BK5r2_Ubq1U/s1600-h/vacuo.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Ru2aR4BwwzI/AAAAAAAAABE/BK5r2_Ubq1U/s400/vacuo.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110910784023610162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Aceito que nos passos que descrevem um percurso há uma equação universal,&lt;br /&gt;Nos pequenos pormenores de todos os dias sou capaz de ver teorias de tudo,&lt;br /&gt;E nas dobras coloridas dos caminhos encontro referência a leis fundamentais.&lt;br /&gt;Aceito que esse possa ser o campo de uma razoável crença.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Leio, na escuridão preenchida de estrelas, obscuros romances inacabados.&lt;br /&gt;Sinto, no esforço muscular da subida, as marcas da escultura do tempo.&lt;br /&gt;Percebo, na violência cinzenta do vento, a harmonia frágil da consciência.&lt;br /&gt;Ouço, próximo da margem do rio eufórico, a atracção universal dos corpos.&lt;br /&gt;Sonho, quando a força já não obedece, a equivalência entre a dor e a luz.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Acima das nuvens há um horizonte maior,&lt;br /&gt;A distância sobre a verdade transforma todas as coisas em pequenos nadas,&lt;br /&gt;O relativamente difícil torna-se relativamente fácil,&lt;br /&gt;E os dons que suponho anteriores a cada gesto, tornam-se súbito acaso.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Descer de novo à terra e à sua vã esperança é um suave tormento.&lt;br /&gt;Cada ciclo aproxima-me de distâncias cada vez maiores.&lt;br /&gt;A mancha cinzenta do real revela-se em pormenores escurecidos,&lt;br /&gt;E das paredes húmidas desce o aroma acre do sofrimento,&lt;br /&gt;Enquanto se testam, sob os rochedos, formas dementes de destruição.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Não era isso que tínhamos pensado no início.&lt;br /&gt;Queríamos saber apenas como esgotar nos poros a curiosidade;&lt;br /&gt;Vasculhar a profundidade e o exagero, com prazer e delírio.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Queríamos encontrar uma razão que soubesse muitas razões.&lt;br /&gt;Queríamos tomar connosco o tempo como companheiro de viagem;&lt;br /&gt;Sacudir, na gargalhada ocasional, a certeza biológica do efémero.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Mas há, no discurso ambíguo da inteligência, lugares abandonados ao seu destino,&lt;br /&gt;E o opaco medo de não ser, parece resistir a todas as tentativas de clarificar a natureza da matéria.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (sobre a bomba de vácuo)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-6478825192160469743?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/6478825192160469743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=6478825192160469743' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6478825192160469743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6478825192160469743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/vcuo.html' title='Vácuo'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Ru2aR4BwwzI/AAAAAAAAABE/BK5r2_Ubq1U/s72-c/vacuo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5288062716101453615</id><published>2007-09-13T16:47:00.000+01:00</published><updated>2007-09-13T16:57:41.413+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><title type='text'>Hoje lembrei-me... (3)</title><content type='html'>&lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2007/09/too-old-to-rock-n-roll-too-young-to-die.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Too Old To Rock 'N' Roll: Too Young To Die&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5288062716101453615?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5288062716101453615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5288062716101453615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5288062716101453615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5288062716101453615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/hoje-lembrei-me-3.html' title='Hoje lembrei-me... (3)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-4474228307011826113</id><published>2007-09-12T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-09-13T01:50:12.460+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='média'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruído'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ikivuku'/><title type='text'>Público Embolado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_yaenesqXrMs/RuiIu-WJFqI/AAAAAAAAAA8/2IXyaq5DazA/s1600-h/adjectivo.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_yaenesqXrMs/RuiIu-WJFqI/AAAAAAAAAA8/2IXyaq5DazA/s400/adjectivo.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109484117843056290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Estamos mal de adjectivos. Há falta. Nota-se que a procura excede a oferta e, num certo sentido, pode mesmo falar-se em crise. Hoje em dia é difícil encontrar um bom adjectivo. Passam-se semanas sem que apareça um que nos faça olhar duas vezes. Mesmo aqueles que eram considerados adjectivos caros, passaram a ser usados no dia a dia e perderam o valor e o interesse. Gastaram-se. Eu já nem sei, quando me apercebo que estão a usar um adjectivo assim para o pesadote, se estão a adjectivar ou se estão a gozar comigo. Provavelmente é uma questão de gradação. Talvez haja falta de níveis (falta de nível há de certeza). Talvez o problema não esteja no adjectivo mas na força com que é usado. Que fazer quando uma frase, uma simples frase, escrita às três pancadas e deixada a correr num texto de prosa taxada à sílaba, pode ser apelidada de extraordinária? Suponho que não se pode fazer nada. Tem que se esperar que a poeira assente e a ganga hiperbólica se gaste com as múltiplas lavagens. Mas por enquanto há que aguentar. Parece que vivemos no topo do mundo. Tudo o que acontece, mesmo que banal, e temos que reconhecer que à vista desarmada é tudo banal, é adjectivado com o topo de gama da adjectivação. Nem seria mau se fosse por brincadeira. Se fosse uma sofisticada ironia (eu leio sempre como se fosse uma sofisticada ironia para me proteger dos efeitos secundários depressivos). Mas o colosso hoje pode não passar de um miserável engano sobre multidões. Um vermezinho que consiga o olhar simultâneo de uma multidão hipnotizada, é um monstro mediático. Como não há muitas coisas a serem propriamente alguma coisa que valha, há que adjectivá-las superlativamente para que passem a existir nos intervalos do seu próprio vazio. Daí o consumo excessivo de adjectivos. Daí a falta. Daí a sensação de irrealidade quotidiana de que já há uns anos o Eco fazia eco. Tive um amigo, que talvez ainda tenha se não se perdeu num comparativo de superioridade, que todas as vezes que me encontrava tinha para contar a melhor anedota que alguma vez ouvira. Como ele estava adiantado no tempo. Este agora é um tempo em que temos que viver aos saltinhos, com gritinhos de prazer à mistura. Cada momento superlativo do anterior.&lt;br /&gt;Suponho que uma das razões para a crise de adjectivos é a proliferação de jornais gratuitos: muito em breve já ninguém estará disposto a pagar por um bom adjectivo, confundido pela mata densa de adjectivos menores. Soube há pouco que das redacções do Público e da Bola vão sair, até ao fim do ano, as notícias necessárias e suficientes para um novo gratuito. Não querendo deixar de colaborar em tão benemérita empresa, proponho daqui, para escolha de quem de direito, que o novo jornal se chame &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bola Com Creme&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Público Embolado&lt;/span&gt;...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ikivuku.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Ikivuku&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-4474228307011826113?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/4474228307011826113/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=4474228307011826113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4474228307011826113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4474228307011826113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/pblico-embolado.html' title='Público Embolado'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yaenesqXrMs/RuiIu-WJFqI/AAAAAAAAAA8/2IXyaq5DazA/s72-c/adjectivo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-6572558002180673703</id><published>2007-09-02T22:10:00.000+01:00</published><updated>2007-09-03T18:33:59.018+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inimputabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Gente feliz com transgénicos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3v_ta0zE1SU/Rtst-hx3ZwI/AAAAAAAAAAk/mC7uAdlIcNk/s1600-h/transgen.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3v_ta0zE1SU/Rtst-hx3ZwI/AAAAAAAAAAk/mC7uAdlIcNk/s400/transgen.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105725154797250306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Ao que parece, entre os vários festivais de verão que este ano contribuíram gloriosamente para o aumento do consumo de cerveja e outras substâncias, ocorreu um que não colheu a unanimidade das aprovações e até indignou o nosso grande Vasco. Várias pessoas - que se costumam acotovelar a contestar a justiça de fecharem fábricas lucrativas, deixando dezenas ou centenas de pessoas no desemprego - ficaram desta vez escandalizadas por ter sido destruída uma área significativa de plantação de milho transgénico, sem que a polícia tivesse, pelo menos, feito correr um bocadito de sangue.&lt;br /&gt;Dizia hoje um jornal que existem no mundo 102 milhões de hectares cultivados com plantas que sofreram alterações genéticas de laboratório. E os proprietários destes hectares cultivados são gente feliz que muito provavelmente morrerá próspera e de saúde. Com o apoio da ciência genética conseguiram contornar as Bíblicas pragas e produzem em cada metro quadrado quantidades tais que se garante a breve prazo o fim da fome no mundo... Pode ser que sim embora haja um curioso excedente mundial de alimentos que é destruído para não fazer baixar os preços...&lt;br /&gt;Bom. Mas estávamos a falar de boas intenções e não vamos agora borrar a pintura.&lt;br /&gt;Os malandros que destruíram a plantação estão convencidos - ou agiram como tal - de que os organismos geneticamente modificados (OGM) introduzem nos ecossistemas variáveis que não resultaram de uma adaptação natural e podem ter efeitos perversos a longo prazo. De uma maneira pouco ortodoxa e pouco eficaz, resolveram agir por conta própria, executando eles próprios o réu antes de ser declarado criminoso.&lt;br /&gt;O que pensam estes malandros é o mesmo que pensam os cientistas genéticos, mesmo os que não se pronunciam para não estragarem o ganha pão: não se sabe nada seguro sobre os efeitos da generalização dos transgénicos. Sabe-se apenas que o famoso cancro resulta de uma modificação genética &lt;span style="font-style: italic;"&gt;espontânea&lt;/span&gt; numa célula que é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bem&lt;/span&gt; sucedida e ganha vantagem sobre as outras...&lt;br /&gt;De um ponto de vista de crescimento económico e progresso, pode dizer-se que os OGM são um salto em frente... Se correr bem haverá pão com fartura, se correr mal haverá novas oportunidades para encontrar soluções fantásticas para os problemas que surgirem...&lt;br /&gt;Se correr mesmo mal... bem... é assim... é melhor não pensar nisso, já não vou estar cá para assistir.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-6572558002180673703?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/6572558002180673703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=6572558002180673703' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6572558002180673703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6572558002180673703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/gente-feliz-com-transgnicos.html' title='Gente feliz com transgénicos'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3v_ta0zE1SU/Rtst-hx3ZwI/AAAAAAAAAAk/mC7uAdlIcNk/s72-c/transgen.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7201371263281120533</id><published>2007-09-01T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-09-02T09:55:05.258+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zumbido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Quero ir para dentro de um átomo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_56QjuxjrOjk/Rtn0b0QunsI/AAAAAAAAAA0/64GIPjIYnaI/s1600-h/atomos.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_56QjuxjrOjk/Rtn0b0QunsI/AAAAAAAAAA0/64GIPjIYnaI/s400/atomos.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105380411323621058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Numa estatística apressada e sem base científica - não me peçam a ficha técnica - a questão que mais visitas traz a este blogue é saber "tudo sobre a água". A culpa é de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; do Artur, com o título "&lt;a href="http://z1bido.blogspot.com/2007/02/tudo-gua.html"&gt;tudo é água&lt;/a&gt;". Não me parece que os incautos visitantes fiquem satisfeitos com o texto que lhes é proposto, mas não tenho maneira de evitar esta espécie de boa vontade que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Google&lt;/span&gt; tem em dar gato por lebre.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Logo a seguir, na mesma estatística, um outro equívoco: quem procura imagens com a palavra "voar" encontra a dada altura a injustiça deste &lt;a href="http://z1bido.blogspot.com/2006/03/queda.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;link&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Injustiça porque a mesma imagem poderia ser encontrada na casa do seu autor - &lt;a href="http://revelando.blogspot.com/2006/02/pombos-na-praa.html"&gt;Revelações... Avulsas&lt;/a&gt; - com o bónus de poder percorrer um histórico de igualmente belas imagens.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Hoje, cerca das 21 horas, alguém chegou aqui por ter dito ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Google&lt;/span&gt;: "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quero ir para dentro de um átomo&lt;/span&gt;".  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sitemeter&lt;/span&gt; diz não saber a origem da pergunta, e eu acredito. Que é que nos impede de ir para dentro de um átomo?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Houve um tempo em que me dedicava a imaginar um limite para a divisão dos objectos. Cortar ao meio uma folha A4 dá duas folhas A5. Cortar ao meio uma folha A5 dá duas folhas A6. Cortar ao meio uma folha A6 dá duas folhas A7... Por aí afora... A dada altura nos meus dedos já só havia pó mas as contas diziam que eu deveria continuar a cortar o pó ao meio. Tinha que fechar os olhos para tentar chegar a ver essa pequenez que me desafiava, e não via senão o desejo de ver algo que já não estava ao meu alcance.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A ciência é uma fé que temos uns nos outros, e eu acreditava no que me diziam os livros, e confiava que aquelas pessoas que tinham imaginado mais longe, eram de uma casta que não mentia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Havia um ponto em que já não era possível dividir mais: peças de lego que não havia maneira de poderem ser vistas a não ser agrupadas em grandes quantidades. Mais tarde soube que a história não acabava aí e que o indivisível não era assim tão indivisível.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Também me ocorreu a perplexidade de pensar que este terrivelmente grande universo em que vivemos, poderia não ser mais do que um electrão de um outro universo ainda maior. E que um electrão qualquer, dos que povoam a matéria aos magotes, poderia ele próprio ser um universo inteiro. Mas por muito encolhido que me fizesse, nunca ocorreu essa bela experiência de ir para dentro de um átomo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Zumbido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7201371263281120533?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7201371263281120533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7201371263281120533' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7201371263281120533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7201371263281120533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/09/quero-ir-para-dentro-de-um-tomo.html' title='Quero ir para dentro de um átomo'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_56QjuxjrOjk/Rtn0b0QunsI/AAAAAAAAAA0/64GIPjIYnaI/s72-c/atomos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7107901723765165071</id><published>2007-08-31T13:57:00.000+01:00</published><updated>2007-08-31T14:10:52.305+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruído'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aibieme'/><title type='text'>Postdezassete</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/RtgSzcNHRTI/AAAAAAAAAAo/LwSOsOqdJ80/s1600-h/postdezassete.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/RtgSzcNHRTI/AAAAAAAAAAo/LwSOsOqdJ80/s400/postdezassete.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104850852578280754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Às vezes penso, como tu, que era bom que eu fosse outra pessoa. Era melhor que em vez de este eu que sou, fosse outro eu que não este. Em vez deste silêncio pouco amável, um outro silêncio ruidoso que enchesse o espaço e a razão. Em vez desta cor baça feita de cinzentos, tons vistosos de fogo e de céu nascente. Em vez deste movimento lento de tarde de verão, a vertigem ágil de perseguir o tempo. Em vez deste pacto insípido com o acaso, o prazer de decidir sobre as coisas e saber de todas elas o lugar certo.&lt;br /&gt;Era assim não ser eu: identidade por identidade, corpo por corpo, sentido por sentido. Nenhum gesto ainda reconhecível: outro lado, outro lugar, outra sombra, outra certeza.&lt;br /&gt;Provavelmente não serás só tu - e agora eu - a pensar assim, a pensar como seria melhor se em vez de ser eu aqui fosse outro aqui, outra imagem e outra verdade, outro riso e outra oportunidade. Haverá outras pessoas a chegar a essa conclusão difícil, de substituir uma função por outra e nenhuma intenção por alguma. Num plano muito pessoal essa até poderia ser uma forma de definir a escorregadia seta do tempo.&lt;br /&gt;E eu agora, neste confuso mergulhar do verão, apenas consigo encontrar formas de concordância. As mais demonstráveis das verdades têm sido claras a denunciar que não é assim que se é. Há um mundo inteiro de razões, móveis e bem sucedidas, a dizer em voz alta que os caminhos se trilham de espada na mão e olhar no alto. E hoje, por estes dias, não me sobra energia para contestar a veemência dos que sabem e estão seguros de saber que sabem.&lt;br /&gt;Uma casa é um buraco. Para os devidos efeitos uma casa é um buraco. Um lugar onde estamos supostamente protegidos do mundo e da sua gratidão. Mas numa casa, num buraco, não se muda uma vírgula ao discurso, nem se muda de pele, nem de medos, nem de desejos. É do exterior que nasce a diferença, é do exterior que pode surgir o impossível.&lt;br /&gt;Concordo. Era bom que eu fosse outra pessoa. Teria outros pensamentos e escreveria outras coisas que talvez até fosse capaz de ler.&lt;br /&gt;Concordo. Era bom que eu fosse outra pessoa.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://aibieme.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aibieme&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7107901723765165071?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7107901723765165071/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7107901723765165071' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7107901723765165071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7107901723765165071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/08/postdezassete.html' title='Postdezassete'/><author><name>aibieme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12772784824214717558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/RtgSzcNHRTI/AAAAAAAAAAo/LwSOsOqdJ80/s72-c/postdezassete.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-3993284284237785698</id><published>2007-08-18T23:32:00.000+01:00</published><updated>2007-08-18T23:59:39.871+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torcato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Férias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_3v_ta0zE1SU/Rsd4shx3ZvI/AAAAAAAAAAc/Y7uDWVVXHV0/s1600-h/F%C3%A9rias.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_3v_ta0zE1SU/Rsd4shx3ZvI/AAAAAAAAAAc/Y7uDWVVXHV0/s400/F%C3%A9rias.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100177809397475058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vêm aí as férias e já estou cansado das férias que aí vêm.&lt;br /&gt;Também estou cansado de estar à espera das férias.&lt;br /&gt;Cansa-me pensar em férias quase tanto como estar de férias.&lt;br /&gt;Faço férias das férias de que estou cansado.&lt;br /&gt;Faço de conta que faço férias, descansando das férias que fiz enquanto o trabalho esperava sentado.&lt;br /&gt;Assim faço render as férias para que durem até às próximas férias.&lt;/p&gt;                         &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando vou de férias espero ficar de férias para sempre, isto é, não voltar das férias.&lt;br /&gt;Porque o regresso das férias é um verdadeiro tormento.&lt;br /&gt;Passo as férias todas aborrecido com a ideia de que as férias vão acabar.&lt;br /&gt;E cansa muito pensar que as férias têm um fim.&lt;br /&gt;Fico cansado a pensar que dali a uns dias, as férias, que ainda não comecei, já acabaram.&lt;br /&gt;É terrível pensar nisso.&lt;br /&gt;Mas é nisso que tenho pensado.&lt;br /&gt;Que daqui a dias vou estar de férias, mas numas férias que mais dia menos dia acabam.&lt;br /&gt;E pensar que mais tarde ou mais cedo as férias que um dias destes vão começar, acabam, dá-me uma angústia mortal e uma vontade enorme de que não seja verdade.&lt;br /&gt;Suponho que é por este cansaço acumulado de estar a pensar que as férias que ainda não comecei vão acabar que estou mesmo a precisar de férias.&lt;br /&gt;Mas as férias de que estou a precisar não são estas férias que vou ter mas outras que não fossem, como estas, tão angustiantes.&lt;br /&gt;Precisava de umas férias em que desde o primeiro dia não estivesse preocupado por saber que as férias que eventualmente me vão saber tão bem, não podem ser assim tão boas porque vão, a dada altura ter um fim.&lt;br /&gt;E não há nada mais angustiante que um fim de férias.&lt;br /&gt;Os dias finais, quando poderíamos estar a ficar realmente adaptados ao sabor pleno dos dias de férias e em que, numa boa hipótese, já nem pensássemos que as férias têm um fim, são, afinal, os dias em que o fim já se aproxima a passos largos e coloca o peso insuportável do fim das férias em cima das nossas costas juntamente com a bagagem.&lt;br /&gt;Mesmo que as férias sejam em casa.&lt;br /&gt;Mesmo sem sair de casa a bagagem pesa.&lt;br /&gt;Porque ficando em casa sem sair, para ter efectivamente férias, aumenta ainda mais a angústia do fim das férias.&lt;br /&gt;Porque no fim das férias é necessário ter uma memória qualquer de férias que possa preencher aquele espaço quadrado onde ficam inscritas as férias como definição.&lt;br /&gt;Não tendo essa memória, as férias ficam indescritíveis, no verdadeiro sentido do termo.&lt;br /&gt;E sendo assim não é possível ficar tranquilamente à espera das férias se não se tem a expectativa de as férias serem num lugar descritível qualquer.&lt;br /&gt;O dilema torna-se verdadeiramente voraz:&lt;br /&gt;Ter férias pressupõe uma carga de trabalhos.&lt;br /&gt;Não ter férias é assumir uma estranha personalidade anti-social.&lt;br /&gt;Ficar em casa nas férias corresponde a aniquilar um ano inteiro de tranquilidade.&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Estou muito cansado de pensar nas férias.&lt;br /&gt;Aproximam-se como um monstro, uma tempestade tropical.&lt;br /&gt;Se eu estivesse empregado pelo menos teria menos tempo para pensar nisto.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Torcato Matos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-3993284284237785698?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/3993284284237785698/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=3993284284237785698' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3993284284237785698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3993284284237785698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/08/frias.html' title='Férias'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3v_ta0zE1SU/Rsd4shx3ZvI/AAAAAAAAAAc/Y7uDWVVXHV0/s72-c/F%C3%A9rias.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-108487669627194000</id><published>2007-08-17T19:58:00.000+01:00</published><updated>2007-12-08T21:44:12.975Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sísifo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Longe</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/RsXwhuM7lII/AAAAAAAAAA8/GevTbq7l0lM/s1600-h/Longe.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/RsXwhuM7lII/AAAAAAAAAA8/GevTbq7l0lM/s400/Longe.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099746615195571330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;À distância, o cimo da montanha não se distingue da base da montanha.&lt;br /&gt;Isso poderia ser uma razão suficiente para não me preocupar em estar num lugar ou noutro.&lt;br /&gt;E foi assim que senti sempre o meu lugar, estivesse no topo ou na base do gigante megalítico.&lt;br /&gt;Entre o alto e o baixo da rigorosa construção dos elementos, não seria eu a escolher ou dizer o melhor.&lt;br /&gt;Para a natureza indiferente, uma e outra coisa têm um lugar que não permite hierarquias ou ordens.&lt;br /&gt;E eu faço parte, queira ou não, dessa indiferença da natureza.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;À distância, qualquer que ela seja, a diferença que se encontra entre as diferenças, é mínima.&lt;br /&gt;À medida que a distância aumenta, as diferenças tendem rapidamente para zero.&lt;br /&gt;E seria fácil rever as diferenças e pensar que as diferenças mínimas não chegam a ser diferenças.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Quando a montanha parece, assim como hoje, íngreme e cheia de impossibilidades, olhar para ela a grande distância, ainda que apenas pelo olhar da imaginação, tem esse efeito de colocar as diferenças numa medida que possa ser medida com o curto discernimento que acolho.&lt;br /&gt;Vejo ao longe a altura imensa que transponho e o peso imenso que transporto, e tudo parece menor e mais leve, deixando ao passo o seu ritmo mais fácil e veloz.&lt;br /&gt;Do olhar distante recolho ensinamentos dúbios que auxiliam por momentos a relatividade fortuita dos sentidos e das dores.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;À distância, pode olhar-se para o outro lado da terra e não ver senão grãos de areia, e, semeadas nela, cores que encantam e disfarçam as abissais diferenças que para sempre ficam ocultas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas é essa mesma indiferença que me arrasta para o largo horizonte.&lt;br /&gt;Lá em cima vêem-se as mesmas estrelas, à mesma distância e com as mesmas cores.&lt;br /&gt;Mas há mais estrelas e o céu é mais imponente.&lt;br /&gt;Lá em cima a diferença é maior... e a indiferença também.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;À distância este ocaso que me preenche é invisível excepto para mim.&lt;br /&gt;Vejo os astros a moverem-se coordenados como se tivessem uma intenção e me ignorassem.&lt;br /&gt;Penso que é o meu o olhar que lhes dá existência e com isso tento sobreviver.&lt;br /&gt;A minha função de observador do céu, dá sentido ao mesmo céu - retira-o da inutilidade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;No topo da montanha falo com os astros que não me escutam.&lt;br /&gt;Tento escutar os astros e ouço silêncio.&lt;br /&gt;O que quer que eu diga esgota-se na curta distância da minha voz.&lt;br /&gt;Passa-se qualquer coisa com a natureza que não se liga a nada nem a ninguém.&lt;br /&gt;Deve ser isso que nos humanos é errado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Pressupor que a distância pode apagar todos os ecos e todas as diferenças.&lt;br /&gt;Gerar nas mentes o esquecimento.&lt;br /&gt;Diluir com rapidez os sentidos e as formas.&lt;br /&gt;Mas no fim persistir em algum lugar um vazio que só a natureza inorgânica é capaz de suportar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-108487669627194000?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/108487669627194000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=108487669627194000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/108487669627194000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/108487669627194000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/08/longe.html' title='Longe'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/RsXwhuM7lII/AAAAAAAAAA8/GevTbq7l0lM/s72-c/Longe.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-4062759623791830788</id><published>2007-08-15T23:38:00.000+01:00</published><updated>2007-08-16T00:11:12.210+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruído'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prologo'/><title type='text'>Verão?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RsOH3gTnzsI/AAAAAAAAABY/6KddQRBzwhs/s1600-h/verao.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RsOH3gTnzsI/AAAAAAAAABY/6KddQRBzwhs/s400/verao.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099068590748323522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Franca mente com todos os dentes e unhas cada vez que diz pensa logo que existe ânsia na distância da terra com o horror de coisas aos molhos a atafulhar o sótão dos macaquinhos de imitação grosseira, contra a facção que tinha o poder de ficcionar as histórias da caras ou chinas imperiais bem tiradas à noite no terreiro do passo lento do fulano de domingo que plácido clorídrico entra discreto pela montra da loja de porcelanas.&lt;br /&gt;Franca mente todos os dias crónicos agudos, surdos de desespero temperado com saltos do alto da sua importância relativa, improvável sentimento de revisão da matéria dada a baixo custo, saldo de verão mesmo os cegos de nascimento e ocaso do colar roubado em pleno sarau de ginástica ri-te Mica de delgadas mil lâminas que barbeiam mais rápidas que a própria sombra da azinheira que zomba de tudo desde que se tornou ex-trela que prendia o gato e o rato à sua posição de firme convicção e propósito como se fosse sem crer em nada nem ninguém que,  como todo-o-mundo, sabe tão pouco que não chega a saber que não sabe.&lt;br /&gt;Franca mente orgulhosa mente feliz mente, uma família inglesa criada e nada que se aproveite no mar da ignorância resoluta a subir com o aquecimento glu-glu como o peru que morre no natal dos animais que nunca souberam falar de carne e de peixe e de outras formas rudimentares de vida extra-terrestre de aquém e de além marte da guerra dos sem ânus que por tal rebentariam de riso com a forma oca dos que sofrem por agosto e com sentimento, delirante de conteúdo e reforma que haverá quem pague uma excentricidadezinha do interior desde que não seja o meu próximo a saber de onde vem a sorte.&lt;br /&gt;Franca mente deliberada mente oficial mente da noite para o dia, filha de mãe em código morsa de dentes afiados pela rebarbadora mor do treino, fogo fátuo de gala e gola comprida, beira alta, virada para a direita de prior, idade média a rondar os mil menos poucos e bons pais de família que se ficam bem à mesa do orçamento grátis pelo correio sentimental e físico imoral como todas a muralhas que seguram a legítima verdade do reino.&lt;br /&gt;Franca mente de mente e corpo são domingos e dias livres da prisão de ventre que dança com lobos nossos irmãos pela parte da mãe natureza morta de tédio e boy de jogo electrónico sorteado num sem curso nem diz coisa com coisa nossa de cada diagnóstico que crê no que não vê à noite quando os gratos são parcos e na dízima infinita periódica se somam totais e notas de música trocada por miúdos com guitarras e lérias, trocadilhos e troca de ilhas e penínsulas conforme as estranhas doenças que pairam na frente genética que me perdoa os pecados da culpa molecular.&lt;br /&gt;Franca mente social mente frontal mente como tem que ser para ser como deve ser e mostrar à exaustão as coisas que ela ainda não viu nem quis ver com medo de ter medo do que poderia ver.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://prologo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Prólogo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-4062759623791830788?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/4062759623791830788/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=4062759623791830788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4062759623791830788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4062759623791830788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/08/vero.html' title='Verão?'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RsOH3gTnzsI/AAAAAAAAABY/6KddQRBzwhs/s72-c/verao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-2354553992636910786</id><published>2007-08-08T20:30:00.000+01:00</published><updated>2007-08-08T20:38:40.995+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ikivuku'/><title type='text'>Comparação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabes? Não é possível chegarmos aos sonhos dos outros. Nem aos nossos. Mas ainda menos aos dos outros. Cada gesto que construímos na particularidade do nosso entendimento, pressupõe uma história, e medos muito próprios. E não sabemos nada dos sonhos dos outros.&lt;br /&gt;No estado puro o pensamento talvez dispensasse a informação do tempo. Mas nunca sairia do seu lugar original. Vogaria em círculos sobre a mesma paisagem, e se não chegasse ao tédio seria por desconhecimento. Mas o estado puro é também ele um sonho, ou mais propriamente um pesadelo.&lt;br /&gt;Na realidade, chamando realidade a este lugar que habitamos com os nossos sonhos, há em cima de cada desejo um peso extravagante de formas, sentidos e perdas. Tudo junto numa bola de trapos que permanece inquieta entre os dedos.&lt;br /&gt;Mas aos sonhos dos outros não chegamos. Arquivamos as frases melhores e sorrimos quando a memória atraiçoa mais um momento que se perdeu. Sobre esse estrado de emoções constrói-se outro andar da torre da nossa Babel interior. Claro que o objectivo é o céu.&lt;br /&gt;Que fazer quando, sobre o tabuleiro, parecem esgotados os movimentos que garantem a vitória? Como viver sem essa vital substância da comparação? Como permanecer no lugar em que não se é sempre o primeiro? Como sentir alguma coisa quando sobre o sentir paira sempre a ave abrupta da imposição?&lt;br /&gt;Quando nasci não me questionei sobre a liberdade. Tinha outros propósitos, e alimentar-me era o que me tornava vivo. Ao pé de mim passou o tempo e houve um instante em que devo ter sentido que o vento era mais forte do que eu. Terá sido aí, pelo acaso de um momento, que me apercebi da estranheza do lugar. Nada do que tinha pensado era autêntico, e olhar para as coisas com atenção não era suficiente para as ver.&lt;br /&gt;Haviam outras formas e outros mundos, outras idades e outras estranhezas, outras manchas e muitos outros sonhos. De cada lado da certeza surgia uma verdade diferente e a cada uma delas eu poderia designar suprema se isso fosse a minha vontade. Também porque em todos os sentidos a minha designação era inútil e a minha vontade etérea.&lt;br /&gt;Nasci num tempo em que já todos os objectos tinham nome. Mesmo as coisas que não se sabia o que eram, eram coisas. E às coisas que eu ainda não sabia que eram coisas chamava aquilo. E o tempo passei-o eu todo a aprender os nomes das coisas, a saber de cor as cores e o números e a tentar arranjar outra coisa que o dicionário ainda não soubesse.&lt;br /&gt;Tempo ganho é tempo perdido de outra forma. O passo que se dá para a frente já tem o seu ocaso no próprio passo. Mas nenhum sonho o distingue de outro. Nenhuma comparação.&lt;br /&gt;Sabes? Não é possível chegarmos a sonho nenhum. Nem aos nossos nem aos dos outros. Este lugar onde ocorrem os nossos sonhos é tão irreal como os sonhos que temos deste lugar. Depois de virarmos uma esquina há sempre outra esquina para virar. E, por causa dos sonhos, as esquinas são sempre outras. Isto é o que se sabe. Haverá outras coisas que não se sabem. O que dói muito a dizer.&lt;br /&gt;Aquilo que eu queria, aquilo que teria feito as coisas parecerem, segundo os meus sonhos, diferentes, era a hipótese, ainda que remota, de haver algum sentido oculto, coisa ainda sem nome, que valesse a pena procurar. Essa seria a razão mais que suficiente para andar por aí, no maior dos tédios, a alimentar o corpo.  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://ikivuku.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ikivuku&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-2354553992636910786?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/2354553992636910786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=2354553992636910786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2354553992636910786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2354553992636910786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/08/comparao.html' title='Comparação'/><author><name>ikivuku</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03954263577421484702</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-4474755036106145211</id><published>2007-08-01T13:44:00.000+01:00</published><updated>2007-08-01T13:51:29.880+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inimputabilidade'/><title type='text'>Por outras palavras...</title><content type='html'>Mil anos de trabalho precário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Não existe um clima de medo. A precaridade no trabalho é que tornou as pessoas subservientes."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;António Arnaut&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://visao.clix.pt/default.asp?CpContentId=334030"&gt;Visão&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-4474755036106145211?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/4474755036106145211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=4474755036106145211' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4474755036106145211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4474755036106145211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/08/por-outras-palavras.html' title='Por outras palavras...'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-4412358264169689758</id><published>2007-07-25T22:10:00.000+01:00</published><updated>2007-07-25T19:22:27.278+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XXXVII)</title><content type='html'>&lt;a href="http://ki-tsch-net.blogspot.com/2007/07/cool-lou-reed.html"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Bomba atónita...&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-4412358264169689758?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/4412358264169689758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=4412358264169689758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4412358264169689758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/4412358264169689758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/07/prolas-xxxvii.html' title='Pérolas (XXXVII)'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-2800123786760711472</id><published>2007-07-25T19:11:00.000+01:00</published><updated>2007-07-25T19:14:25.642+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><title type='text'>Plano de férias</title><content type='html'>&lt;h3 style="color: rgb(51, 51, 51);" class="post-title"&gt;&lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2007/07/wake-me-up-when-september-ends.html"&gt;      Wake Me Up When September Ends&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-2800123786760711472?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/2800123786760711472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=2800123786760711472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2800123786760711472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2800123786760711472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/07/plano-de-frias.html' title='Plano de férias'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1578257850126644741</id><published>2007-06-24T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-06-24T21:34:39.620+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frio'/><title type='text'>Surpresas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Rn7U8qfn5uI/AAAAAAAAAA0/mDEZjIFtPcQ/s1600-h/surpresas.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Rn7U8qfn5uI/AAAAAAAAAA0/mDEZjIFtPcQ/s400/surpresas.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079731568384665314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Neva no topo da montanha.&lt;br /&gt;O frio e a sua mancha branca regressaram.&lt;br /&gt;Os ciclos, desanimados com a rotina, preparam surpresas e tempestades.&lt;br /&gt;Os caminhos tornam-se indiscerníveis e os passos marcam-se pesados.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Transporto um mundo às costas e com ele a minha vida.&lt;br /&gt;Não é muito nem pouco, apenas o essencial.&lt;br /&gt;Restos de coisas que foram restos de outras coisas.&lt;br /&gt;Como o nosso corpo é o resto dos outros corpos que o fizeram.&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mesmo que eu não saiba ou não queira saber, houve alguém antes de mim e haverá alguém depois.&lt;br /&gt;Os passos que ficam na neve serão tão efémeros como o meu medo.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Lá no topo, as horas são mais longas e o frio mais frio.&lt;br /&gt;Agora que a temperatura é baixa ninguém lá vai, e a solidão é sólida.&lt;br /&gt;Em nenhum caminho me cruzo com outra palavra.&lt;br /&gt;Apenas o meu monólogo de louco que não quer ser.&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando se fala é contra o silêncio.&lt;br /&gt;É o único que perece perante a voz.&lt;br /&gt;E o que digo, e digo porque penso, é mais do que penso e digo.&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Há também a voz do vento.&lt;br /&gt;Voz que diz o que sabe, como se soubesse.&lt;br /&gt;E é o vento a coisa mais humana que encontro nos lugares altos onde me empurro.&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Para todas as coisas é necessário estar preparado.&lt;br /&gt;Mas há tanta variedade de coisas, que acontece sempre uma surpresa.&lt;br /&gt;E depois, na surpresa que nos surpreende, não há nada de novo...&lt;/p&gt;      &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Esse não é o meu caminho.&lt;br /&gt;Não estou à espera de surpresas.&lt;br /&gt;Estou como se estivesse preparado para todas as surpresas.&lt;br /&gt;Jogo com elas e esqueço todas as suspeitas.&lt;br /&gt;O que vier a seguir é ainda uma daquelas coisas que podem ser.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E o que pode ser, o que está dentro do horizonte das possibilidades, faz parte do saco grande de surpresas que na infância soubemos estar à nossa espera.&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não sou eu que espero as surpresas no topo da montanha.&lt;br /&gt;São elas que estão pacientemente à minha espera.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1578257850126644741?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1578257850126644741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1578257850126644741' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1578257850126644741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1578257850126644741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/06/surpresas.html' title='Surpresas'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Rn7U8qfn5uI/AAAAAAAAAA0/mDEZjIFtPcQ/s72-c/surpresas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-6815025057791297973</id><published>2007-06-23T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-06-23T23:58:20.050+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XXXVI)</title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title"&gt;&lt;a href="http://impressoeseintimidades.blogspot.com/2007/06/goodbye-elvis.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;      Goodbye Elvis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-6815025057791297973?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/6815025057791297973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=6815025057791297973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6815025057791297973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6815025057791297973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/06/prolas-xxxvi.html' title='Pérolas (XXXVI)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-2041493844512804311</id><published>2007-06-22T19:47:00.000+01:00</published><updated>2007-06-22T19:53:57.741+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Postdezasseis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/RnwY1VglmxI/AAAAAAAAAAg/68BJ9QODR9E/s1600-h/postdezasseis.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/RnwY1VglmxI/AAAAAAAAAAg/68BJ9QODR9E/s400/postdezasseis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078961784353037074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;No lugar onde moro há fantasmas. Passam de um lado para o outro a zunir, com um propósito que me ultrapassa. Suponho que os trouxe de outros lados, mergulhados no meio dos livros, agarrados ao pó dos objectos ou simplesmente embrulhados numa colecção de memórias mais ou menos oblíquas. Mesmo ouvindo mal, ouço-os à noite a roer o tempo, desprevenidos do súbito silêncio de uma casa oca de sentidos.&lt;br /&gt;Como noutras ocasiões em que me adaptei ao ruído sombrio que vem do prólogo do universo, também se tornaram familiares as deambulações equívocas dos espectros. Há em todas as perturbações um carácter efémero que logo a seguir pode provocar a nostalgia da ausência. Deve ter sido isso que não percebeste.&lt;br /&gt;Tinha-te dito, com alguma ênfase, que não há à minha volta lugares abandonados. Depois de algum tempo de espera o meu lastro cresceu e cada passo que dou é outra vez o primeiro dos últimos.&lt;br /&gt;O que te assustou foram os fantasmas. Poderia dizer-te, como se soubesse, para te aquietar, que são seres inofensivos. Poderia ter falado deles com carinho e mostrar que estão aqui como outras coisas em que ninguém repara. Que sobrevoam as cabeças como se se divertissem e dão gargalhadas alarves que podem perturbar os incautos, mas não vão além da sua centelha de virtualidade. Poderia e deveria tê-los defendido para te defender a ti deles.&lt;br /&gt;Mas eu não sei. Estabeleceu-se, temos de reconhecer, entre mim e o resto-do-mundo, para simplificar, um desentendimento que oscila vigorosamente entre o formal e o estrutural: não sabemos, nem eu nem o resto-do-mundo, se há alguma razão para nos salvarmos. Por isso, e por outras razões certamente, não sou capaz de dizer coisas positivas sobre os fantasmas que moram cá em casa, ainda que com o mero propósito de te fazer sentir mais confiante nas sombras que rasam em velocidades vertiginosas as cabeças que tentam aqui em casa descansar o tempo.&lt;br /&gt;Terão sido eles a fazer-te ir embora abruptamente. Desentendidos das ciências dramáticas não souberam respeitar um rosto que já conheciam bem. E depois, há no gesto brusco de fugir uma mímica própria da libertação que os fantasmas não entendem, livres que são de saber sonhar.&lt;br /&gt;Por outro lado, comigo não acontece nada de especial por sair de casa. Alguns fantasmas, quais anjos-da-guarda, seguem-me pelos caminhos, mesmo que não sejam os meus caminhos, e por isso acostumei-me a tê-los sempre presentes, o que espero, num futuro próximo, tenha o dom de em qualquer lugar, seja onde for, esteja onde estiver, me sinta sempre como se estivesse em casa.  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://aibieme.blogspot.com"&gt;Aibieme&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-2041493844512804311?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/2041493844512804311/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=2041493844512804311' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2041493844512804311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2041493844512804311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/06/postdezasseis.html' title='Postdezasseis'/><author><name>aibieme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12772784824214717558</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Re7Uq5qm1cU/RnwY1VglmxI/AAAAAAAAAAg/68BJ9QODR9E/s72-c/postdezasseis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-384864758629371919</id><published>2007-06-19T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-06-19T20:14:01.935+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XXXV)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;a href="http://ki-tsch-net.blogspot.com/2007/06/meteorologia.html"&gt;o tempo, esse grande terrorista&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-384864758629371919?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/384864758629371919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=384864758629371919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/384864758629371919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/384864758629371919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/06/prolas-xxxv.html' title='Pérolas (XXXV)'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-2246145435058817364</id><published>2007-06-01T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-06-01T18:11:11.162+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><title type='text'>"Palavras soltas"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"&lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2007/06/palavras-soltas.html"&gt;... escrever é um exercício de investigação e de lógica; um exercício que obriga a definir, ordenar e desenvolver o que se pensa.&lt;/a&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Vasco Pulido Valente&lt;/span&gt;, no Público de hoje&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-2246145435058817364?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/2246145435058817364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=2246145435058817364' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2246145435058817364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/2246145435058817364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/06/palavras-soltas.html' title='&quot;Palavras soltas&quot;'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-84964015185754432</id><published>2007-06-01T18:37:00.000+01:00</published><updated>2007-06-01T18:39:20.193+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Ácido</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Nada tem que ser como eu tinha pensado.&lt;br /&gt;Os frutos caem da árvore sem chegarem a perguntar porquê.&lt;br /&gt;Circulam os afectos da mesma forma que a água pelos canais.&lt;br /&gt;E nas sombras mais obscuras não se escondem monstros nem gemidos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Aquilo que conta quando se fazem as contas sem fazer de conta, é o que se sente quando se sente.&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Sobre o abismo que se avista do topo da montanha paira sempre a tonalidade húmida de um certo infinito.&lt;br /&gt;O relativo abandono gera no coração uma vaga sensação de perda.&lt;br /&gt;Como se nos confins onde custa a chegar fosse necessário um ar rarefeito.&lt;/p&gt;      &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Cada momento de azul que amanhece sobre o horizonte é uma dose suplementar de incerteza.&lt;br /&gt;Vê-se, ao mesmo tempo que se ouve a monotonia dos passos a trilhar a areia, o rasto sistemático da repetição e a atracção sublime do espaço.&lt;br /&gt;Não saber acaba por ser o destino mais natural.&lt;br /&gt;Oculta sobre a névoa está a ambição e a prática corrente de comparar os sonhos.&lt;br /&gt;Todos concorrem para afastar o pensamento do seu caminho.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Nem sempre chego ao topo com a mesma ansiedade.&lt;br /&gt;Dias há que parecem claros e luminosos.&lt;br /&gt;Aí, os sons são mais soltos e as verdades menos necessárias.&lt;br /&gt;Cumprem-se os rituais e retoma-se o canto na dobra mais simples do mapa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Um dia, quando, por acaso, se reunirem as condições especiais, vou pensar em todas as consequências de subir e descer esta montanha, sem que nada de sagrado me obrigue, a não ser esta genética que ocasionalmente conformou as moléculas emprestadas ao meu corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-84964015185754432?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/84964015185754432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=84964015185754432' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/84964015185754432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/84964015185754432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/06/cido.html' title='Ácido'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-7120703725033372659</id><published>2007-05-30T23:13:00.001+01:00</published><updated>2007-05-30T23:19:29.626+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><title type='text'>Hoje lembrei-me... (2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2007/05/monangamba.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Monangamba&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-7120703725033372659?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/7120703725033372659/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=7120703725033372659' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7120703725033372659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/7120703725033372659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/05/hoje-lembrei-me-2.html' title='Hoje lembrei-me... (2)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8636159111935768640</id><published>2007-05-27T09:27:00.000+01:00</published><updated>2007-05-27T16:07:24.778+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XXXIV)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nem em pensamento sei explicar por que é que &lt;a href="http://naocompreendoasmulheres.blogspot.com/2007/05/conversa-198.html"&gt;isto&lt;/a&gt; é uma pérola, mas é!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8636159111935768640?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8636159111935768640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8636159111935768640' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8636159111935768640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8636159111935768640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/05/prolas-xxxiv.html' title='Pérolas (XXXIV)'/><author><name>Beatriz Teresa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03547372956799589647</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8053012064875108810</id><published>2007-05-13T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-05-14T00:39:40.403+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruído'/><title type='text'>Fatídica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RkehhlMcm3I/AAAAAAAAABQ/8uvMmhsx7ac/s1600-h/fatidica.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RkehhlMcm3I/AAAAAAAAABQ/8uvMmhsx7ac/s400/fatidica.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064193904293485426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Às vezes vem de fora a razão, pedaço de intrusão que semente e germe em árvores hierárquicas de sons iluminados pela lâmpada de Alá, digno denota quando detona a explosão de ar inchado de orgulho pátrio e mau trio admira que não saibas as últimas derradeiras invenções ocasionais da sociedade com sumo de fruta da época clássica. Eu vi, com estes olhos que a terra há-de temer por serem escuros de luz negra fechada no subterrâneo ruidoso minado de nome e nado vivo a treze desmaio cansado de tanta importância despedida por mau apartamento com duas ou mais atoalhadas combinações de certezas com rigor mortis e funeral combinado dois em um vitalício para sempre ou até que a sorte os separe nas fases orgânicas e angulosas do ritmo concêntrico, como é possível que não aconteça nada quando acontece alguma coisa que não esperamos que seja o que já aconteceu e então vemos que não. Foi assim de madrugada a cama destapada e o sol esfrangalhado dançando perdido pelo éter retumbante de ondas com vozes misturadas de imagens gastas e fartas de serem cera que derrete outra vez numa forma deformada e parada, sem olhos, sem mãos, sem carteira nem beira mar plantado de urgência numa viagem a pé ante pé até ao fim da linha âncora e corrente de lava mais branco que a neve que derrete o mais endurecido dos ruminantes enfiados contra as tábuas com dores de cabeça repetidas até o vermelho se embaciar de negro e derrubar outro ditador no ciclo infernal de casas alugadas aos seis meses de véspera por não saber que logo a seguir há uma nesga de céu por onde passa trincada às doze baldadas que se esqueceram que tinham marcado um encontro com o destino e o tino que se entregou à sorte grande para saber mais do que os outros que gostavam de se esquecer que viviam para lá do que era possível e não era possível aparecer nem ser na têvê que só vê o que é mais perto do que é aviltante e não esquece que é verdade o que já passou há muitos anos quando ainda aconteciam coisas bizarras à porta de cada casa e não era preciso importar galões de gasolina para peregrinar as ilusões. Mas, e há sempre um mastim que é fiel e por isso morde com precisão enquanto defende o seu bem e os bens dos que são bem e sabem bem onde está o bem e como está bem de ver não interessa onde se quer chegar quando não se quer chegar a lado algum mas se sabe por interposta pessoa que há quem conte à noite os contos que tinham ficado por contar na manhã anterior e com tudo isso se agradeça ao seu a seu dono do mundo e arredores e nós, que ficamos apegados às coisas fúteis da diversidade que há na cidade e da diversão que há na são tomamos com o olhar que não vê porque é melhor não ver do que nevar à noite quando ainda o frio do riso quente se sente a brilhar no modelo incontinente da tal razão que vem de fora e só estorva.  &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://prologo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Prólogo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8053012064875108810?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8053012064875108810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8053012064875108810' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8053012064875108810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8053012064875108810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/05/fatdica.html' title='Fatídica'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RkehhlMcm3I/AAAAAAAAABQ/8uvMmhsx7ac/s72-c/fatidica.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1316560539812154190</id><published>2007-05-11T19:34:00.000+01:00</published><updated>2007-05-11T19:40:42.465+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Cansaço</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Todos os dias cumpro o meu plano.&lt;br /&gt;O ritmo e a rotina confundem-se.&lt;br /&gt;À distância, no leito do descanso, ocorre-me mesmo uma certa melodia.&lt;br /&gt;Como se numa dada dimensão, às coisas sobrasse significado.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Na distância que se desenvolve repetida sob os meus pés, nos caminhos que vão sendo sempre o mesmo de outros dias, vejo, pela previsão própria de não esperar, o ciclo finito da importância.&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;No alto de cada dia há o cansaço adequado a eliminar promessas.&lt;br /&gt;Tudo o que aprendi esqueço pelas mesmas razões.&lt;br /&gt;E logo a seguir há o recomeçar do silêncio.&lt;/p&gt;        &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O recado de cada hora é a expressão do seu limite.&lt;br /&gt;Sei, por querer saber, a curta vida das ilusões.&lt;br /&gt;Aprendi, por ignorar, que se ousasse seguir, seguiria sempre.&lt;br /&gt;Vi, por me ocultar, lugares mais além do horizonte.&lt;br /&gt;Perdi, por desejar, uma boa ocasião de ser sentido.&lt;br /&gt;Ouvi, pelo silêncio, o cântico orvalhado da servidão.&lt;br /&gt;Fugi, emparedado, do medo que todos os dias me alimentou.&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Todos os dias cumpro o meu plano.&lt;br /&gt;Mesmo que o meu plano são seja meu.&lt;br /&gt;Mesmo que não tenha feito nenhum plano de algum dia cumprir planos.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Há uma cadência própria nos passos que marcham a favor do seu destino.&lt;br /&gt;Latente, na invisibilidade há uma presença rigorosa.&lt;br /&gt;A harmonia é tão aparente como o desgosto de ficar de fora.&lt;br /&gt;E lá fora, no erguer subtil da tempestade, queremos ainda que sejam sinais.&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cumpro o meu ciclo de verdades.&lt;br /&gt;Arrisco apenas o ligeiro ardor dos olhos.&lt;br /&gt;E à noite, enquanto se fazem fogueiras para acender desejos, ocupo o meu corpo a iluminar os limites que não quer.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1316560539812154190?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1316560539812154190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1316560539812154190' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1316560539812154190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1316560539812154190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/05/cansao.html' title='Cansaço'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-3592758746314646493</id><published>2007-05-07T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-05-08T14:34:49.959+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tpc'/><title type='text'>Thinking Blogger Award</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img255.imageshack.us/img255/5020/thinkingbloggerpf8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://img255.imageshack.us/img255/5020/thinkingbloggerpf8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Nestas coisas dos blogues, como em tudo o mais, começa-se ao acaso e deixa-se que o acaso governe o estabelecimento da rede. É provável que nem outra coisa seja possível: o acaso é o deus único e nele repousa o destino. Eu deixo as coisas ao acaso por saber que mesmo que exerça o meu direito de escolha ele será ainda deturpado pela natureza rudimentar do desejo. Por acaso, por puro acaso, houve quatro blogues onde este modesto Zumbido foi incluído na lista "Thinking blogger award". Decididamente há pessoas capazes de tudo. A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elipse&lt;/span&gt; do poético &lt;a href="http://osentidodaspalavras.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Palavras em Linha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; diz que este é um lugar "onde a profundidade da escrita me faz pensar". A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;JP&lt;/span&gt; do enérgico &lt;a href="http://guedelhas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Faz de Conta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; diz que há aqui uma escrita " que me deixa atenta às palavras fluídas e subentendidas". A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MRF&lt;/span&gt; do interventivo &lt;a href="http://divasecontrabaixos.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Divas &amp; Contrabaixos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; escolhe-me "por algumas 'velhas amizades' a que não faço referência há muito tempo". E a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria&lt;/span&gt; do sereno &lt;a href="http://wwwthornlessrose.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Thornlessrose&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; inclui-me nos "espaços que visito, admiro, e onde me detenho". Tenho que reconhecer que os próximos duzentos 'posts' que fizer vão ser a este propósito. Enquanto me lembrar dificilmente conseguirei falar de outra coisa.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Brinco, mas não brinco. Depois de descobrir que já não há tempo para criar um mundo novo, consola-me saber de lugares, pessoas e ideias que ainda conseguem ter a sua divergência em relação à norma. E que na sua marcha diária - ainda que virtual e simbólica - vão criando diferença e estando atentas a que o mínimo não seja um padrão. Pensam porque pensam e sabem pensar e se eu contribuo é apenas por acaso. E fazem-me criar afectos...&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;Por inerência de cargo devo agora indicar os meus favoritos. Mas não o vou fazer porque os meus favoritos são pessoas e só me ocorreria eleger aqueles que conheço e gosto pessoalmente. Ficam portanto excluídos esses e os que votaram em mim. Indico por isso, da lista aqui ao lado, aqueles que, além dos outros, já não dispenso nesse processo diário de nunca deixar de pensar: &lt;a href="http://ummundomagico.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;É um mundo mágico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://www.ki-tsch-net.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Kitchnet&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://milnove79.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Mil nove sete nove&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://livrotriste.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O livro no espaço triste&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://voando-duvidas.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Voando sobre um ninho de dúvidas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. De qualquer maneira isto fica só aqui entre nós. Eles não precisam de saber...&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Zumbido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-3592758746314646493?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/3592758746314646493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=3592758746314646493' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3592758746314646493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3592758746314646493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/05/thinking-blogger-award.html' title='Thinking Blogger Award'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-1503038259164824728</id><published>2007-05-03T09:00:00.000+01:00</published><updated>2007-05-03T09:40:32.073+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='roubarte'/><title type='text'>Hoje lembrei-me... (1)</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://roubarte.blogspot.com/2007/05/easy-to-be-hard.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Easy to Be Hard&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-1503038259164824728?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/1503038259164824728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=1503038259164824728' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1503038259164824728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/1503038259164824728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/05/hoje-lembrei-me-1.html' title='Hoje lembrei-me... (1)'/><author><name>Zumbido</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05820504332363323457</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://photos1.blogger.com/blogger/8098/1134/1600/z3bido.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-8096520656131189171</id><published>2007-04-27T23:46:00.000+01:00</published><updated>2007-04-28T00:00:53.509+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='silêncio'/><title type='text'>Marcas de água</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RjJ_tRQomcI/AAAAAAAAAAc/GaOIpq98sqI/s1600-h/marcadagua.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RjJ_tRQomcI/AAAAAAAAAAc/GaOIpq98sqI/s400/marcadagua.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058245747194501570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Vês? Agora o país está vazio. Bastou um momento e tudo debandou. Movem-se em bandos à procura de outros lugares. É sempre outro o lugar onde se esconde a salvação, e há que ir à procura dele, indefinidamente, sempre.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Um dia que seja de folga e aí vai a trupe, a toda a força, queimando alegremente a essência, indiferentes a um futuro que não seja o minuto já a seguir. Sábios de leis e de segredos da monarquia, da vida luminosa dos eleitos e preenchidos com os ícones que oferecem a volúpia na compra de modelos exclusivos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Na corrida à procura do destino, na rápida sucessão dos passos decididos, estão entre as bagagens feitas à pressa e a velocidade do olhar, os sons ténues de uma fuga, ensaiada todos os dias na repetição cruzada de ideias simples conseguidas por empréstimo a juro reduzido.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ver a correr tudo, para sentir que se toma posse de paisagens que outros contam como mágicas e indispensáveis. Passar pelos lugares e averbar os nomes na caderneta; fazer mais um risco na coronha do revólver das recordações. E ter sempre outra meta logo a seguir para não deixar aquecer o lugar nem arrefecer a emoção.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;É fácil respeitar este cinema. Concordar com todas as razões brilhantes, mesmo que a revolta esteja ali mesmo, à tona da garganta. Há o cansaço e há a dúvida. A poderosa ofensiva da solidão, medida em milhares de pessoas juntas à volta do seu próprio ardor. Comunidade de ausências, concílio de desconsolos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E custa parecer sempre o velho do Restelo, que tem razão de vez em quando, logo que cada vitória se torna um marco outra vez perdido, e as lantejoulas se gastam da sua alegria. Dizer outra vez o que já foi dito, apenas por descargo de consciência, ou por descargo de bílis, ou por outra pouco razoável razão.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Em todo o lado se carimba com êxtase a marca do desespero. De fora, da esquina a seguir àquela que se sonhava ontem, diz-se que algumas pessoas souberam derrotar o medo. E esse desejo, esse absurdo desafio de, de repente, por magia, passar a ignorar a traficância das emoções telúricas, empurra a alma para a nova terapêutica de esconjuro.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mas eu sei que não há alternativa. No interior falta a pressão da vontade, e tecer caminhos próprios custa mais do que caminhar pelos carreiros eloquentes dos que sabem guiar. Mesmo que não seja assim, é o que me ocorre quando percebo que para não ter à noite a voz a ecoar nas paredes obtusas do vazio, tenho que ignorar a cantilena da razão e deixar como verdadeira a mímica festiva da liberdade.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artur Torrado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-8096520656131189171?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/8096520656131189171/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=8096520656131189171' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8096520656131189171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/8096520656131189171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/04/marcas-de-gua.html' title='Marcas de água'/><author><name>Artur Torrado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13328339594897001224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_13EiLpbUjLk/RjJ_tRQomcI/AAAAAAAAAAc/GaOIpq98sqI/s72-c/marcadagua.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-5871363682678849256</id><published>2007-04-25T17:52:00.000+01:00</published><updated>2007-04-25T18:01:41.206+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pérolas'/><title type='text'>Pérolas (XXXIII)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nos 33 anos do 25 de Abril, a &lt;a href="http://naocompreendoasmulheres.blogspot.com/2007/04/catarina-eufmia.html"&gt;História&lt;/a&gt; como ela é...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-5871363682678849256?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/5871363682678849256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=5871363682678849256' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5871363682678849256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/5871363682678849256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/04/prolas-xxxiii.html' title='Pérolas (XXXIII)'/><author><name>Torcato Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15240300435135676545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-6905498845383624019</id><published>2007-04-23T22:23:00.000+01:00</published><updated>2007-04-23T22:28:33.678+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruído'/><title type='text'>Sedimento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Ri0kbcFtSZI/AAAAAAAAAAs/PAF81-n3EGY/s1600-h/sedimento.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Ri0kbcFtSZI/AAAAAAAAAAs/PAF81-n3EGY/s400/sedimento.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056738010422135186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que a luz parecia ser o lugar definitivo.&lt;br /&gt;Todos os caminhos se lhe dirigiam e não havia dúvidas.&lt;br /&gt;Cada passo que se dava tinha-a por projecto e o que ainda não era, haveria de ser.&lt;br /&gt;Pela luz passavam todos os sinais e toda a esperança.&lt;br /&gt;Era impossível admitir, sem luz, mais do que o inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu rotineiro caminhar para o alto estava implícita a luz.&lt;br /&gt;Lá de cima, do topo, da distância, emanava a luz e a clareza.&lt;br /&gt;Era assim para mim e para todos, e não havia outro caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No prosaico rolar da gravidade adivinhava-se o refluxo da escuridão.&lt;br /&gt;Descia, e o deslizar inclinado do destino era o assombro.&lt;br /&gt;Em baixo, no fundo da montanha, a escassa luminosidade era disputada com a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pena de subir e descer, os deuses tinham engendrado o maior dos sofrimentos:&lt;br /&gt;Conhecer a luz e ter de a abandonar pela escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras penas há em que a pena se reduz por não saber que se pode viver sem pena.&lt;br /&gt;Ou, a pena só é pena quando se lhe conhece a ausência.&lt;br /&gt;Reconhece-se, por isso, que a ignorância é uma sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é por isso que os poderosos manipulam a luz.&lt;br /&gt;Querem apenas o equilíbrio rudimentar que evita a violência da revolta.&lt;br /&gt;Luz quanto baste para algum desejo.&lt;br /&gt;Luz tão pouca quanto a necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi a catástrofe do ultravioleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz já não é luminosa e o topo da montanha já não salva.&lt;br /&gt;Os passos que se dão para subir não se distinguem do descer.&lt;br /&gt;Na profundidade das masmorras vêem-se os pormenores de um rosto com rigor atómico.&lt;br /&gt;E o que se sabe tem o mesmo valor do que não se conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens sentam-se às escuras para combinar os assaltos e as orações.&lt;br /&gt;Rebuscam no lixo, com as mãos nuas, e alegram-se da sua precaridade.&lt;br /&gt;Soltam uma gargalhada rugosa e o solavanco bestial fá-los felizes.&lt;br /&gt;Despedaçam com os dentes os mistérios, os segredos e as frustrações.&lt;br /&gt;E dizem, sempre que podem, que é assim que a vida é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo por onde posso com um sorriso, para que não me sigam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sisifo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-6905498845383624019?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/6905498845383624019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=6905498845383624019' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6905498845383624019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/6905498845383624019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/04/sedimento.html' title='Sedimento'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Ri0kbcFtSZI/AAAAAAAAAAs/PAF81-n3EGY/s72-c/sedimento.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-3741613415508883414</id><published>2007-04-17T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-04-18T00:43:40.830+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto'/><title type='text'>Genérico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RiVanh7Br_I/AAAAAAAAABI/DwQSrcgSzbY/s1600-h/generico.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RiVanh7Br_I/AAAAAAAAABI/DwQSrcgSzbY/s400/generico.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054545791960592370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify" lang="pt-PT"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não existe um amor genérico. O amor tem sempre marca, e marca por ser amor. O amor que existe, quando existe, declara-se a uma entidade concreta, material e insubstituível. É assim a natureza dogmática do amor. Não vai pela margem das coisas, encosta-se directamente ao centro e centra-se no concreto. Não é genérico o amor. Cola-se com veemência à pele e impede a regular respiração dos poros. Exige, como se não houvesse tempo, a urgência do tempo todo e esquece as prosaicas questões do real e do sentido. Para o amor o sentido é tão só aquilo que sente e que não traz à razão, e nunca a razão que, por qualquer razão, traz o sentir. Aquilo que o amor sente é sentido mas não tem sentido nem espera sentido porque por ser amor não espera. E não há nada de genérico no amor. É por isso que o que se diz do amor, como por exemplo isto que eu digo do amor, é sempre um disparate. Não é transmissível a ideia de amor. Só seria transmissível se se desse o caso de o amor ser genérico e poder, sujeito aos artifícios da comunicação, radicar em códigos que não fossem absolutamente únicos de cada vez. Um dia se descobrirá, se houver tempo, a incontornável descontinuidade do amor, e a forma unívoca como, qual um código genético, o amor se manifesta. Num certo sentido chamar amor ao amor já é uma facilidade de linguagem que pressupõe alguma espécie de afinidade entre coisas tão diferentes. Porque o amor é absolutamente unívoco. Tão unívoco que não é o mesmo que vai de A para B e de B para A. Funciona, às vezes, como uma vibração harmónica, descrita, quem sabe se por uma sobreposição absolutamente única de ondas sinusoidais perfeitas. Mas não tem nada de genérico. Fervilha de intensidade própria e, por vezes, basta-se a si próprio, ignorante de totalidades e forças transversais. Fica no centro de tudo e transforma o centro em margem, trazendo o paradoxo para a simetria dos dias. Genérico seria se se pudessem dizer coisas concretas que fossem capazes de englobar o amor sem nos estarmos sempre a contradizer. Isso sim, seria genérico. Dizia amor, e toda a gente sentiria a mesma picada na espinha. Para isso bastava uma palavra e ficava tudo dito. Como dizer água ou céu ou luz. Palavras genéricas para ideias genéricas para pessoas genéricas. Amor não. Há sempre uma outra coisa que ainda não se disse e não é bem assim, estão completamente enganados, não tem nada a ver com isso, nem penses, não é isso que eu sinto, nem pensar, está tudo ao contrário, que disparate. Não. O amor é uma doença do indivíduo. Doença sempre rara, sempre incurável, sempre mortal. Mas nunca genérica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; font-style: italic;" align="justify" lang="pt-PT"&gt;&lt;a href="http://prologo.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Prólogo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-3741613415508883414?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/3741613415508883414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=3741613415508883414' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3741613415508883414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/3741613415508883414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/04/genrico.html' title='Genérico'/><author><name>prologo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03544412042007303854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_zrjnOZeLmvk/RiVanh7Br_I/AAAAAAAAABI/DwQSrcgSzbY/s72-c/generico.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13070239.post-9187779631880593184</id><published>2007-04-12T23:11:00.000+01:00</published><updated>2007-04-13T00:51:02.486+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ruído'/><title type='text'>Mandamento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Rh7E4AH0FCI/AAAAAAAAAAk/LMTH_-r2aiY/s1600-h/mandamento.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Rh7E4AH0FCI/AAAAAAAAAAk/LMTH_-r2aiY/s400/mandamento.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052692298340766754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez não valha a pena perceber.&lt;br /&gt;Joga-se com o sentido e no fim cada um tem a sua boa razão.&lt;br /&gt;Cada acto acaba a valer por si, e ao mesmo tempo por aquilo que não é.&lt;br /&gt;O mérito está apenas em não perder; em não sentir nunca a derrota.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Cada viagem ao lugar central é um regresso.&lt;br /&gt;Há ritmos inscritos nos materiais a contrariar as grandes opções.&lt;br /&gt;Sobre os sonhos ainda se dirá serem eles a verdade.&lt;br /&gt;E logo a seguir a morte ou a desistência.&lt;/p&gt;      &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A Lua, por exemplo, faz o seu ciclo como se não soubesse do tempo.&lt;br /&gt;No horizonte há estrelas que se mostram nuas eternas.&lt;br /&gt;Sob o manto pacífico da Terra movem-se massas imponentes de fogo.&lt;br /&gt;E nas noites mais dóceis é possível olhar riscos de luz.&lt;br /&gt;E os finos bordados do medo no escuro.&lt;/p&gt;     &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O nada que faço aqui é tão sério como a nuvem que se forma um instante.&lt;br /&gt;Cada vez que o Sol nasce ainda, é uma primeira vez para sempre.&lt;br /&gt;As rosas deixam cair as pétalas para depois.&lt;br /&gt;Vazias.&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Desço outra vez este caminho disfarçado de condenado.&lt;br /&gt;O que sou, seja o que for, é tão pouco como o disfarce que uso.&lt;br /&gt;As botas gastas do atrito do tempo são ao mesmo tempo que o meu rosto.&lt;br /&gt;As gotas de água que transpiro já as bebi muitas vezes.&lt;br /&gt;E o alimento que vai crescendo agreste na beira do caminho já de novo foi meu.&lt;br /&gt;E eu já perdi da minha posse tudo o que outra e outra vez retive,&lt;/p&gt;    &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nada é só uma vez para sempre.&lt;br /&gt;Mas não é assim que se sentem as coisas.&lt;br /&gt;O que se sente, o que ocorre no intervalo curto em que somos, é uma vontade desfocada de querer o que não é e fugir a todo o custo do que se mostra.&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Talvez não valha a pena perceber.&lt;br /&gt;Quando o vento já perdeu a força que tinha de mandar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;Sísifo  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13070239-9187779631880593184?l=z1bido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://z1bido.blogspot.com/feeds/9187779631880593184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13070239&amp;postID=9187779631880593184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9187779631880593184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13070239/posts/default/9187779631880593184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://z1bido.blogspot.com/2007/04/mandamento.html' title='Mandamento'/><author><name>sisifo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01108261208817242944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pIZXdhTdXv4/Rh7E4AH0FCI/AAAAAAAAAAk/LMTH_-r2aiY/s72-c/mandamento.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
